BRASIL E MUNDO — Abertura

O circo eleitoral abriu as cortinas para mais uma temporada de ficção burocrática patrocinada pelo pagador de impostos. A fase de registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral começou, e com ela vem aquele momento em que os parasitas políticos são obrigados a declarar seus bens. O resultado é uma comédia pastelão que escancara a inutilidade do controle estatal.

Entre histórias bizarras e números que desafiam a lógica elementar da matemática, a burocracia finge que fiscaliza enquanto os políticos fingem que cumprem a lei. A vergonha alheia é garantida, mas o custo dessa brincadeira cai, como sempre, nas costas de quem trabalha e produz.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

Veja o caso escandaloso da deputada federal Erika Hilton, do PSOL de São Paulo. A parlamentar ostenta publicamente bolsas de grife avaliadas entre sessenta e setenta mil reais cada uma. No entanto, ao registrar sua candidatura à reeleição, declarou ao TSE um patrimônio total de meros quinze mil e novecentos e oitenta e cinco reais. Em 2022, ela havia declarado cerca de vinte mil reais, o que representa uma queda de vinte por cento no seu patrimônio oficial.

A conta simplesmente não fecha em um universo real. Como alguém que recebe um salário estatal superior a quarenta mil reais por mês consegue acumular um patrimônio total menor do que um único mês de rendimento? A cada contracheque extorquido do pagador de impostos que cai na conta dela, seu patrimônio declarado quadruplica momentaneamente, para depois evaporar.

Existem apenas duas explicações lógicas para esse fenômeno. A primeira é que a deputada comete falsidade ideológica e esconde seu verdadeiro patrimônio para fingir uma simplicidade fática que não existe. A segunda é que ela possui uma gestão financeira tão vergonhosa que consegue torrar dezenas de milhares de reais em bens supérfluos e artigos de luxo, ficando sem um centavo no bolso. Em qualquer um dos cenários, a hipocrisia salta aos olhos de qualquer observador atento.

Enquanto isso, a imprensa e os burocratas tratam o sistema DivulgaCand do TSE como se fosse uma ferramenta séria de transparência. Esse sistema aceita qualquer número digitado pelo próprio candidato, sem qualquer auditabilidade real no momento do registro. É uma autodeclaração ridícula que serve apenas para alimentar manchetes e dar ao Estado a falsa impressão de que está monitorando a classe política.

Outro exemplo dessa palhaçada é o caso do governador Romeu Zema, que declarou cento e setenta e oito milhões de reais em bens. A diferença é que Zema construiu esse patrimônio no livre mercado, como dono de uma grande rede de lojas em Minas Gerais, bem antes de entrar para a política estatal. Ter patrimônio construído de forma voluntária no mercado é legítimo. A aberração é viver do roubo institucionalizado que é o imposto e ainda zombar da cara do cidadão com declarações fictícias.

Para piorar o cenário, a mídia corporativa usa essas divulgações para criar narrativas desonestas. O portal Metrópoles publicou recentemente que chefes de gabinete da candidata Zoe Martinez pediram demissão após a divulgação do patrimônio dela. A manchete induz o leitor a acreditar que os assessores saíram indignados com o dinheiro da candidata, quando na verdade eles apenas aceitaram outras oportunidades de trabalho em locais diferentes. A imprensa junta acontecimentos temporais sem relação direta para fabricar mentiras e manipular a opinião pública.

Toda essa burocracia do TSE não passa de um teatro dispendioso. O Estado cria regras de transparência que só servem para burocratizar o processo e dar emprego a parasitas eleitorais. Para o político desonesto, declarar quinze mil reais enquanto ostenta roupas que custam o quádruplo disso não gera punição alguma. A regra do jogo estatal é punir o cidadão comum por qualquer erro na declaração do imposto de renda, enquanto tolera a maquiagem contábil da classe política.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

Não se engane com esses dados oficiais divulgados por órgãos estatais. O sistema eleitoral foi feito por políticos e para políticos, garantindo que o monopólio da violência continue concentrando poder enquanto vende a ilusão de controle democrático.

Se você acha que um formulário preenchido no site do TSE vai trazer transparência ou honestidade para o governo, você ainda não entendeu como o Estado funciona. A verdadeira transparência só existe no mercado livre, onde você escolhe para quem paga. Pare de sustentar esse circo burocrático e assuma a responsabilidade pela sua própria liberdade.