BRASIL E MUNDO — Abertura

A maquiagem do aparato estatal adora uma boa narrativa para destruir reputações e expandir o controle sobre a sociedade.

O publicitário argentino Fernando Cerimedo acabou preso na Bolívia, acusado de ser o autor intelectual de um atentado contra a ex-namorada, Naddia Beller, uma advogada ativista alinhada a Evo Morales e Luis Arce. E como era de se esperar, a militância esquerdista e a imprensa estatal já estão soltando fogos, tentando empurrar essa lama para cima da oposição na América Latina inteira.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

Vamos colocar os pingos nos is. Eu nunca escondi minha opinião sobre o Cerimedo. O sujeito é um publicitário que não entende absolutamente nada de tecnologia da informação, de segurança de sistemas ou de engenharia de software. Em 2022, ele resolveu surfar na onda das eleições brasileiras, apontando supostas anomalias estatísticas sem apresentar nenhuma evidência concreta de fraude estrutural na urna eletrônica. Ele não é nenhum gênio da tecnologia e muito menos o 'Steve Bannon latino', como a grande mídia vende para inflar o espantalho. O cara é apenas um marqueteiro oportunista.

Mas o fato de alguém ser um palhaço de auditório não dá ao Estado o direito de rifar as garantias individuais ou promover um linchamento reputacional orquestrado. A narrativa vendida pela imprensa é que Cerimedo mantinha supostas 'fazendas de celulares' para disparar fake news, tentando ligar a imagem dele aos governos de Javier Milei na Argentina, Rodrigo Pais na Bolívia e, claro, aos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro no Brasil. Olha a engenharia social em marcha: o aparato de propaganda pega um caso rumoroso no exterior para criar um rastro de culpa por associação e justificar mais regulação, mais censura e mais controle sobre o discurso individual.

A história desse atentado na Bolívia está terrivelmente mal explicada. A suposta vítima, Naddia Beller, é advogada de direitos humanos e trabalhou diretamente na estrutura política da esquerda boliviana com Evo Morales e Luis Arce. Ela namorava o sujeito e, de repente, surge atingida por um tiro no hospital, acusando o ex-namorado de mandar executá-la. Não me surpreende em nada se isso se revelar mais uma armação clássica da esquerda latino-americana. Nós já vimos esse filme antes no Brasil, com militantes acusando parlamentares de crimes graves sem qualquer embasamento probatório, apenas para criar alvoroço midiático e destruir adversários.

O ponto central aqui não é defender a figura do Cerimedo, mas sim expor o apetite insaciável do aparato estatal e de seus simpatizantes. Quando o sistema enxerga uma oportunidade de enlamear a oposição, a presunção de inocência desaparece num piscar de olhos. A polícia boliviana — um braço armado do Estado controlado pelo regime — assume a investigação e a imprensa monopolista já decreta a sentença moral. Para os burocratas e parasitas do poder, pouco importa a verdade dos fatos; o que importa é a narrativa política que permite deslegitimar a liberdade de expressão e rotular qualquer crítico do regime como uma ameaça violenta.

Essas acusações sobre 'fazendas de celulares' e 'influência digital' revelam o pânico dos governos centrais diante da perda do monopólio da informação. No fundo, burocratas odiaram o fato de que o indivíduo comum ganhou voz com a descentralização da internet. Sempre que a população passa a questionar os custos ocultos do Estado, a arrecadação tributária ou a legitimidade dos governantes, a resposta do leviatã é a mesma: criminalizar os meios de comunicação independentes e rotular qualquer dissidência de 'operação de desinformação'. É o pretexto perfeito para enfiar o dedo estatal na regulação das redes sociais.

E não se iludam: o alvo final dessa palhaçada não é o marqueteiro argentino preso em Santa Cruz de la Sierra. O alvo é o eleitor e o cidadão livre que rejeita o coletivismo na América do Sul. A esquerda tenta usar esse episódio como munição para blindar suas próprias narrativas falidas e justificar a perseguição policial a opositores no Brasil. Querem criar o pânico moral de que existe uma grande conspiração internacional da direita, enquanto escondem a corrupção e a miséria geradas pelo próprio modelo estatista que eles defendem com unhas e dentes.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

No final das contas, o indivíduo é sempre a vítima primária quando a máquina pública resolve jogar xadrez político com a liberdade alheia. O Cerimedo que se entenda com a justiça boliviana, se é que existe justiça sob o monopólio da força estatal. Mas você, cidadão livre, não deve aceitar passivamente o teatro midiático que usa o crime de um indivíduo para justificar a limitação das suas liberdades fundamentais.

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