BRASIL E MUNDO — Abertura

Um terremoto devastador de magnitude 7.4 atingiu o noroeste da Colômbia e fez a terra tremer com força estarrecedora. O epicentro foi registrado bem próximo da cidade de Pereira, mas os abalos sacudiram violentamente a capital Bogotá, Cali e Manizales, além de cruzarem fronteiras e serem sentidos claramente no Equador e no Panamá.

As informações preliminares confirmam pelo menos vinte mortos, mas a contagem real deve ser tragicamente maior. Prédios inteiros colapsaram, o Aeroporto Internacional Matecaña sofreu estragos gravíssimos e a população entrou em desespero no meio das ruas.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

Desastres naturais dessa magnitude expõem de forma nua e crua a total fragilidade da infraestrutura e o limite do controle humano. Diferente de furacões ou tempestades, que permitem dias de alerta meteorológico, um terremoto não envia aviso prévio. O máximo que a tecnologia privada consegue entregar — como os alertas do Google no celular — são escassos segundos de antecedência. É o tempo exato de correr para a rua e torcer para o teto não desabar na sua cabeça.

As imagens que chegam do epicentro em Pereira mostram a violência do tremor. As pessoas simplesmente não conseguiam se manter em pé no asfalto enquanto tentavam se segurar desesperadamente. O espigão da igreja da cidade veio abaixo e, em Cali, fotos aéreas mostram nuvens de fumaça subindo pela cidade, resultantes de edifícios que desmoronaram instantaneamente.

Mas existe um aspecto político e econômico fundamental que determina o tamanho do estrago e a capacidade de resposta. Com a vitória da direita na Colômbia e a saída da linha de Gustavo Petro, o país hoje tem portas abertas para receber apoio imediato dos Estados Unidos e do mundo civilizado para resgate, socorro e reconstrução.

Se a Colômbia ainda estivesse sob o jugo do isolamento ideológico da esquerda, o socorro internacional seria travado por retórica e burocracia estatista, deixando as vítimas abandonadas no momento de maior necessidade.

Vimos exatamente esse filme horroroso na Venezuela sob o regime de Maduro. Quando episódios sísmicos atingiram o país vizinho, multidões morreram porque os prédios estatais habitacionais construídos pelo governo eram de péssima qualidade. O Estado confisca recursos via tributos cobrando um preço altíssimo e entrega estruturas frágeis que viram armadilhas mortais ao primeiro impacto da natureza.

Enquanto o principal aeroporto da região afetada está destruído e os bombeiros de Bogotá tentam centralizar e redistribuir equipes de socorro com a lentidão habitual do aparato público, a verdadeira salvação nas primeiras horas acontece pela ação individual e descentralizada. São cidadãos voluntários e redes privadas que agem rápido para tirar pessoas dos escombros.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

A natureza não escolhe regime político na hora de chacoalhar a terra, mas o nível de destruição e a velocidade do socorro dependem diretamente do grau de liberdade, de mercados abertos e da cooperação internacional voluntária. O Estado não impede tragédias; ele apenas burocratiza o caos.

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