BRASIL E MUNDO — Abertura
A burocracia estatal adora brincar com o poder absoluto, até o momento exato em que a criatura se vira contra o próprio criador. A Polícia Federal acionou a Advocacia-Geral da União na última semana chorando as pitangas contra o ministro André Mendonça, do STF. O motivo? Ele resolveu apertar as rédeas na investigação sobre as fraudes nos descontos do INSS que envolvem diretamente o Lulinha, o filho do chefe do regime.
Quando o próprio aparato coercitivo do Estado percebe que não consegue mais abafar a roubalheira em paz, o circo da burocracia pega fogo. É a mais pura e escancarada comédia da hipocrisia estatal.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Vamos aos fatos contidos nessa tragicomédia para entender o tamanho do absurdo. A PF simplesmente substituiu o delegado responsável por conduzir as apurações contra o Lulinha. A desculpa oficial da corporação foi que precisavam transferir o caso para uma área com 'melhor capacidade operacional'. Mas adivinhe o que aconteceu assim que mudaram a equipe? Paralisaram tudo! Alegaram repentinamente que não têm recursos suficientes para investigar o filho do presidente agora e que talvez só no ano que vem voltem a olhar pro processo. É a tática clássica do monopólio estatal: criar dificuldades para proteger a elite política de estimação.
Percebendo a manobra escancarada de corpo mole da PF para empurrar o escândalo para depois das eleições, o ministro André Mendonça determinou que todos os atos da apuração sejam remetidos imediatamente para o gabinete dele no STF. Ele tomou o controle do processo porque ficou evidente que a Polícia Federal está atuando como um mero escudo blindado do crime de colarinho branco ligado ao topo do poder.
E qual foi a reação desesperada da venerada Polícia Federal? Em vez de investigar o desvio de dinheiro do povo — recursos tomados à força sob a ameaça de coerção —, correram para a AGU do ministro Bessias para tentar encontrar algum 'remédio judicial' contra a ordem do ministro. A ironia aqui é simplesmente deliciosa. A esquerda e os burocratas de Brasília passaram anos dando superpoderes monárquicos aos ministros da Suprema Corte para esmagar a oposição, atropelar garantias individuais e rasgar a Constituição. Agora que um desses ministros usa essa mesma caneta contra o filho do líder supremo, eles descobrem o pesadelo de viver sob o arbítrio que eles mesmos ajudaram a construir.
O histórico escancara a contradição. Quando Alexandre de Moraes proibiu a troca do diretor-geral da PF no governo anterior, rasgando a regra constitucional, a patota do regime comemorou e achou lindo o ativismo judicial. Só que o feitiço sempre vira contra o feiticeiro no teatro do Estado. Como é que eles vão rebater o Mendonça agora sem atacar o próprio STF e desmantelar a narrativa autoritária que erigiram para blindar o sistema? Não existe saída honrosa para o leviatã quando as facções da burocracia começam a se devorar publicamente.
A Polícia Federal alega falta de verba para investigar fraude contra aposentados no INSS, mas nunca falta recurso na hora de achacar o pagador de impostos ou aparelhar a máquina pública. O INSS já é, por si só, uma pirâmide financeira compulsória controlada pelo Estado, onde o indivíduo é obrigado a entregar o fruto do seu trabalho a vida inteira para receber migalhas. E quando esse dinheiro roubado do trabalhador drena para esquemas fraudulentos com apadrinhados da corte, a polícia do Estado decide que 'não tem recurso' para apurar. Isso prova mais uma vez que o Estado jamais existiu para proteger a sociedade, mas sim para perpetuar a casta burocrática e parasitária que o domina.
Essa manobra de trocar o delegado e travar o processo na gaveta é a prova definitiva de que a dita 'justiça estatal' é um mito para enganar otário. A PF não passa de um braço armado de um monopólio violento que responde estritamente a incentivos políticos. Se o André Mendonça está incomodando, não é porque o sistema virou defensor da liberdade da noite para o dia, mas porque a disputa de ego e poder no topo expõe as entranhas podres da engrenagem pública.
Quanto mais eles tentam abafar as falcatruas do Lulinha e jogar sujo nos bastidores de Brasília para proteger o regime nas urnas, mais cristalino fica para qualquer um com dois neurônios operantes que o jogo é totalmente viciado. Eles alteram as regras conforme o cliente da ocasião e usam a estrutura coercitiva do Estado para fins puramente privados.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
No fim do dia, esse fogo cruzado entre a PF e o STF em cima das fraudes do INSS só confirma a grande verdade: a burocracia estatal é absolutamente incapaz de se auto-regular de forma honesta. O imposto esfolado da sua carteira serve unicamente para bancar o luxo e a blindagem dessa guerra de quadrilhas pelo controle do cofre público.
Continue acreditando na 'eficiência das instituições' estatais enquanto eles decidem quem pode ou não ser investigado. Ou acorde de uma vez e entenda que a única saída real é o fim do monopólio estatal e a busca pela liberdade individual.