BRASIL E MUNDO — Abertura

Wagner Moura resolveu aparecer na televisão para choramingar que cansou de ser odiado pela direita e que quer promover o diálogo e a tolerância. É a típica sinalização de virtude de quem passa a vida inteira defendendo o aparato estatal. Só que antes de pedir diálogo, tirar a mão do meu bolso e do bolso do pagador de impostos brasileiro seria um excelente primeiro passo.

Ninguém odeia o sujeito por esporte. O repúdio vem do fato de ele apoiar enfaticamente governos que criam impostos sem parar, esfolando a população mais pobre enquanto financiam os caprichos de uma elite artística decadente.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

A lógica é escancarada: ele defendeu abertamente propostas como o PL do streaming para meter a mão no dinheiro de quem produz conteúdo independente e repassar essa dinheirama para fundos estatais. O objetivo? Alimentar cineastas e artistas milionários do Leblon com verba confiscada do povo. Ele quer tirar recursos de quem trabalha de verdade no mercado livre para bancar produções ideológicas de esquerda e ainda quer ser aplaudido por isso.

E o mais irônico é ver esse pessoal da elite aristocrática socialista dizendo que é normal ser rico de esquerda. Claro que é normal para eles. Ser rico de esquerda no Brasil é um negócio extremamente vantajoso. Você defende um Estado inchado, apoia todo tipo de tributação, recebe verbas da Ancine, fundos estatais e mamanducas públicas, e deixa a conta do confisco para o trabalhador comum. Nada destrói tanto a vida do mais pobre quanto o imposto, que é a ferramenta primária de roubo do Estado.

É fácil pregar amor e tolerância quando o seu estilo de vida é garantido pela engrenagem coercitiva do governo. Ser pobre e de esquerda é que é um paradoxo inexplicável, mas a elite abastada ama o monopólio da violência estatal porque é exatamente ele que enche os seus bolsos. Quando você apoia o assalto institucionalizado contra o cidadão, você não é vítima de polarização, você é cúmplice de um sistema espoliador. Imposto é roubo e quem defende imposto defende a espoliação alheia.

Na mesma entrevista, o ator soltou o velho clichê de que antigamente a esquerda e a direita brigavam olhando para os mesmos fatos, mas que hoje os fatos teriam deixado de importar. Mentira. Os fatos continuam exatamente os mesmos. O que mudou de verdade foi que a esquerda perdeu o controle centralizado da narrativa. Antigamente, uma única emissora de televisão ditava o que era verdade, construía o tal consenso social e empurrava a agenda estatal goela abaixo da população.

Com a descentralização trazida pelas redes sociais e pela internet, qualquer indivíduo hoje tem acesso a dados, pode debater livremente e expor as contradições do discurso oficial. A máquina de propaganda da grande mídia ruiu. A esquerda não está preocupada com a verdade ou com fatos; ela está desesperada porque não consegue mais monopolizar a informação e nem calar quem questiona o poder estabelecido.

Para completar o festival de devaneios, o sujeito ainda afirmou que a polarização e a falta de confiança nas instituições governamentais levam ao autoritarismo. Essa é a inversão perversa da realidade que toda a elite estatal adora reproduzir. O autoritarismo não surge da desconfiança no governo, ele exige por definição um Estado gigante, aparelhado e inflado de poder coercitivo. Um Estado pequeno ou inexistente simplesmente não tem capacidade de ser autoritário, porque não possui a máquina burocrática para subjugar a população.

O que essa gente chama de ameaça à democracia é, na verdade, o cidadão acordando e percebendo que não precisa da tutela do Estado para viver, produzir e cooperar voluntariamente. Quando o indivíduo diz que o governo não o representa e recusa a dominação burocrática, a elite socialista entra em pânico porque vê o seu feudo de privilégios ameaçado. Eles querem que você pague calado e agradeça pela esmola que te devolvem.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

Se o plano é continuar defendendo a expansão da máquina estatal, o aumento de impostos e a espoliação do fruto do trabalho alheio, pode se preparar para ser cada vez mais repudiado pela sociedade consciente.

O indivíduo soberano não deve absolutamente nada aos parasitas do Estado e vai continuar rejeitando qualquer tentativa de coerção mascarada de falsa tolerância.