BRASIL E MUNDO — Abertura
O número de cubanos pedindo asilo no Brasil atingiu o maior patamar de toda a série histórica. Estamos falando de mais de quarenta e um mil pedidos registrados apenas no último ano. Uma multidão de indivíduos que decidiu abandonar sua terra natal e enfrentar uma jornada épica para escapar do pesadelo comunista.
Essa movimentação em massa não é um mero evento estocástico e nem fruto de propaganda. É o resultado matemático e inevitável de um sistema estatal falido que desmorona em tempo real enquanto tenta controlar até o ar que as pessoas respiram.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
A situação em Cuba é a demonstração perfeita do fim de jogo de qualquer regime socialista. A ilha está desabando, seguindo exatamente o mesmo roteiro de ruína da antiga União Soviética. Trata-se de uma tragédia econômica completa, marcada por apagões nacionais sistemáticos. Recently, a ilha inteira enfrentou o sexto apagão total do ano. E mesmo nos dias normais, se é que dá para chamar aquilo de normalidade, a população só tem acesso à eletricidade por duas horas diárias. O estado socialista detém o monopólio da energia e consegue a proeza de não entregar nem o básico. Faltam alimentos, faltam medicamentos e sobra coerção estatal.
Historicamente, o destino natural de qualquer cubano que buscava fugir do inferno coletivista eram os Estados Unidos. A geografia ajudava e a legislação americana facilitava: bastava o sujeito colocar os pés numa praia da Flórida para garantir o direito de asilo, permissão de trabalho e refúgio imediato. Quantas vezes não vimos reportagens de pessoas arriscando a vida em jangadas improvisadas e lanchas rápidas para tocar a areia americana e se livrar do regime? Essa era a rota clássica da liberdade.
Só que a geopolítica mudou e o leviatã americano alterou as regras. A administração Donald Trump fechou praticamente todos esses caminhos de imigração para os cubanos, acabando com os privilégios de asilo automático. Ao mesmo tempo, diversos governos da América Latina também cortaram ajudas e dificultaram a entrada de refugiados. Diante desse bloqueio no hemisfério norte, restou ao Brasil se tornar um dos raros destinos que ainda concedem direito de residência, permissão para trabalhar e acesso aos serviços sociais.
Mas vejam o grau de desespero desses indivíduos e a insanidade do trajeto. Como a rota direta para os Estados Unidos foi trancada, o fluxo migratório se inverteu totalmente. Para vir ao Brasil, o cubano precisa pegar um voo até a Guiana e, a partir dali, arriscar a vida cruzando a fronteira no meio da selva amazônica. Os caras preferem enfrentar a Amazônia a continuar vivendo sob a bota da ditadura de Havana. É uma demonstração clara de até onde o ser humano vai para defender sua sobrevivência e sua busca por autonomia.
Reportagens recentes da própria rádio pública americana, a NPR, mostram o cotidiano desses refugiados em cidades como Volta Redonda, no sul do Rio de Janeiro. Cubanos se reunindo no domingo para aulas de estudo da Bíblia em espanhol, rezando por aqueles parentes que continuam sofrendo na ilha sem luz e sem comida. Indivíduos trabalhando no setor privado, como em empresas de manutenção de ar-condicionado, comemorando o fato de terem eletricidade diária, comida na mesa e um salário no final do mês.
Quando um imigrante cubano diz que a coisa que mais gosta no Brasil é a liberdade, isso deveria nos fazer refletir profundamente. É claro que o Brasil não é nenhum modelo de livre mercado. O estado brasileiro nos assalta diariamente com impostos extorsivos, burocracia asfixiante e segurança jurídica decadente. Contudo, em comparação com a tirania totalitária de Cuba, onde até a propriedade do seu próprio corpo pertence ao partido, o Brasil ainda oferece uma margem onde a iniciativa privada e as trocas voluntárias conseguem existir.
Do ponto de vista libertário, o acolhimento desses refugiados é uma excelente notícia. A verdadeira riqueza não é criada por decretos de burocratas ou planejadores centrais; ela é gerada exclusivamente pela cooperação voluntária entre indivíduos livres. A ditadura socialista de Cuba sobrevive espoliando o fruto do trabalho da sua população, mantendo milhões de pessoas em estado de servidão para financiar os privilégios da elite aristocrática do partido.
Quando um trabalhador consegue escapar do domínio estatal, ele retira sua força produtiva das mãos dos seus carrascos. Quanto menor for a população de Cuba, menor será a riqueza gerada para sustentar a máquina de coerção do regime. Cada indivíduo que abandona a ilha enfraquece diretamente o monopólio da violência de Havana, privando a ditadura de pagadores de impostos involuntários e braços escravos. É o esvaziamento silencioso do leviatã.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
No fim das contas, a realidade sempre se impõe sobre as utopias estatais. As pessoas votam com os pés. Quando o socialismo promete a igualdade absoluta, ele só entrega miséria, escassez e escuridão, forçando a população a fugir para não morrer de fome.
O indivíduo buscando o livre mercado e a própria subsistência sempre encontrará um jeito de superar as barreiras erguidas pelos governos. Apoiar a fuga de quem busca trabalhar em liberdade não é apenas uma questão moral; é a maior prova de que o livre mercado e a responsabilidade individual são os únicos caminhos possíveis para a prosperidade. Eu sou Peter Albuquerque para o Webjornal Vale da Liberdade.