BRASIL E MUNDO — Abertura
Que circo inacreditável virou a política no segundo maior colégio eleitoral do país, meus amigos! O senador Cleitinho Azevedo conseguiu dar a volta atrás, da volta atrás, da outra volta atrás, e agora decidiu que vai sim disputar o governo de Minas Gerais.
É a clássica dança das cadeiras estatista, onde o sujeito chora, fala em dilemas pessoais por causa do irmão, mas no final do dia, a atração pelo controle do leviatã estadual e pelos palanques eleitorais sempre fala mais alto.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Vamos colocar os fatos na mesa: até ontem, a cúpula dos Republicanos jurava de pé junto que não haveria candidatura própria ao governo mineiro. O próprio Cleitinho fazia um dramalhão alegando trauma e medo de sair queimado do Palácio da Liberdade, bem no estilo Fernando Pimentel — aquele petista que afundou o estado em roubalheira e incompetência pura.
Só que aí o jogo de bastidores da burocracia se intensificou. O anúncio oficial acabou cravado pra essa sexta-feira, na Praça do Santuário, em Divinópolis, depois de uma reunião decisiva na casa do presidente do Republicanos, o Marcos Pereira. Por que essa reviravolta toda? Porque a disputa por Minas Gerais é vital pro ecossistema de Brasília.
No cenário nacional, o jogo é puramente tático pros parasitas do poder. Em São Paulo, o Flávio Bolsonaro tá bem posicionado no palanque do Tarcísio, enquanto o Lula passa sufoco tentando emplacar o Haddad — que convenhamos, é um candidato fraquíssimo e sem apelo.
Já em Minas, a esquerda tá na merda total. O PT não conseguiu fechar aliança regional com ninguém e teve que lançar o Patros Ananias. Qual é o potencial do PT sem coligação por lá? Quinze, no máximo vinte por cento dos votos. É só o cercadinho da militância cega que adora sustentar burocrata. Fora desse núcleo duro, a rejeição é brutal.
Do outro lado, a máquina de Romeu Zema tenta emplacar seu sucessor, o Mateus Simões, que ao lado de Alexandre Kalil, figurava como a única opção registrada no sistema do TSE até agora. Mas faltava um nome de peso popular pra rivalizar e garantir palanque forte pro Flávio.
E é aí que entra o bastidor sinistro da coerção estatal. O Republicanos não fez a coligação nacional com o PL por pura pressão do sistema. Tivemos a mão pesada do Alexandre de Moraes e do Flávio Dino segurando emendas parlamentares pra estrangular a oposição.
Isso expõe como o monopólio da violência usa o dinheiro roubado do pagador de impostos — as famosas emendas — pra chantagear caciques partidários. Só que essa tentativa de bloqueio do governo federal foi uma vitória de pirro, porque na base estadual o arranjo vai acontecer de qualquer jeito.
Por mais que o Cleitinho tenha umas ideias sociais de direita que eu discordo frontalmente — afinal, qualquer flerte com assistencialismo estatal é um erro —, ele tem o apelo popular que o PL jamais conseguiria com o Flávio Roscoe, um nome obscuro que demoraria meses pra decolar.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
O resultado disso tudo é que o cidadão mineiro continua refém desse tabuleiro onde burocratas de Brasília usam a caneta e o STF pra chantagear candidaturas e controlar o orçamento do estado.
Resta saber até quando a população vai aceitar financiar esse teatro caro com o fruto do próprio trabalho. Se inscreva no canal, deixe seu like e comente: você acha que o Cleitinho vai até o fim ou volta atrás de novo?