BRASIL E MUNDO — Abertura

Olá! Tem gente finalmente acordando do transe estatista, embora o estrago já esteja totalmente feito na nossa liberdade. O economista e ex-diretor do Banco Central, Alexandre Schwarzman — aquele mesmo analista da isentosfera que passou anos defendendo intervenções estatais e criticando a oposição —, soltou uma frase histórica durante entrevista no Jornal da Cultura: o STF abusou do direito de errar por último, e completou ironizando: 'daqui eu vou para a cadeia'.

Seja muito bem-vindo ao clube dos alvos potenciais do monopólio da violência, doutor! O problema é que nós avisamos sobre isso há anos, enquanto a elite intelectual aplaudia cada avanço da tirania estatal sobre os direitos individuais e a propriedade.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

Para entender a extensão desse desastre, precisamos voltar a 2022, quando mais de um milhão de idiotas úteis assinaram a famosa carta aos brasileiros em defesa do estado democrático de direito, lida na Faculdade de Direito da USP. Esse exército de burocratas, jornalistas e entusiastas do poder público vendeu a ilusão de que entregar poder ilimitado a togados sem voto preservaria as garantias individuais. O resultado prático dessa canalhice coletiva foi entregar o controle total do país a parasitas intocáveis que não respondem a absolutamente ninguém. Hoje, quase oitocentas pessoas já pediram desculpas formalmente por terem assinado aquela estupidez, mas o prejuízo para quem produz já está consolidado.

O senhor Schwarzman e seus pares achavam que o arbítrio estatal respeitaria fronteiras. Não respeita. A oligarquia judiciária saiu da caixinha constitucional lá em 2019, quando instaurou o inquérito das fake news sem provocações do Ministério Público nem previsão legal alguma. Aquela aberração jurídica nasceu com um propósito claríssimo: blindar a casta de burocratas envolvidos em suspeitas de corrupção e proteger os privilégios acumulados em Brasília. Naquela época, o pessoal da isentosfera achou lindo, aplaudiu e pediu mais coerção porque a violência do Estado estava voltada contra seus adversários do momento. Esqueceram do princípio básico da liberdade: quando você autoriza o Leviatã a violar os direitos do seu vizinho, está apenas assinando a autorização para ser devorado em seguida.

Enquanto a militância de crachá celebrava o ativismo judicial, o STF aparelhou ainda mais o sistema coercitivo. O ambiente burocrático gerou escândalos obscenos, como contratos milionários de 129 milhões de reais envolvendo bancos privados e gabinetes de Brasília, negócios sombrios que se proliferam onde não há transparência nem mercado livre. Quando não existe concorrência e o Estado detém o monopólio da força e do julgamento, a corrupção deixa de ser um desvio e se torna a própria engrenagem do sistema. Não há a quem recorrer dentro da estrutura estatal. O Senado, que deveria exercer o controle sobre os abusos dos juízes, recuou por covardia e por puro interesse em manter o parasitismo político intocado.

Agora que a arbitrariedade bate à porta dos próprios defensores da burocracia, surge o pânico. O ex-diretor do Banco Central percebeu que vivemos sob uma ditadura judicial sem limites, onde pensar diferente ou criticar a elite de toga virou crime passível de prisão. A ironia da declaração de Schwarzman revela o desespero de quem acreditava na historinha da eficiência estatal e do equilíbrio entre os poderes. O Estado nunca foi um mediador neutro; ele é uma corporação de burocratas que visa unicamente a autopreservação e a expansão do seu poder de coerção sobre a população produtiva.

Imposto é roubo e o Estado é uma gangue que cobra proteção contra os males que ele próprio cria. Criaram a narrativa da defesa da democracia para justificar o confisco de liberdades, e o resultado aí está: censura, insegurança jurídica e destruição do ambiente econômico. A reação das pessoas diante dos absurdos cometidos em episódios bizarros, como os incidentes em aeroportos e investigações arbitrárias, mostra que o povo percebeu o descalabro antes mesmo dos economistas renomados. A diferença é que o indivíduo comum sente o peso da bota estatal diariamente, enquanto a elite técnica só acorda quando a bota encosta no seu próprio pescoço.

Confiar que a política partidária ou arranjos no Congresso vão resolver esse problema é outra ilusão infantil. Trocar o carrasco ou tentar empurrar o problema para votações no Senado não muda a natureza coercitiva das instituições estatais. Enquanto o poder continuar centralizado em tribunais superiores e o cidadão não puder exercer sua soberania individual e a livre associação, qualquer promessa de liberdade é mera retórica para enganar trouxa. O STF não cometeu erros por acaso; ele agiu rigorosamente de acordo com os incentivos perversos que qualquer monopólio estatal oferece aos seus donos.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

Se você foi um dos iludidos que assinou a cartinha da USP em 2022 achando que estava salvando o país, tome vergonha na cara, assuma a responsabilidade individual e peça desculpas. O estrago que vocês causaram ao validar essa ditadura judiciária custou a liberdade de dezenas de perseguidos e colocou toda a sociedade sob a espada do arbítrio de toga.

A única defesa real contra o totalitarismo estatal não são cartas, constituições de papel ou discursos políticos; é a descentralização radical, o livre mercado e a rejeição absoluta a qualquer forma de coerção do governo. Fique atento, defenda seus direitos de forma privada e lembre-se: quem alimenta o leviatã acaba servindo de jantar.