BRASIL E MUNDO — Abertura
Segundo a narrativa oficial e os porta-vozes da grande imprensa, a nossa economia está voando. Segundo essa gente, a economia brasileira não tá ótima, tá uma maravilha, e o único problema de verdade é a sua 'sensação' pessoal de ser pobre. É a tese absurda de que a inflação, a perda do poder de compra e o custo de vida corroendo seu bolso são puramente psicológicos, enquanto o governo faz tudo perfeito.
Enquanto espalham essa maquiagem estatística para proteger o establishment, a realidade dos fatos atropela o discurso. O setor produtivo de varejo físico está colapsando sob o peso do custo Brasil e da fúria arrecadatória do leviatã, e nenhuma ginástica mental da imprensa estatal consegue esconder a destruição de milhares de postos de trabalho.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Vamos aos fatos sem maquiagem. O Grupo Casas Bahia tomou a decisão drástica de encerrar as atividades de duzentas e noventa e oito lojas físicas espalhadas pelo país. Isso representa simplesmente um terço, quase trinta por cento de toda a rede de mais de mil unidades em funcionamento no território nacional. Na cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul, por exemplo, fecharam as duas únicas lojas que ficavam no centro da cidade. Os clientes chegaram de manhã e se depararam com o recado na porta trancada: encerramos as atividades. Acabou.
Por um lado, há uma dinâmica natural do livre mercado atuando aqui. O modelo tradicional de hiperlojas de móveis e eletrodomésticos está sendo engolido pela eficiência descentralizada da internet. O consumidor percebeu que não faz sentido ir até uma loja física imensa, pagar mais caro pelo custo de estrutura do estabelecimento e pela burocracia local, só para pedir uma geladeira que vai ser entregue na casa dele do mesmo jeito se ele comprar online diretamente do fabricante. O downsizing das Casas Bahia é uma resposta de adaptação natural ao mercado livre.
O problema gravíssimo é o lado humano e produtivo sufocado pelo ambiente de negócios brasileiro. Para fazer essa reestruturação, seiscentos funcionários foram demitidos em uma única quinta-feira. No dia seguinte, mais mil e trezentos a mil e quinhentos trabalhadores foram desligados da empresa. No total, a demissão em massa deve atingir três mil colaboradores. São três mil famílias jogadas na incerteza, sem os seus sustentos, na maior redução de quadro de funcionários da história recente do grupo.
E o desastre não para no varejo de eletrodomésticos. As ações de redes como a Renner também despencaram fortemente, e a bolsa de valores brasileira do mercado acionário desabou de forma generalizada. O motivo? Uma fuga de capitais assustadora da B3. Investidores estrangeiros retiraram quatro vírgula sete bilhões de reais da bolsa brasileira em um único dia. Isso bateu o recorde de fuga de capital dos últimos cinco anos. O dinheiro internacional simplesmente pegou as malas e vazou do país.
E por que o capital foge desabaladamente do Brasil? Porque quem investe do lado de fora não acredita nas fábulas estatais. O investidor estrangeiro percebe a máquina pública gastando sem parar, o aparelhamento institucional e a permanente ameaça de mais extorsão via impostos e taxas. Diante do risco de intervenção e da ruína fiscal, o capital internacional faz o movimento mais lógico do mundo: busca proteção em jurisdições livres onde o imposto não devora o rendimento e onde a propriedade privada é respeitada.
A única coisa que o governo consegue atrair é o especulador da dívida pública através dos títulos do tesouro. Para o parasita estatal, emitir títulos e prometer juros altíssimos sustentados pela espoliação do contribuinte parece a solução perfeita para financiar a máquina burocrática. Só que esse tipo de brinquedo financeiro quebra quando usado em excesso. Você cria um incentivo perverso onde o dinheiro fica parado rendendo juros cobrados via imposto coercitivo, em vez de gerar empregos e riqueza de verdade na produção livre.
A historinha da 'sensação' econômica da grande mídia esbarra na física básica do mercado. O monopólio da violência estatal pode inventar a narrativa que quiser, mas não consegue forçar uma empresa a manter portas abertas sob prejuízo e nem obrigar o investidor a ser espoliado pacificamente. O resultado prático de um Estado gordo e coercitivo é este: lojas fechando, capital fugindo e o trabalhador pagando a conta da irresponsabilidade burocrática.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
Trezentas lojas trancadas e três mil trabalhadores no olho da rua não são 'sensação', são o retrato cru de uma economia estrangulada pelo leviatã estatal. O livre mercado sempre encontra um jeito de se adaptar, mas o custo da intervenção estatal e do confisco via impostos continua sendo cobrado na pele do indivíduo.
Não espere salvação de burocratas ou de promessas do governo. O único caminho real é a descentralização, o livre mercado e a defesa intransigente da sua liberdade individual e do seu patrimônio. Se você quer continuar acompanhando análises sem o filtro da imprensa estatal, se inscreva no canal e deixe o seu gostei. Até a próxima!