BRASIL E MUNDO — Abertura
Você sabia que precisa da autorização expressa de burocratas em Brasília para conseguir lançar um filme no Brasil? Pois é. A Ancine aprovou o registro de 'Dark Horse', a produção sobre Jair Bolsonaro. Mas pare um segundo e pense: por que cargas d'água um indivíduo precisa pedir licença ao Estado para exibir uma obra produzida com dinheiro privado? É o monopólio estatal da permissão operando em sua forma mais absurda.
E como desgraça pouca é bobagem na republiqueta, no exato instante em que a burocracia estatal carimbou o papel confirmando que a obra existe, a máquina de perseguição entrou em ação. O ministro Flávio Dino resolveu acelerar e abrir uma investigação paralela sobre a produtora do filme.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Vamos entender a cronologia do absurdo. O filme 'Dark Horse' é uma produção estrangeira, com ator conhecido de Hollywood, gravado aqui no Brasil. A obra está pronta para estrear, mas as distribuidoras privadas ficaram com receio. Medo de quem? Do TSE e da censura velada do Estado. O tribunal político cria um ambiente de insegurança jurídica tão brutal que empresas preferem adiar negócios a enfrentar a fúria dos burocratas eleitorais antes do pleito.
Enquanto isso, a narrativa do sistema e da militância de esquerda era de que o filme nem existia, de que era tudo uma fraude. Uma historinha perfeita para jogar lama no adversário. Só que a própria Ancine, um órgão do governo, concede o registro e atesta que o filme é sim uma produção real e concluída. A narrativa furada da oposição ruiu em segundos.
Foi aí que o desespero bateu forte nos gabinetes de Brasília. Entra em cena o ministro Flávio Dino. Oficialmente, o relator do caso principal no STF é o ministro André Mendonça. O que Dino faz? Atropela as regras internas, ignora a prevenção do relator e abre uma segunda frente de investigação. O pretexto? Uma alegação confusa sobre emendas parlamentares direcionadas à produtora GoUp, da empresária Karina Ferreira Grama.
Olhe a ginástica mental do aparato estatal. A acusação original dizia que o empresário Vorcaro teria colocado dinheiro no filme. Agora, tentam dizer que foram emendas de deputados. Só que são duas fontes de financiamento completamente independentes. Mais do que isso: não existe um único centavo de emenda parlamentar colocado no filme 'Dark Horse'. As emendas para a produtora foram destinadas a outras obras e contratos com o governo de São Paulo, sem qualquer relação com o longa-metragem.
O que Flávio Dino está promovendo tem nome: *fishing expedition*, a famosa pesca predatória de provas. A Polícia Federal foi autorizada a devassar dados da Polícia Civil paulista para tentar achar qualquer irrelevância e tentar empurrar a culpa para Flávio Bolsonaro ou Eduardo Bolsonaro. Quando o Estado quer perseguir um alvo, a lógica e os fatos são meros detalhes descartáveis.
E se não acharem nada no papel? Não tem problema, a criatividade estatal é infinita. Eles inventam ou vazam trechos descontextualizados para a imprensa alinhada criar desgaste político. Com o governo federal atolado em escândalos diários e a popularidade derretendo, o braço judiciário age como linha de defesa para desgastar a imagem de candidatos de oposição antes do pleito.
Isso expõe os incentivos perversos de um sistema sem freios. Quem detém a caneta e o monopólio da coerção usa a estrutura pública não para garantir justiça, mas para proteger aliados e sufocar inimigos políticos. A Suprema Corte virou um cenário de salve-se quem puder, onde burocratas agem simultaneamente como investigadores, acusadores e juízes.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
Burocracia infernal travando a cultura, tribunais ditando quando um filme pode estrear e juízes usando a Polícia Federal como comitê político. Essa é a rotina sufocante sob o controle do Leviatã.
Depois de ver essa perseguição escancarada, você ainda acredita que o Estado existe para proteger a sua liberdade, ou apenas para perpetuar o poder de quem domina a máquina? Pense nisso, deixe seu comentário e até a próxima.