BRASIL E MUNDO — Abertura
O circo eleitoral brasileiro nunca decepciona na palhaçada. Sabe aquele político que posa de herói do povo, chora nas redes sociais e finge que quer mudar o sistema, mas na primeira oportunidade dá pra trás? Pois é. O senador Cleitinho acaba de dar um espetáculo de covardia e teatralidade ao desistir oficialmente da disputa pelo governo de Minas Gerais. O sujeito estava liderando todas as pesquisas com folga, tinha a faca e o queijo na mão pra aparelhar a máquina estatal mineira, mas decidiu peidar na farofa.
A justificativa oficial? Problemas pessoais, luto familiar e desgaste. Meus sentimentos pelo drama pessoal da família, claro, mas a encenação política que antecedeu esse anúncio beira o ridículo. Por semanas, o discurso era de que a burocracia partidária do Republicanos estava boicotando o rapaz. Mas quando o partido finalmente abriu a porta e disse 'vai lá e concorra', o herói da internet caiu no choro e pulou do barco.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Vamos aos fatos pra entender o tamanho do papelão. Na pesquisa Quaest divulgada recentemente, o Cleitinho aparecia com trinta e cinco por cento das intenções de voto. Isso era mais do que a soma dos cinco candidatos seguintes juntos. Ele tinha chances reais de liquidar a fatura logo no primeiro turno. Só que, enquanto a militância achava que ele era a salvação da lavoura contra a esquerda, o que vimos nos bastidores foi o velho jogo de empurra burocrático dos partidos estatais.
A narrativa vendida era perfeita pra ganhar engajamento nas redes: o coitadinho do senador estaria sendo vítima de chantagem do STF, de pressão interna do Republicanos e de acordos de bastidores pra prejudicar a chapa do Flávio Bolsonaro. Parecia o roteiro ideal do político injustiçado lutando contra o leviatã. Mas o teatro caiu por terra no dia três de agosto, quando ele apareceu ao lado do presidente do partido, Marcos Pereira, chorando aos prantos pra dizer que a decisão de cair fora era cem por cento dele.
Isso me lembra imediatamente aquele clássico meme dos cachorros latindo furiosamente através de um portão fechado. Enquanto a grade tá ali separando os dois, eles rosnam, mostram os dentes e fingem que vão devorar o adversário. Mas no segundo em que alguém abre o portão, os cachorros calam a boca, abaixam o rabo e saem de mansinho. O Cleitinho fez exatamente isso. Enquanto o Republicanos supostamente o proibia de ser candidato, ele gritava que queria governar. Quando o partido falou 'pode ir', ele tremeu as pernas.
E o resultado dessa palhaçada é que o xadrez dos parasitas em Minas Gerais virou uma piada completa. O Flávio Bolsonaro, que tinha no Cleitinho o seu maior palanque regional no segundo maior colégio eleitoral do país, agora fica sem nada no primeiro turno. Sobrou pra ele apoiar um tal de Marcelo Aro, um sujeito sem apelo popular nenhum. Do outro lado, o Lula tá na mesma draga, apoiando o Patrus Ananias, que também não tem chance alguma. Ou seja, a população mineira vai ser obrigada a assistir dois lados da mesma moeda estamental disputando quem vai roubar mais via impostos, dependendo de rearranjos no segundo turno com o Mateus Simões e o Zema.
E enquanto o gado se apaixona por candidaturas e chora por renuncias, nos bastidores de Brasília a barganha das coligações continua a todo vapor até o limite do prazo legal no dia cinco de agosto. É a Teresa Cristina tentando costurar o PP com o PL pra cavar uma vaga de vice, é o União Brasil pulando fora, é o Podemos e o Republicanos leiloando apoio ao melhor pagador de fundo partidário. Eles tratam a estrutura de poder como se fosse um balcão de negócios particular — e na prática, é exatamente isso que o Estado é.
O sistema partidário brasileiro é desenhado pra criar essa ilusão de escolha. Pouco importa quem assume o Palácio da Liberdade em Belo Horizonte ou o Palácio do Planalto em Brasília. O orçamento secreto continua, o fundo eleitoral de bilhões extraído do seu bolso continua, e a coerção estatal sobre o pagador de impostos só aumenta. Se um sujeito que tinha trinta e cinco por cento dos votos prefere desistir do que enfrentar o desgaste da máquina, isso só prova que a via eleitoral é uma armadilha pra ingenuidade do cidadão.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
A lição que fica desse episódio do Cleitinho é simples e cristalina: nunca deposite sua liberdade ou suas expectativas na figura de políticos profissionais. Eles usam o seu voto, a sua indignação e o seu dinheiro pra barganhar poder no balcão da burocracia de Brasília. Quando a água bate na bunda ou quando o jogo aperta, eles colocam os próprios interesses em primeiro lugar e deixam os eleitores falando sozinhos.
Enquanto você continuar achando que um salvador da pátria vai aparecer em Minas Gerais ou em qualquer outro estado pra diminuir o peso do Estado na sua vida, você vai continuar sendo feito de trouxa. O Estado é um monopólio da violência que não se reforma por dentro. Quer liberdade de verdade? Pare de esperar coragem de político e comece a descentralizar sua vida. Eu sou o Peter Albuquerque pro Webjornal Vale da Liberdade. Se inscreva no canal, deixe seu gostei e até a próxima.