BRASIL E MUNDO — Abertura
O circo da política estatal nos entrega, mais uma vez, uma demonstração cristalina de como a máfia de toga opera para controlar os rumos do país. Flávio Bolsonaro anunciou a senadora Tereza Cristina como sua candidata a vice-presidente, num movimento desenhado para atrair o PP e o União Brasil. Mas a comemoração durou pouquíssimo.
O sistema simplesmente não tolera qualquer ameaça fora do seu script. Bastou a notícia sair para o aparato estatal mover suas engrenagens coercitivas, provando que o processo eleitoral brasileiro não passa de um jogo viciado onde as regras mudam conforme a conveniência de quem detém o monopólio da caneta.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Entendam o descalabro do que aconteceu aqui. Tereza Cristina, ex-ministra do agronegócio e senadora respeitada pelo setor produtivo, aceitou o convite de Flávio Bolsonaro. A adesão dela traria consigo o apoio institucional de grandes partidos do centrão. Mas o estamento burocrático não joga dentro de regras de livre concorrência. Logo em seguida, o STF, pela figura atuante de Flávio Dino, entrou em campo para aplicar a mais pura e simples chantagem burocrática.
A ameaça foi direta e sem pudor: qualquer partido que se aproximar da chapa do PL terá suas emendas parlamentares totalmente bloqueadas e retidas pela canetada do governo e do judiciário. O resultado? O presidente do PP, Ciro Nogueira, amarelou e correu para anunciar a tal da neutralidade da sigla. Eles ficaram com o cinto de castidade apertado por medo de perder as gordas verbas públicas que alimentam seus redutos eleitorais.
Reparem na perversão sistêmica envolvida nessa engrenagem. O Estado expropria o seu dinheiro de forma compulsória através dos impostos. Ele arranca o fruto do seu trabalho diário sob a ameaça implícita de coerção e prisão. Depois, repassa esses bilhões para Brasília em forma de fundo partidário e emendas parlamentares. E como esse dinheiro roubado é utilizado? Como instrumento de extorsão! O STF e os burocratas de plantão usam a verba que é sua para chantagear políticos e definir, no tapetão, quem pode e quem não pode formar alianças. Isso não é democracia; é um cartel mantido pela coerção estatal.
Agora, vamos analisar o impacto real desse movimento de desespero do sistema. O que a candidatura de oposição perde, na prática, se o PP e o União Brasil formalizarem essa neutralidade forçada? A única perda real é o tempo de propaganda na televisão. E adivinhem só? Em pleno século vinte e um, o tempo de televisão na propaganda eleitoral gratuita vale cada vez menos. O monopólio estatal da informação ruiu com a internet. O eleitor não fica mais sentado na sala assistindo ao teatro pré-fabricado da TV aberta para decidir em quem vai votar.
A força real de qualquer movimento político está no apoio das bases, nos cabos eleitorais do agronegócio e na mobilização orgânica das redes sociais. E essa base produtiva do agro continua alinhada, independentemente das manobras de gabinete do Ciro Nogueira em Brasília. A chantagem do Flávio Dino pode até arrancar minutos de TV, mas jamais vai arrancar a rejeição do eleitor ao projeto socialista que destrói a economia diariamente.
Do meu ponto de vista, embora Tereza Cristina traga peso no agronegócio, meu nome favorito para a vice continuaria sendo Daniela Marques. Ela traz a sinalização correta para o mercado financeiro, para o setor produtivo e para a Faria Lima. Um vice eficiente precisa trazer votos e expandir o eleitorado. Mas, independentemente da escolha do nome, o que assusta o governo é o fato de a população estar consciente do desastre econômico em andamento.
E por que esse pavor generalizado da patota do PT e do STF, a ponto de usarem as emendas parlamentares como porrete eleitoral? Basta olhar os números das pesquisas desmascaradas. Quando você pega os dados do Datafolha e cruza com a amostragem real da PNAD Contínua sobre a renda dos brasileiros, como bem expôs o analista Leonardo Dias, o suposto favoritismo da esquerda evapora. A pesquisa mostra um empate técnico brutal, na casa de 45,4% contra 45,3%. É um pesadelo estatístico para a máquina estatal. Eles sabem que estão no limite e, por isso, usam a força bruta do Estado para melar o jogo antes mesmo da urna abrir.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
Toda essa palhaçada só comprova a tese central libertária: o Estado é uma instituição parasitária fundada na coerção e no achacamento. Não existe eficiência, não existe justiça e não existe neutralidade quando um grupo de iluminados em Brasília controla os cordões da bolsa usando o dinheiro do contribuinte.
Pare de esperar que a salvação do país venha de acordos partidários ou de juízes estatistas. Se você quer liberdade de verdade, entenda de uma vez por todas: imposto é roubo, o Estado é uma gangue e a única saída é a descentralização e a defesa da sua propriedade privada.