BRASIL E MUNDO — Abertura

Chega ano eleitoral e a mágica acontece. De repente, a gangue estatal que passou a gestão inteira gastando como se não houvesse amanhã resolve vestir o terno da responsabilidade fiscal. É um espetáculo de cinismo que só a burocracia estatal consegue produzir.

A bola da vez é o número dois da Fazenda, Dário Durrigan. Ele resolveu que vai se reunir com os economistas Pedro Malan e Armínio Fraga para apresentar uma suposta agenda de equilíbrio nas contas públicas. Dá para acreditar numa piada dessas?

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

O próprio Estadão escancarou esse teatro petista. Durrigan, que funciona basicamente como um poste do Haddad — que por sua vez já é o poste do chefe —, quer convencer a Faria Lima e a velha guarda de que agora, finalmente, o governo vai ser moderado. É a repetição estúpida de um filme que todo mundo já assistiu. Em 2022, o discurso foi exatamente o mesmo: prometeram moderação, assinaram a famosa cartinha da democracia da USP e garantiram que o fiscal seria respeitado. O resultado? Rombo atrás de rombo, impostos sufocantes e uma gastança desenfreada para sustentar a máquina pública.

O mais impressionante não é o governo mentir, porque o Estado vive da mentira e da coerção. O impressionante é ver figuras ditas liberais ou pragmáticas, como Armínio Fraga, Pedro Malan e Henrique Meirelles, caindo nessa conversa fiada de novo. Ou fingindo que caem. Armínio Fraga chegou a escrever coluna dizendo que sonhou com um governo responsável. O sujeito tem um histórico técnico, mas resolveu virar um idiota funcional a serviço do poder central. A verdade é que a Faria Lima e esses economistas das antigas venderam a reputação para tentar ressuscitar a influência do PSDB. O resultado foi desastroso: destruíram a própria credibilidade, afundaram o partido deles e entregaram o brasileiro de bandeja para o dragão fiscal.

E tem um detalhe jurídico e moral gravíssimo aí que pouca gente está questionando. O senhor Dário Durrigan é pago com o dinheiro do contribuinte. O salário dele sai da espoliação tributária que o governo comete contra você todo mês. O trabalho dele deveria ser — em tese, na visão de quem ainda acredita no Estado — cuidar da economia. No entanto, o sujeito está usando a estrutura do Ministério da Fazenda para fazer articulação política e campanha eleitoral antecipada em favor do Lula. Ele está indo conversar com banqueiros e investidores para tentar cavar apoio político e votos para o chefe. Isso é uso descarado da máquina pública! Cadê a oposição cobrando o TSE por abuso de poder político e econômico? O pagador de impostos está financiando o cabo eleitoral do regime.

Mas vamos olhar para o incentivo perverso da coisa toda. Por que um político mudaria de comportamento só porque assinou um papel ou fez uma reunião com economistas renomados? Não existe nenhum motivo! O Estado não produz riqueza; ele apenas extrai da sociedade civil via imposto — e imposto é roubo. Toda a estrutura estatal é desenhada para gastar, aparelhar e distribuir privilégios para os amiguinhos do rei. Enquanto a população arca com a inflação e com a perda do poder de compra, a elite política e seus burocratas mantêm suas regalias intocadas, imóveis no exterior e posições de poder.

Achar que um burocrata vai controlar os gastos espontaneamente é ignorar a própria natureza do monopólio da violência. O burocrata não tem o próprio patrimônio em jogo. Se o governo quebrar, quem paga a conta é o pagador de impostos através de mais impostos, mais inflação e mais dívida pública. O político não sofre nenhuma consequência individual por ser irresponsável fiscalmente. Pelo contrário, quanto mais dinheiro ele distribui para seus grupos de interesse, mais poder e votos ele acumula a curto prazo. É por isso que o tal equilíbrio fiscal prometido pelo Durrigan não passa de uma peça publicitária mambembe.

Toda essa movimentação do PT com a ala tradicional da economia mostra como o establishment sempre se protege. O PSDB e seus satélites tentaram passar pano para a expansão estatal acreditando que conseguiriam negociar um espaço no poder. No fim, foram engolidos pelo próprio monstro que ajudaram a alimentar. É a mesma lição que serve para qualquer grupo político ou empresarial que acha possível negociar a liberdade individual com quem defende o controle estatal absoluto. Não existe meio termo quando o assunto é a espoliação do seu trabalho.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

No final das contas, o recado é bem claro. Não espere responsabilidade de quem vive do dinheiro alheio. O governo nunca vai parar de gastar voluntariamente, porque o incentivo do Estado é a expansão contínua sobre a vida e o bolso do indivíduo. Fique atento, não caia na conversa mole de cartinhas da democracia ou de pactos fiscais da Faria Lima.

Quer proteger o seu patrimônio? Busque a descentralização, reduza sua dependência do leviatã e lembre-se sempre: imposto é roubo e o Estado é uma gangue. Se inscreva no canal, deixe seu like e compartilhe esse vídeo. Até a próxima!