BRASIL E MUNDO — Abertura

Imagens chocantes mostram o exato momento em que uma multidão invade a cidade de Ceuta, território espanhol cravado no norte da África. Milhares de imigrantes vindos do Marrocos pularam cercas, se jogaram no mar e simplesmente atropelaram o controle de fronteira do Estado espanhol. Não estamos falando de um punhado de pessoas tentando a sorte no meio da noite, mas de uma verdadeira maré humana que colocou os burocratas locais em pânico absoluto.

Para quem não localiza no mapa, Ceuta é uma cidade autônoma da Espanha situada na costa norte-africana, ao lado do Estreito de Gibraltar. Ela faz fronteira terrestre direta com o Marrocos e serve como uma porta de entrada estratégica para a Europa. E o que vimos recentemente foi o colapso total da segurança estatal diante de um fluxo massivo agindo ao mesmo tempo.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

As gravações que circulam nas redes mostram a orla de Ceuta tomada. O esquema de contenção do governo espanhol falhou miseravelmente. A barreira física de grades e cercas simplesmente termina quando chega às águas do oceano. E o que os imigrantes fizeram? Contornaram a estrutura nadando ou andando pela água rasa. Outros preferiram escalar as cercas de segurança altas que dividem os dois países, trazendo bicicletas e o que mais podiam carregar.

Quando um ou dois indivíduos tentam atravessar, a polícia estatal dá conta, prende e despacha de volta. Mas quando milhares surgem de uma só vez, a burocracia desmorona. As próprias forças policiais, incapazes de conter a multidão, acabaram abrindo os portões e liberando a passagem. A agência estatal espanhola EFE confirmou que centenas de jovens já tinham escalado as barreiras antes mesmo dos portões serem abertos.

Diante da humilhação pública e da perda temporária de controle, o governo espanhol acionou a sua ferramenta favorita de coerção: mobilizou o exército. Soldados e forças militares foram enviados para a região para tentar restaurar a ordem e fechar a fronteira na marra. É o padrão de todo governo: quando a burocracia falha, o Estado usa o seu monopólio da violência para tentar empurrar o problema para debaixo do tapete com homens armados pagos pelo contribuinte.

Mas a pergunta fundamental que qualquer pessoa cética precisa se fazer é: quem realmente organizou essa ação? É absolutamente impossível que milhares de pessoas tenham acordado na mesma manhã e decidido, de forma cem por cento espontânea, invadir o mesmo ponto da fronteira exatamente na mesma hora. Isso exige coordenação, comunicação e planejamento logístico prévio. Centenas de marroquinos já entravam diariamente em Ceuta há pelo menos dez dias, até que a invasão coordenada aconteceu.

E não vale vir com piadas ou justificativas banais. A realidade é que existe uma engrenagem por trás desse movimento massivo. Os relatos confirmam que a esmagadora maioria dos que atravessaram é composta por homens em idade militar. Do ponto de vista histórico, isso não é novidade alguma: em quase todas as grandes ondas migratórias da história, são homens jovens que se arriscam primeiro devido às exigências físicas da travessia.

Ceuta e a vizinha Melilla são as duas únicas cidades autônomas espanholas localizadas no continente africano. Ambas possuem conexões de ferry boat cruzando o mar rumo ao território continental da Espanha. Uma vez dentro de Ceuta, o indivíduo já pisa em solo sob jurisdição europeia, o que transforma esse pequeno pedaço de terra africana em um ponto central de tensão e interesse.

O episódio expõe as contradições do modelo estatal de fronteiras rígidas. De um lado, você tem governos torrando milhões dos pagadores de impostos em barreiras burocráticas e cercas ineficientes. Do outro lado, multidões coordenadas encontram brechas óbvias no sistema e testam a capacidade de resposta do aparato estatal. Quando a massa avança, a tal soberania territorial mantida por decretos vira fumaça em questão de minutos.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

A invasão de Ceuta demonstra que linhas traçadas no mapa por burocratas são extremamente frágeis diante da realidade prática. O Estado promete segurança total aos seus cidadãos, cobra impostos pesados para financiar forças policiais e exércitos, mas basta uma ação coordenada para mostrar que a proteção estatal é uma ilusão cara.

Querem nos fazer crer que o governo controla cada metro do seu território, mas a verdade é que o Leviatã só consegue agir na base da força bruta depois que o controle já foi perdido. Deixe sua opinião nos comentários, se inscreva no canal e até a próxima!