BRASIL E MUNDO — Abertura

O aparato estatal brasileiro conseguiu se superar na arte da diplomacia do desastre. A burocracia do BNDES global, o tal Novo Banco de Desenvolvimento do bloco dos BRICS, comandado no momento pela genialidade burocrática de Dilma Rousseff, agora resolveu negociar abertamente a entrada do Irã para integrar o esquema financeiro da instituição.

É o Estado brasileiro utilizando o seu monopólio de coerção e os recursos extorquidos do pagador de impostos para servir de bucha de canhão e dar suporte a uma das piores e mais violentas ditaduras do planeta. Tudo isso enquanto joga a população brasileira direto na rota de colisão com as maiores economias do mundo livre.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

Vamos analisar os fatos sem os floreios ideológicos da diplomacia oficial de Brasília. O Irã é uma ditadura teocrática abjeta que massacra os direitos individuais mais básicos da sua população. Estamos falando do regime coercitivo onde a jovem Mahsa Amini foi espancada até a morte pela brutal polícia de costumes do Estado simplesmente por não utilizar o véu da forma ditada pelos burocratas locais. Uma violência estatal covarde que visa controlar o indivíduo pela força.

Além de oprimir seu próprio povo, a ditadura iraniana financia abertamente o terrorismo internacional por todo o Oriente Médio, arma o grupo Huti que ataca navios comerciais e vizinhos como a Arábia Saudita, fornece tecnologia militar e drones para a Rússia na guerra contra a Ucrânia e ataca frontalmente o Estado de Israel. É a própria definição de um regime agressor que opera à margem da civilização.

Para tentar frear os impulsos destrutivos dessa ditadura, os Estados Unidos e os países da Europa impuseram sanções econômicas severas contra os aiatolás do Irã. Mas o que faz a gestão de Brasília? Manda a senhora Dilma Rousseff utilizar a presidência do banco dos BRICS para articular a entrada do Irã e criar uma válvula de escape financeira. A intenção explícita é ajudar o governo iraniano a contornar e neutralizar o bloqueio ocidental.

Do ponto de vista puramente financeiro, o volume de crédito do banco dos BRICS é insignificante quando comparado ao mercado de capitais global. O problema real reside no gesto político inconsequente e no custo oculto transferido para a sociedade. Quando a burocracia central brasileira decide peitar a maior potência do planeta para salvar o caixa de um regime tirânico, ela coloca um alvo imenso nas costas do produtor e do empreendedor brasileiro.

Os Estados Unidos e a Europa não vão assistir a essa palhaçada de braços cruzados. O governo americano já resgatou o discurso da Doutrina Monroe para alertar sobre a ingerência de poderes hostis nas Américas, enquanto assessores da diplomacia de Brasília, como Celso Amorim, aparecem indignados chorando que o Brasil está sendo mirado pelo governo Trump. Ora, o que esses burocratas esperavam ao acobertar financistas do terrorismo global?

Essa atração fatal do governo Lula por regimes autoritários e ditaduras brutais é um padrão histórico bem documentado. De Hugo Chávez e Nicolás Maduro na Venezuela até os aiatolás do Irã e os governos totalitários do Oriente Médio, a bússola moral dos planejadores centrais de Brasília sempre apontou para a tirania. O escândalo maior foi ver os ditos liberais da elite financeira, como Armínio Fraga e Henrique Meirelles, fazendo campanha para o retorno dessa quadrilha em 2022 sob a desculpa infantil de uma suposta moderação. Iludiram-se e entregaram o país para a ruína diplomática por mero despeito político.

A verdade inconveniente é que o parasitismo estatal funciona gerando custos gigantescos para a sociedade e zero responsabilidade para os burocratas. Se a União Europeia ou os Estados Unidos impuserem sanções indiretas, restrições comerciais e barreiras tarifárias contra o Brasil por causa das trapalhadas de Dilma Rousseff e Lula, quem é que vai pagar essa conta amarga? Não serão os burocratas da diplomacia com seus salários astronômicos pagos com o seu dinheiro.

A conta da retaliação econômica cai no colo do pagador de impostos, do agricultor, do industrial e do trabalhador que tenta sobreviver de forma honesta no mercado livre. Enquanto o governo usa o dinheiro roubado do cidadão via impostos para bancar bancos estatais e proteger tiranos do outro lado do oceano, a população brasileira colhe inflação, perda de poder de compra, juros altos e isolamento internacional.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

O monopólio da força estatal transforma a política externa em um clube privado de afeto entre ditadores, sustentado obrigatoriamente pela riqueza gerada por milhões de indivíduos que nunca consentiram com esse absurdo. Dilma e Lula queimam as pontes do Brasil com o mundo civilizado apenas para satisfazer sua obsessão ideológica anti-mercado.

A lição libertária permanece inquestionável: o Estado jamais cria prosperidade ou paz, ele apenas consome a riqueza alheia para alimentar seus próprios incentivos perversos. Imposto é roubo e permitir que burocratas usem o seu dinheiro para financiar o refúgio financeiro de ditaduras sanguinárias é a prova final do fracasso da estatização. Rejeite o Leviatã e defenda a sua liberdade individual.