BRASIL E MUNDO — Abertura

Sempre que governantes se reúnem com sorrisos amarelos prometendo 'cooperação científica' e 'desenvolvimento tecnológico', o indivíduo pagador de impostos deve colocar a mão no bolso e se preparar para o pior. O estado nunca cria valor; ele apenas confisca recursos, redireciona para seus próprios interesses e destrói a liberdade de escolha do mercado.

A bola da vez vem do bloco estatal dos BRICS. A Rússia, comandada por Vladimir Putin, propôs formalmente uma aliança para a produção conjunta de drones civis. No papel, a narrativa burocrática é linda: monitoramento florestal, entrega de suprimentos e agricultura de precisão. Na prática, trata-se de um esquema descarado de burocratas para burlar sanções internacionais e abastecer o monopólio da violência russa.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

Vamos analisar os incentivos perversos por trás dessa jogada geopolítica. Sob sanções econômicas severas devido à guerra na Ucrânia, o governo russo enfrenta um gargalo monumental: falta de peças essenciais e microchips para montar seus drones militares. Como a burocracia estatal é incapaz de inovar e depende do roubo ou da importação de tecnologia alheia, o Kremlin precisa de rotas triangulares para conseguir esses componentes.

A Rússia já fazia essa triangulação com países da sua esfera de influência, como Uzbequistão e Tadjiquistão. Essas nações compravam peças no Ocidente sob a desculpa de uso civil e repassavam o material para a indústria de guerra russa. O problema para o Kremlin é que as sanções ocidentais começaram a atingir essas empresas intermediárias nesses países civis, cortando o fornecimento. A solução de Putin? Expandir a rede de laranjas estatais para o BRICS, mirando diretamente no Brasil e na Índia.

E quem se coloca prontamente à disposição para ajudar um regime autoritário a driblar sanções? O governo brasileiro de Luiz Inácio Lula da Silva. Isso ficou evidente no lançamento dessa proposta por Alexei Gusdev, do Ministério da Indústria e Comércio da Rússia, visando a fabricação conjunta e sistemas autônomos dentro do bloco.

Essa reaproximação não é fruto do acaso. Nikolai Patrushev, ex-espião da KGB e aliado de primeira hora de Putin, esteve no Brasil para alinhar acordos de 'defesa, energia e tecnologia'. Levaram a comitiva russa até a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, onde o reitor e burocratas estatais celebraram parcerias em engenharia naval e cooperação científica. O aparato universitário estatal servindo como fachada perfeita para a diplomacia de guerra do Kremlin.

E o custo oculto dessa politicagem vai cair diretamente nas costas do setor privado brasileiro. Se empresas nacionais entrarem nesse jogo de fornecer peças ou tecnologia sob o pretexto de cooperação civil do BRICS, o Ocidente vai retaliar. As empresas brasileiras serão sancionadas, perdendo acesso a insumos e ao comércio global. O empreendedor, que não tem nada a ver com a sanha bélica russa, paga a conta da irresponsabilidade diplomática do leviatã brasileiro.

É a essência do Estado: os governantes colhem o prestígio nas cúpulas internacionais enquanto o indivíduo arca com a inflação, os impostos e as sanções. A tecnologia de drones no mercado livre traz avanços extraordinários para o agronegócio e para a logística. Porém, nas mãos de governos centralizadores, torna-se exclusivamente uma ferramenta de coerção e agressão.

A ironia é tão grande que, enquanto o governo brasileiro finge negociar cooperação de drones de alto nível no exterior, o próprio Estado não consegue nem garantir a segurança interna. Facções criminosas como o Comando Vermelho e o PCC já utilizam drones com frequência para monitorar e executar operações nas favelas. O estado desarma o cidadão de bem, impõe burocracia ao empreendedor, mas falha miseravelmente em conter o crime e ainda se alia a ditaduras em guerras estrangeiras.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

Essa proposta de cooperação do BRICS é apenas mais um mecanismo para usar dinheiro e infraestrutura do pagador de impostos brasileiro a favor do complexo militar russo. Imposto é roubo, a diplomacia estatal é uma farsa de parasitas e o governo só serve para criar problemas que o mercado precisa resolver.

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