BRASIL E MUNDO — Abertura

Basta a máquina estatal e o consórcio da imprensa sentirem qualquer ameaça ao seu teatrinho de cartas marcadas que o aparato de destruição de reputações entra em operação. A burocracia de Brasília e os panfletários disfarçados de jornalistas não suportam ver ninguém fora do script aprovado pelos donos do poder.

A bola da vez é o deputado Alfredo Gaspar, anunciado como vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Bastou o nome ser confirmado para a engrenagem de lama ser ativada. Querem a todo custo ressuscitar narrativas mofadas e acusações que a própria realidade já tratou de desmontar anos atrás.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

A primeira acusação que a imprensa lançou com ar de escândalo foi que Alfredo Gaspar criticou o STF e denunciou a existência de uma ditadura judicial. Ora, desde quando dizer a verdade virou crime? O deputado apenas constatou o óbvio. Quando burocratas não eleitos tomam para si o monopólio da interpretação das leis, rasgam a segurança jurídica e atropelam garantias individuais para perseguir opositores, o nome disso é ditadura judiciária. A imprensa fica chocada porque adora se ajoelhar para o poder central, mas expor o autoritarismo dos togados é o mínimo que se espera de quem pretende enfrentar o sistema.

Depois, puxaram da gaveta outra narrativa: o deputado estaria sendo investigado a mando de Flávio Dino por conta de um repasse de seis milhões de reais em emendas parlamentares para Alagoas. Vamos olhar os fatos sem o filtro estatal: não existe roubo ou desvio provado. O que existe é o ex-ministro da Justiça criando regras burocráticas da própria cabeça, inventando normas que não existem na lei para ter pretexto de punir adversários. O Estado extorque o cidadão via imposto, concentra o dinheiro em Brasília e usa a distribuição desse recurso como coleira política. Se você destina verba pela via oficial, o sistema inventa uma regra retroativa para te transformar em suspeito. É o incentivo perverso da burocracia.

Mas a baixaria atingiu o ápice com o resgate de uma acusação grotesca trazida pela militância no Congresso. Os parlamentares Lindbergh Farias e Soraya Thronicke protocolaram, no último dia da CPMI do INSS, uma denúncia por um suposto estupro de vulnerável contra Gaspar, que teria ocorrido em 2014. Por que fizeram isso no dia vinte e sete de março, no encerramento da comissão? Porque Alfredo Gaspar era o relator da CPMI e indiciou aliados do regime. Inconformados por terem seus esquemas expostos, os agentes do estamento político resolveram apelar para o assassinato de reputação mais rasteiro que encontraram.

A narrativa governista afirmava que o deputado teria engravidado uma adolescente de treze anos na época, chamada Lorilene, e pago para silenciar o caso. Só que essa história é uma fraude completa, desmontada por provas periciais. Um exame de DNA compartilhado publicamente comprovou zero por cento de probabilidade de paternidade de Alfredo Gaspar. O teste revelou que o verdadeiro pai da jovem, com noventa e nove vírgula noventa e nove por cento de certeza, é um primo do deputado. O caso antigo nem andou na Justiça de Alagoas porque ficou provado que ele não tinha relação com a história. Mas o que importa a verdade genética para quem vive de criar narrativas?

E para onde essa denúncia requentada foi remetida agora? Direto para a mesa do ministro Gilmar Mendes, no STF. O mesmo tribunal que deveria zelar pelas leis serve como esteira para denúncias vazias contra adversários incômodos. É evidente que a denúncia vai avançar lá dentro. O sistema judiciário não quer saber de teste de DNA ou de prova material. Para os burocratas de toga, o processo é a própria pena. Eles usam o aparato estatal para manter a denúncia viva nas manchetes, criando desgaste político contínuo e mandando um recado claro para qualquer um que ouse desafiar o consórcio dominante.

Essa tática é antiga: quando você não consegue defender os abusos do STF ou os rombos nos cofres públicos, você ataca o indivíduo. Criam-se dossiês e usa-se o poder de coerção da burocracia para esmagar a reputação do sujeito. Fariam isso com qualquer um escolhido para a chapa. Se não fosse o caso do primo, inventariam uma irregularidade tributária ou qualquer outra ficção burocrática. É a natureza do Leviatã: proteger seus parasitas e esmagar o indivíduo.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

O pagador de impostos precisa entender que não existe neutralidade no aparato estatal. O STF, a burocracia de Brasília e a imprensa oficialista formam um ecossistema fechado de autoproteção. Eles usam a coerção e o dinheiro arrancado do seu bolso para financiar esse circo de perseguição política.

Questionem os ilusionistas de toga, rejeitem a narrativa oficial e lembrem-se sempre: imposto é roubo, o Estado é uma gangue e a burocracia jamais defenderá a sua liberdade.