BRASIL E MUNDO — Abertura
Vocês ainda acreditam que vivem em uma democracia onde o eleitor escolhe alguma coisa? Olhem o teatro grotesco que está acontecendo nas negociações eleitorais em Brasília. Teresa Cristina avisou aliados que aceitou ser a vice na chapa de Flávio Bolsonaro. À primeira vista, parece apenas mais uma movimentação banal de bastidor, mas o que está por trás disso expõe exatamente como a gangue estatal funciona.
Para Teresa Cristina ser vice, o PP e o União Brasil precisam fechar uma coligação oficial com o PL do Flávio Bolsonaro. O problema é que o parasitismo estatal não opera na base do livre acordo ou da livre associação; ele opera estritamente na base da chantagem, da coerção e do uso do dinheiro roubado do contribuinte.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Até pouco tempo atrás, o cenário parecia travado. Os burocratas do centrão estavam reticentes em fechar essa coligação porque o governo central, chefiado por Lula, entrou em campo armado até os dentes. Mas não pensem que o Executivo tentou convencer alguém com argumentos ou projetos. Não existe convencimento na política estatal; existe coerção. Lula acionou o braço judiciário do regime, o ministro Flávio Dino no STF, para ameaçar abertamente os partidos.
Pensem na gravidade disso. O Supremo Tribunal Federal, que deveria ser apenas um órgão de interpretação jurídica, atua abertamente como o leão de chácara do governo central. Flávio Dino usou a caneta estatal para pressionar donos de partidos, ameaçando estrangular o fluxo das emendas parlamentares caso eles ousassem se coligar com o candidato da oposição. É o uso explícito do imposto extorquido da população para chantagear burocratas partidários e manipular o resultado eleitoral antes mesmo do primeiro voto ir para a urna.
Vejam o caso bizarro do Republicanos. O partido tinha nas mãos o nome mais forte para o governo de Minas Gerais: o Cleitinho, que aparece liderando as pesquisas com chances de vencer já no primeiro turno. Qualquer organização racional no mercado livre abraçaria um ativo vencedor desse tipo. Mas o que o Republicanos fez? Anunciou que não vai lançar o Cleitinho ao governo mineiro. Por que um partido sabotaria o próprio candidato mais viável? A resposta é simples: ameaça estatal direta.
Lula e Flávio Dino baixaram a ordem sobre a cúpula do Republicanos, proibindo o partido de se associar ao PL e de lançar a candidatura do Cleitinho em Minas Gerais. Seja contra o presidente da legenda, Marcos Pereira, ou contra a estrutura da sigla, a máfia de Brasília mandou o recado claro: ou vocês se enquadram ao regime, ou o leviatã esmaga vocês. Isso expõe como os partidos políticos no Brasil não passam de cartéis totalmente dependentes das migalhas distribuídas pelo poder central.
Quando a imprensa chapa-branca e a isentosfera saíram alardeando que Flávio Bolsonaro estava isolado, omitiram de propósito que qualquer isolamento era resultado do terrorismo estatal promovido pelo STF e pelo Palácio do Planalto. Estavam todos isolados — Zema, Caiado, qualquer um fora do eixo do regime —, não por falta de interesse em alianças, mas porque o Estado aparelhou o processo para garantir que ninguém consiga construir uma chapa sem pedir licença aos tiranos de toga.
E por que a adesão de siglas como o PP e o União Brasil é tão desesperadamente disputada nesse sistema falido? Porque esses partidões do centrão controlam uma gigantesca máquina de cabos eleitorais financiada inteiramente pelo pagador de impostos. Cerca de vinte e cinco por cento da população nem acompanha a política e só vai às urnas porque um burocrata partidário bate na porta cobrando o voto. Quem tem essa estrutura estatal nas mãos arrasta milhões de pessoas que sequer entendem como estão sendo manipuladas.
A verdade nua e crua é que o arranjo eleitoral brasileiro é um jogo viciado, onde a gangue que detém o monopólio da violência e o controle da verba orçamentária decide quem pode e quem não pode disputar. Se um partido tenta seguir um caminho próprio, o STF entra em cena para cortar verbas e ameaçar lideranças. A dita democracia representativa é apenas uma fachada bonita para cobrir o controle mafioso do Estado sobre a sociedade.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
Enquanto você trabalha duro para pagar impostos escorchantes, os donos do poder usam esse mesmo dinheiro extorquido para chantagear partidos, barrar candidatos populares e arranjar vices sob a sombra de ministros do STF. Eles não querem o seu bem; querem apenas garantir a perpetuação do esquema.
Até quando você vai aceitar que juízes não eleitos e chefes de máfia partidária decidam as regras do jogo e usem o seu dinheiro para te escravizar? O Estado é uma ilusão mantida pela coerção, e o teatro eleitoral é só o circo para manter os pagadores de impostos adestrados.