BRASIL E MUNDO — Abertura

Você ainda acredita na historinha de que o Estado existe para servir o cidadão? Acorde. O aparato estatal nada mais é do que uma corporação coercitiva com monopólio da violência, desenhada para extrair recursos da sociedade produtiva via imposto — que é roubo, pura extorsão institucionalizada — e redistribuir entre a companheirada do poder.

Veja o escândalo mais recente que a imprensa oficial tenta abafar em Brasília. A manchete bonitinha nos jornais do sistema diz que o assessor de Lula 'deixou o governo para trabalhar na campanha de reeleição'. Mas basta olhar de perto para ver a podridão nojenta da burocracia estatal vindo à tona.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

O tal assessor dispensado de fininho do Palácio do Planalto é Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido nos corredores do poder pelo apelido de Marcola. Esse sujeito não era um burocrata qualquer da quinta escala. Desde o primeiro dia do governo, em janeiro de 2023, ele ocupava a chefia do gabinete pessoal do presidente. Era o homem de absoluta confiança do Lula, o sujeito que atendia o telefone do chefe, filtrava quem entrava no gabinete e controlava a agenda do poder central.

E por que esse braço direito foi dispensado do Planalto há duas semanas? Porque as investigações jogaram luz sobre transferências bancárias suspeitas na casa dos dezenas de milhares de reais — valores na faixa de 85 mil reais — saindo diretamente da conta de Roberta Luxinger para o Marcola. E quem é essa senhora? Ninguém menos que a lobista ligada ao esquema do 'Careca do INSS', a fraude bilionária na Previdência Social, e amiga íntima do filho do Lula, o Lulinha.

Perceba o escárnio do sistema. Uma lobista investigada por fraude na Previdência — aquele sistema falido onde o Estado obriga o trabalhador a entregar o próprio dinheiro sob a promessa mentirosa de aposentadoria — irriga a conta do chefe de gabinete do presidente com dezenas de milhares de reais. Para quê foi esse dinheiro? Ninguém no governo sabe explicar. Nem a Polícia Federal, nem o Planalto, nem o próprio assessor. Mas para evitar que a lama do escândalo batesse na porta do gabinete presidencial em ano eleitoral, a solução do governo foi rápida: afasta o burocrata sob a desculpa esfarrapada de mandar o sujeito para a campanha.

E o teatro não para por aí. Quando a investigação ameaçou avançar sobre o grupo do Lulinha e o gabinete presidencial, a engrenagem de autoproteção do Estado entrou em ação na velocidade da luz. Toda essa teia de tráfego de influência, envolvendo a lobista e os negócios do filho do presidente na Saúde e no BNDES, já estava sendo apurada no Supremo Tribunal Federal sob a relatoria do ministro André Mendonça.

O que o sistema fez ao perceber o perigo real da investigação? O presidente interino do STF, Alexandre de Moraes, deu um jeito de fatiar a apuração e sortear um terceiro inquérito exclusivo para investigar as conexões de Roberta Luxinger e o assessor Marcola. E adivinhe quem foi o sorteado nesse bingo da impunidade republicana? O ministro Flávio Dino. Sim, o ex-ministro da Justiça do próprio Lula!

Que coincidência maravilhosa, não é mesmo? A burocracia estatal pulveriza os inquéritos para limitar a atuação do relator original e garante que a parte mais explosiva da investigação caia exatamente no colo do aliado político recém-indicado ao tribunal. Na prática, todo mundo em Brasília sabe o que vai acontecer: Dino vai sentar em cima do processo, colocar tudo sob segredo de justiça, travar as investigações e garantir que a blindagem ao governo seja absoluta.

Essa é a mecânica perfeita do monopólio da justiça. Quando o indivíduo comum comete uma falha, o Leviatã cai com todo o peso das leis, multas e coerção sobre as costas dele. Mas quando os altos burocratas e assessores do gabinete presidencial são pegos em esquema com lobistas do INSS, o próprio Estado cria processos paralelos, redistribui relatorias e escala ministros amigos para garantirem o engavetamento. O crime compensa quando você é quem escreve e aplica as regras do jogo.

A cúpula do PT está em pânico nos bastidores, com medo de que a palavra 'corrupção' cole novamente na imagem do governo durante a convenção de reeleição. Mas sejamos honestos: a corrupção não é uma anomalia do sistema estatal, a corrupção é o próprio motor do Estado. Onde existe centralização de poder, controle de verbas públicas e burocratas com a caneta na mão vendendo facilidades, a propina e o tráfego de influência são inevitáveis.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

Enquanto você acorda cedo todos os dias para produzir e ver quase metade da sua renda confiscada por impostos abusivos, o dinheiro da fraude na previdência e do lobby estatal circula livremente nas contas dos assessores do rei, devidamente blindados pela alta cúpula do judiciário.

Não espere ética de quem vive da coerção estatal e da blindagem recíproca. A única defesa do indivíduo é a conscientização, a descentralização e a rejeição total dessa ilusão de que o Estado pode ser reformado. Reaja ao sistema. Inscreva-se no canal, deixe sua curtida e comente aqui embaixo. Eu sou Peter Albuquerque para o Webjornal Vale da Liberdade.