BRASIL E MUNDO — Abertura

A Colômbia viveu um dia de celebração popular com a saída do esquerdista Gustavo Petro do poder. Festejos com fogos de artifício tomaram as ruas de Medellín, Cali e Bogotá. A população comemorou o fim de uma gestão trágica, marcada pelo aparelhamento estatal e pela destruição econômica.

Mas, como todo parasita estatal antes de largar o osso, o governo Petro dedicou suas últimas doze horas de mandato para assinar uma série de medidas de privilégio a aliados e amiguinhos políticos, chegando ao absurdo de mandar comitiva para a Nicarágua. É o Estado agindo na sua forma mais pura: pilhagem e favorecimento até o último segundo.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

Abelardo de La Espriella assumiu a presidência prometendo reverter todas as políticas do antecessor socialista, recuperar o controle de áreas dominadas pelo narcotráfico e restabelecer alianças com os Estados Unidos. Mas ele fez algo simbolicamente forte: recusou a tradicional cerimônia de posse no Congresso burocrático em Bogotá e levou o evento para Cali, no sudoeste do país, justamente o centro nevrálgico da produção de cocaína e dos corredores de tráfico.

Essa mudança ocorreu sob forte esquema de segurança por conta de ameaças diretas e do ataque com caminhão-bomba detonado perto de uma unidade policial por dissidências das FARC. Veja a contradição escancarada do monopólio da violência: o Estado desarma e desprotege o indivíduo pagador de impostos, enquanto grupos narcoterroristas armados até os dentes tentam ditar as regras através do terror. A tal facção do amor da esquerda se traduz, na prática, em violência e destruição.

A imprensa alinhada ao sistema, como o Portal G1 do Grupo Globo, fez questão de destacar que a vitória da direita na Colômbia foi apertada. Interessante notar que quando a esquerda vence por margens mínimas, essa mesma grande mídia trata o resultado como o triunfo absoluto e incontestável da democracia. É a velha dupla moral da imprensa corporativista, sempre pronta para passar pano para a burocracia de esquerda e criar narrativas para proteger a hegemonia do poder centralizado.

O alinhamento histórico entre a esquerda político-burocrática e o crime organizado na América Latina não é teoria; é fato documental. No passado, a junção de criminosos do contrabando com guerrilheiros treinados em táticas de combate em Cuba e Moscou gerou monstruosidades como a Falange Vermelha e o Comando Vermelho. O dinheiro do tráfico financiou o terrorismo ideológico, enquanto a estrutura da guerrilha ensinou o crime a se organizar contra a própria população.

E qual é o verdadeiro combustível que mantém essas facções tão poderosas na Colômbia e no Brasil? A própria proibição estatal. Quando o governo proíbe o comércio livre de drogas, ele cria uma reserva de mercado incrivelmente lucrativa para criminosos violentos. O Estado concede o monopólio do setor para os cartéis e facções como PCC e Comando Vermelho. Quer acabar com o financiamento do narcoterrorismo de verdade? Acabe com a proibição estatal e retire o fluxo financeiro desses grupos.

A lição que fica do cenário colombiano para o Brasil é claríssima. Quando governos socialistas percebem que vão perder o comando do aparato estatal, eles tentam aparelhar as instituições, assinar decretos de última hora e aparelhar a máquina pública até o limite. Além disso, as facções criminosas acostumadas com as benevolências estatais iniciam ondas de ameaças e violência para assustar a população e tentar manter a estrutura de poder inalterada.

Prometer revogar decretos e atos do governo anterior é o mínimo que se espera de qualquer um que assume a máquina pública. No entanto, o brasileiro e o colombiano precisam entender que o verdadeiro problema não é apenas quem ocupa a cadeira presidencial. O problema é a própria existência de uma estrutura coercitiva com o poder de tomar metade da sua renda via imposto — que nada mais é do que roubo institucionalizado — para financiar privilégios de uma elite política.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

Festejar a derrocada de um burocrata esquerdista é legítimo e revigorante, mas achar que um novo governante vai te conceder liberdade de presente é uma ilusão perigosa. A liberdade individual não depende de decretos assinados em Cali ou em Brasília, mas sim do enfraquecimento contínuo do leviatã estatal.

Não espere que o monopólio da violência resolva os problemas que ele mesmo criou. Assuma a responsabilidade pessoal sobre sua vida, proteja seu patrimônio, descentralize e questione cada centavo arrancado do seu bolso via imposto. O livre mercado e o indivíduo soberano são as únicas forças capazes de derrotar o estatismo e o crime organizado.