BRASIL E MUNDO — Abertura
O Estado adora reescrever a história para se fingir de bonzinho, e no Brasil essa prática é quase uma arte oficial. O atual presidente da República resolveu dar palpite sobre a Guerra do Paraguai e repetiu iguaizinho a historinha carochinha que o Ministério da Educação enfia na cabeça das crianças no colégio. A narrativa estatal vende a ideia de que Solano López era simplesmente um maluco varrido, tomado por um delírio de ter um 'Paraguai grande' com acesso ao mar, e que por isso saiu invadindo todo mundo na região sem motivo algum.
Mas a verdade nua e crua, que a burocracia estatal esconde de você nos livros escolares, é completamente diferente. O Estado brasileiro não foi a vítima inocente dessa história; ele foi o agressor inicial que desencadeou todo o conflito ao metralhar a soberania alheia e intervir militarmente onde não tinha nada que se meter.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Pense comigo: a doutrinação escolar serve exatamente a esse propósito. O governo precisa que você acredite que o monstro estatal é o garantidor da paz, justificando o roubo de impostos para manter o seu gigantesco aparelho de coerção. Só que a história de verdade mostra um padrão sistemático de agressão do Império do Brasil na região do Rio da Prata. Para entender de onde veio essa guerra trágica, nós precisamos voltar um pouco no tempo e olhar para o Uruguai.
O Uruguai, que no passado era chamado de província Cisplatina quando fazia parte do território sob controle do governo brasileiro, conquistou sua independência por volta de 1825 e 1828. O problema é que o Leviatã brasileiro e o governo argentino nunca aceitaram deixar o povo uruguaio em paz. A burocracia do Império do Brasil promoveu nada menos que três intervenções políticas e militares diretas contra o instável território uruguaio: a primeira em 1851, a segunda em 1855 e a terceira em 1864.
Em 1863, a instabilidade explodiu de vez. O general uruguaio Venâncio Flores, que era oficial do exército argentino e líder do Partido Colorado no Uruguai, iniciou uma chamada Cruzada Libertadora com o apoio ostensivo da Argentina. A intenção era derrubar o governo legítimo do Uruguai, representado pelo partido opositor. Em setembro daquele ano, o presidente paraguaio chegou a enviar notas diplomáticas ao governo argentino cobrando explicações sobre aquela ingerência violenta.
E o que o Estado brasileiro fez em 1864? Em vez de respeitar a neutralidade e a liberdade alheia, o governo brasileiro decidiu cruzar a fronteira norte do Uruguai com tropas armadas. O Exército brasileiro entrou no país vizinho para ajudar as forças de Venâncio Flores e da Argentina a esmagar os soldados uruguaios do governo estabelecido. Ou seja, o Império do Brasil cometeu uma invasão militar deliberada para manipular o resultado político do Uruguai e colocar fantoches alinhados aos seus interesses no poder.
Foi exatamente esse ato de agressão imperialista do Brasil contra o Uruguai que fez o Paraguai entrar na guerra. Solano López decidiu agir para conter o expansionismo truculento de Brasil e Argentina, mantendo o equilíbrio da região. O Paraguai atacou o Brasil, sim, mas fez isso depois que o Brasil atacou e invadiu o Uruguai. Quem começou toda a confusão e a violência militar no continente foi o próprio Estado brasileiro.
É obvio que toda guerra é uma desgraça absoluta. Guerra é quando políticos e burocratas, que não produzem nada, usam a vida e o dinheiro de indivíduos pagadores de impostos como bucha de canhão para disputas de poder egoístas. Não há eficiência nem glória no Estado. Mas transformar o agressor em vítima é uma manipulação vergonhosa que só serve para legitimar o monopólio da violência.
E como o Estado brasileiro encerrou aquele conflito? Mesmo depois de desarticular a resistência paraguaia, as tropas do Brasil invadiram e destruíram completamente a cidade de Assunção. Promoveram uma maldade sem sentido, uma devastação proporcionalmente monstruosa contra a população paraguaia. E para coroar essa truculência, trouxeram troféus de guerra que até hoje o governo se recusa a devolver, mantendo a arrogância estatal intacta.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
Quando políticos atuais vão à TV contar historinhas carochinhas sobre o passado, lembre-se sempre de uma regra básica: a primeira vítima de qualquer Estado é a verdade, e a segunda é a sua liberdade. O governo agride outros povos, financia a destruição com o dinheiro confiscado via imposto e depois coloca a burocracia do MEC para ensinar nas escolas que os burocratas do passado eram grandes heróis da pátria.
Chega de engolir a historiografia oficial do monstro estatal. Questione tudo o que o governo ensina aos seus filhos e recuse a doutrinação das escolas públicas. Deixe seu like se você defende a verdade e a liberdade individual, comente o que achou dessa história e se inscreva no canal. Até a próxima!