BRASIL E MUNDO — Abertura
A grande mídia alinhada ao poder estatal atingiu um novo patamar de malabarismo linguístico e absoluta cara de pau.
Estão chamando repasse de mais de cem mil reais de uma lobista para um assessor direto da Presidência da República de 'empréstimo'. É isso mesmo que você ouviu. A imprensa oficial do regime quer que você, pagador de impostos otário, acredite que uma lobista resolveu fazer caridade financeira para o braço direito do governante central.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Olha o nível do desespero dos jornais do sistema, como O Globo e manchetes assinadas por gente como Daniela Lima. Quando a sujeira bate na porta do Palácio do Planalto, a manchete não fala em propina, tráfico de influência ou corrupção estatal escancarada. Não, o termo carinhoso escolhido a dedo é 'empréstimo'. Dizem até que o chefe do executivo ficou com 'gosto de traição'. Traição de quem, meu caro? Desde quando alguém pega cem mil reais emprestados com uma pessoa com quem não tem laço de parentesco, não tem amizade profunda e que calha de ser uma lobista atuando diretamente dentro do aparelho estatal?
Vamos usar o raciocínio lógico mais básico, algo que o Estado e seus defensores odeiam com todas as forças. Como funciona um empréstimo no mundo real, no mercado livre? Ou você vai a uma instituição financeira privada, ou seja, um banco onde há análise de crédito, contrato e juros comerciais, ou você pede ajuda a um familiar, um parente próximo. Um banco vive de emprestar dinheiro, essa é a função dele. Agora, uma lobista cujo único papel profissional é transitar nos corredores de Brasília para tentar influenciar o leviatã estatal? Se essa pessoa repassa cem mil reais para um assessor do presidente, isso não é empréstimo em planeta nenhum. Isso é a relação clássica entre corruptor e corrompido.
E o mais absurdo é a narrativa desesperada para tentar passar pano. A imprensa tenta blindar o esquema dizendo que 'foi feito em um só desembolso', que 'não foi mesada', ou que o sujeito supostamente quitou o valor tempos depois. Ninguém viu contrato, ninguém viu comprovante bancário de quitação oficial, mas a manchete já sai pronta para anestesiar a população. O sujeito era assessor ativo no momento em que a dinheirama entrou. Alguém em sanidade mental acredita que cem mil reais foram parar na conta de um burocrata sem que o topo da pirâmide estatal soubesse ou se beneficiasse dessa teia de favores?
É a própria estrutura do Estado que cria e alimenta essa podridão. O Estado monopoliza regulações, canetadas, concessões e verbas públicas. Quando um ente tem o poder de falir ou enriquecer uma empresa com o assinar de um decreto, o lobismo vira a moeda de troca inevitável. Se o mercado fosse livre e o governo não tivesse o poder de interferir na vida e nos negócios de ninguém, não existiria lobista pagando suposto empréstimo para assessor de político. Mas como o governo central controla tudo, o acesso aos burocratas vira a mercadoria mais valiosa do país.
E onde entram os veículos tradicionais de comunicação nessa história toda? Funcionam exatamente como o departamento de relações públicas do leviatã. Eles inventam eufemismos bonitos para blindar o rei de plantão. Para o cidadão comum, se você erra uma vírgula na declaração do imposto de renda — que é roubo —, o leviatã bloqueia sua conta, te cobra juros abusivos e ameaça te prender. Mas se a elite estatal recebe cem mil reais de uma lobista no meio do expediente governamental, a grande mídia corre para publicar que foi apenas um 'empréstimo camarada entre conhecidos'.
E reparem como o caso é tão escandaloso que até a defesa do chefe do PCC, o Marcola, já contratou advogado para citar o caso desse 'empréstimo' nos tribunais. Quando o crime organizado tradicional começa a usar as desculpas do crime estatal como jurisprudência moral, você percebe que a palhaçada institucional rasgou qualquer fantasia de legalidade ou justiça que o Estado ainda tentava ostentar.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
Não se deixe enganar pelo teatro dos burocratas e de seus porta-vozes na imprensa. O dinheiro que circula nesses repasses camaradas entre lobistas e assessores sai, no fim das contas, do seu bolso, extraído à força via impostos e inflação.
O Estado não produz um centavo de riqueza; ele apenas redistribui o que rouba do indivíduo produtivo para enriquecer burocratas e seus amigos de esquema. Questionem as narrativas oficiais, rejeitem a coerção estatal e lembrem-se sempre: imposto é roubo, o Estado é uma gangue e o mercado livre é a única saída. Até a próxima.