BRASIL E MUNDO — Abertura

Quando o Leviatã resolve brincar de diplomacia, você já sabe exatamente quem paga a conta. O governo americano acabou de revogar o visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos. Uma expulsão diplomática velada, jogando a representante do regime brasileiro direto em uma zona cinza de insegurança jurídica.

E por que isso aconteceu? Não por causa do povo brasileiro, mas por causa das birras, da prepotência e das grosserias do parasita estatal no poder. O grande líder em Brasília decidiu arrumar confusão com a maior potência do planeta para inflar o próprio ego e alimentar a retórica ultrapassada da sua patota ideológica.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

Vamos aos fatos sem o filtro da imprensa chapa-branca. A Casa Branca não revogou esse visto do nada. Trata-se de uma resposta direta a uma sequência de provocações infantis do governo brasileiro. Primeiro, o Palácio do Planalto negou o visto para dois diplomatas americanos que viriam ao Brasil no final de julho para discutir um tema que deixa qualquer burocrata autoritário de cabelo em pé: urnas eletrônicas e liberdade de expressão. O regime bradou que era um suposto ataque à soberania, quando na verdade era apenas pavor de qualquer escrutínio externo.

Não bastasse barrar os diplomatas, o burocrata supremo travou o aceite do novo embaixador designado por Donald Trump para o Brasil, Daniel Perez. E por que travou? Porque Perez é aliado do senador Marco Rubio e tem histórico de combate ferrenho aos socialistas da América Latina e ao Foro de São Paulo. O governo brasileiro ficou melindrado, teve um ataque de pelanca ideológico e se recusou a dar o visto de entrada ao embaixador. A resposta americana veio na mesma moeda coercitiva: tiraram a embaixadora brasileira da jogada.

E você acha que o chefe da quadrilha estatal está preocupado com o prejuízo do país? Obviamente não! O incentivo do político é perverso por natureza. Para o governante, arrumar briga com a maior economia do mundo é um prato cheio. Ele adora posar de vítima imperialista para a sua claque analfabeta econômica, gritando slogans anti-americanos do século passado. Quanto pior a crise diplomática, mais narrativas o Estado cria para tentar justificar seus próprios fracassos e estrangular a liberdade alheia.

E onde estão os gênios da Faria Lima agora? Aquela turma de empresários e banqueiros isentões que achou lindo colocar o Lula no poder, imaginando que viria uma gestão moderada estilo PSDB? Caíram na ladainha estatal mais uma vez. Acharam que estavam elegendo estabilidade e entregaram o comando da máquina a um grupo fanatizado que aparelha o setor público e destrói pontes comerciais vitais por puro capricho ideológico. O livre mercado nunca precisou da tutela do Estado, e toda vez que empresários tentam pactuar com o poder central, tomam uma piaba.

Mas quem realmente se ferra nessa briga de burocratas? É o indivíduo comum, a classe média, quem trabalha e produz. Enquanto os politiqueiros trocam farpas de dentro de seus palácios pagos com dinheiro roubado via imposto, o cidadão perde a liberdade. Os Estados Unidos recentemente tornaram permanente a exigência de uma caução de vinte mil dólares — algo em torno de cem mil reais — para visitantes de cinquenta países. Se o governo americano resolver estender essa medida ao Brasil como retaliação a essa pirotecnia diplomática, o brasileiro comum fica simplesmente proibido de viajar.

Quem tem cem mil reais sobrando só para deixar bloqueado como garantia no consulado americano? Praticamente ninguém. A liberdade de ir e vir do cidadão é confiscada por causa da arrogância de um burocrata. E para completar o circo geopolítico, enquanto fecha as portas para o comércio com o Ocidente, o regime brasileiro corre para os braços de ditaduras e regimes autoritários. Lula ligou para Vladimir Putin para mendigar combustível e fertilizantes. Olha o nível da dependência estatal: em vez de garantir um ambiente de negócios livre e descentralizado, o Brasil prefere se alinhar a déspotas. O incentivo do Estado é sempre se aliar a quem restringe liberdades, jamais a quem defende a propriedade privada.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

Entenda de uma vez por todas: o Estado não é seu amigo, não defende seus interesses e não produz nada além de coerção, impostos e ruína. Quando políticos brincam de diplomacia, eles usam o seu dinheiro, o seu passaporte e a sua liberdade individual como moeda de troca em jogos de ego. Enquanto a população continuar acreditando que precisa de um monopólio da violência governando suas vidas, continuaremos reféns das trapalhadas de quem ocupa a cadeira em Brasília.

O imposto extorquido de você financia os salários e as mordomias dessa diplomacia desastrosa. A saída nunca será pela via estatal; a saída é e sempre será mais liberdade individual, mais mercado e zero interferência do governo.