BRASIL E MUNDO — Abertura
O Centrão jogou as máscaras no lixo de vez, meu amigo! Quem diria que a velhada da política tradicional correria assim, em bloco, para se ajoelhar aos pés do governo estatal? Gilberto Kassab, que preside o PSD e se coloca como pré-candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado, foi a um evento com empresários e soltou a pérola: cravou que a chance de Flávio Bolsonaro se eleger presidente é exatamente zero. Segundo ele, quando a disputa pegar fogo de verdade, a candidatura do Flávio desaba por ser fraca demais.
E o espetáculo do desespero não para por aí. Na mesma fileira de bajulação, temos Hugo Motta e Davi Alcolumbre declarando apoio escancarado ao Lula. O sistema estamental está vendo o chão tremer e corre para se proteger. É a burocracia de Brasília em pânico, apelando para a velha fisiologia para manter o controle sobre as nossas vidas e, claro, sobre o nosso bolso. Mas vamos desembrulhar essa história e ver o que está por trás dessa jogada ensaiada.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Vamos olhar para os personagens dessa comédia trágica. Pegue o caso do Hugo Motta. O sujeito precisa desesperadamente garantir sua reeleição lá em Patos. Ele cedeu tanto ao governo Lula, negociou tanto com a máquina estatal, que percebeu o óbvio: do eleitorado de direita ele não arranca mais um único voto. Queimado com quem produz, o que resta a um político profissional? Correr para os braços da esquerda na esperança de que o apoio do Lula lhe garanta uma boquinha na câmara. Já o Davi Alcolumbre sequer participa da eleição este ano, mas está lá, firme no teatro, ajudando a blindar a engrenagem.
E sobre o Kassab, sejamos francos: o sujeito não é bobo, é um político tarimbado. Mas é aquilo que sabemos sobre a classe política: para quem vive do Estado, pensar uma coisa e falar outra não custa absolutamente nada. Como o Kassab está amarrado na candidatura de Ronaldo Caiado, ele precisa, por obrigação do cargo, vender a narrativa de que o Caiado vai subir e o Flávio vai despencar. Ele fala o que o salão de empresários e a bolha política querem ouvir, fingindo que tem uma bola de cristal sobre o processo eleitoral.
O que o cidadão comum precisa entender é que o PSD e o Centrão representam a essência do próprio sistema. E há uma verdade que Brasília tenta esconder: a maior e mais feroz resistência contra a direita no Brasil nem vem da esquerda radical do PT. Ela vem da centro-esquerda e do velho establishment tucano. Lembram do que aconteceu em 2018? A eleição do Bolsonaro foi ruim para o PT, mas para o PSDB foi uma tragédia devastadora, um massacre definitivo. O PSDB simplesmente sumiu do mapa e perdeu qualquer relevância política que tinha.
O PSD do Kassab é, na prática, o que sobrou do PSDB. É a mesma mentalidade de burocratas que se acham donos da gestão pública. E o histórico dessa turma é vergonhoso. Basta lembrar do escândalo do Mensalão, lá em 2004 e 2005. O impeachment do Lula estava desenhado, era a oportunidade perfeita para tirar o chefe do esquema de circulação. O que a turma da centro-esquerda fez? Ficou de salto alto no plenário e soltou a pérola: 'Não, deixa o Lula sangrar que em 2006 a gente ganha a eleição na urna'. O resultado dessa covardia? O Lula sangrou, a máquina estatal continuou moendo e ele foi reeleito em 2006.
A história se repetiu no Petrolão, entre 2008 e 2009. A mesma historinha tucana de gabinete: 'Deixa o Lula sangrar, em 2010 ele não pode concorrer, ele vai indicar um substituto fraco e a gente assume o controle da máquina'. O que aconteceu? Deixaram o cara sangrar, o PT usou a estrutura do Estado e elegeu a Dilma Rousseff em 2010. Em 2014, a Dilma destruiu a economia brasileira de forma brutal, e nem assim aquele PSDB omisso conseguiu vencer com folga. Eles nunca quiseram desmontar o monopólio da violência ou cortar privilégios; quiseram apenas a sua vez na cadeira do estamento.
Figuras centrais do judiciário e da política, como o próprio Alexandre de Moraes, são frutos diretos dessa centro-esquerda ligada ao tucanato. O que vemos hoje com Kassab, Motta e Alcolumbre é a continuação direta dessa estratégia de autopreservação estatal. O PSD é o novo abrigo dos sobreviventes do PSDB. Quando Kassab vai a público decretar morte política antes mesmo do pleito, ele não está fazendo análise isenta. Ele está tentando manipular a opinião pública para garantir que o consórcio de Brasília continue intocado, sem sobressaltos para o leviatã.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
No fim das contas, a lição é sempre a mesma: não existe diferença real entre a centro-esquerda de terno caro e a esquerda de bandeira vermelha na hora de defender o tamanho do Estado. Eles podem até trocar farpas no circo eleitoral, mas quando sentem o risco de perder o acesso ao dinheiro dos seus impostos, eles se unem instantaneamente para salvar o sistema.
Não se deixe enganar por profecias de políticos profissionais que vivem do seu suor. O sistema está desesperado porque sabe que a sua dependência dele está diminuindo. Questionem a burocracia, rejeitem o controle estatal e lembrem-se sempre: imposto é roubo e o Estado é uma gangue. Inscreva-se no canal e até a próxima!