BRASIL E MUNDO — Abertura

Sabe aquele exato momento em que a burocracia estatal olha no espelho e percebe que o teatro da governabilidade está rruindo? Pois é exatamente isso que está acontecendo nos corredores do poder em Brasília.

Uma nota reveladora do colunista Lauro Jardim, publicada no jornal O Globo, deixou escancarado aquilo que a militância e a grande mídia tentavam esconder a todo custo: até mesmo o entorno mais íntimo da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva já entregou os pontos e não acredita mais em qualquer chance de vitória no primeiro turno.

E convenhamos, não poderia ser diferente. Quando a máquina pública tenta sufocar o indivíduo com impostos abusivos, inflação desenfreada e pura ineficiência burocrática, a realidade matemática da sociedade sempre acaba batendo à porta.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

A narrativa oficial até tentou se agarrar desesperadamente aos números da pesquisa CNT MDA, aquele verdadeiro folhetim ufanista que colocava o chefe do executivo a escassos um por cento de liquidar a eleição de estalo. Só que existe um pequeno problema com essa fantasia: nem o Datafolha e muito menos a Quaest conseguem chegar perto de uma conta tão milagrosa e conveniente. A realidade das pesquisas sérias é implacável com os donos do poder. O levantamento da Quaest mostra a desaprovação do governo escalando para 48%, enquanto a aprovação despencou para 46%. Trata-se da resposta direta do pagador de impostos, que cansou de ver o seu dinheiro ser confiscado por um Estado gastador e parasitário.

E eu pergunto a você, que trabalha todos os dias para sustentar esse leviatã: qual é o grande legado desse terceiro mandato para justificar mais quatro anos de submissão estatal? Quais são esses pretensos feitos que a propaganda oficial diz que precisa defender desesperadamente no horário eleitoral? A inflação persistente destruindo o poder de compra das famílias? O aumento massacrante de impostos sobre quem produz e consome? Os escândalos acumulados no entorno do poder? Porque os únicos feitos reais desse governo centralizador são estritamente negativos. Imposto é roubo, e a população sente esse assalto diário no bolso toda vez que passa no caixa do supermercado.

Diante do fracasso inevitável nas urnas de primeiro turno, a reação do aparato político já é manjada e previsível: tentar desviar o foco da opinião pública e jogar lama no candidato de oposição, direcionando os ataques contra Flávio Bolsonaro. Só que existe um detalhe profundamente cômico nessa tática de desespero burocrático. Achar que o eleitor médio vai ignorar a realidade para se impressionar com narrativas encomendadas contra a oposição é desconhecer a lógica do poder estatal. A corrupção sistêmica é uma característica intrínseca do governo, de quem detém a caneta, o orçamento secreto e o monopólio da violência legalizada. Não existe corrupção estrutural na oposição simplesmente porque quem controla a distribuição de verbas bilionárias e cargos comissionados é quem ocupa a máquina central.

Quando olhamos para a pesquisa estimulada da Quaest, o abismo da candidatura governista fica ainda mais evidente. Lula aparece liderando com 38% das intenções de voto contra 31% de Flávio Bolsonaro. À primeira vista, a militância comemora a vantagem, mas a matemática eleitoral elementar destrói essa ilusão. Quando você soma os percentuais de todos os outros candidatos da disputa, a oposição e as alternativas de terceira via alcançam facilmente algo entre 43% e 44% da preferência. Isso significa que existe uma margem folgada e consolidada que impede qualquer encerramento no dia 4 de outubro, empurrando a definição inevitavelmente para o segundo turno.

E é justamente no segundo turno que o castelo de cartas da máquina estatal desmorona de vez. O modelo preditivo Voga Iris — que não se limita a fazer uma simples fotografia do momento, mas utiliza algoritmos para ponderar os dados com base nos resultados das eleições anteriores — escancara o pavor do comitê governista. Historicamente, a esquerda é inflada pelas pesquisas de opinião tradicionais, enquanto os votos de direita costumam ser subestimados e aparecem com força na apuração das urnas. Ao ajustar essas distorções sistemáticas, o modelo preditivo aponta que Flávio Bolsonaro ostenta 65% de chances de vitória final, deixando Lula com apenas 35% de probabilidade de reeleição.

A única oportunidade real que o projeto de poder atual tinha para se perpetuar sem enfrentar uma rejeição maciça e afunilada era resolver a fatura logo de cara. No segundo turno, o cenário muda drasticamente. Para onde você acha que vai o voto do cidadão que está enfurecido com o arrocho fiscal, com a inflação de alimentos e com a gastança desenfreada em Brasília? Esse voto migra naturalmente para a oposição como uma rejeição direta ao parasitismo estatal. O plano de voo da burocracia governamental estagnou, e a fase da aceitação do fracasso finalmente bateu na porta do Planalto.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

O que nós estamos testemunhando não é apenas uma oscilação comum de conjuntura eleitoral, mas a demonstração clara de que o monopólio do poder estatal tem limites. A sociedade civil e o indivíduo produtivo não aguentam mais ser extorquidos para bancar a farra do funcionalismo e a perpetuação de esquemas de poder.

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