📋 MANCHETES DO DIA
- TJSC mantém condenação de motorista por omissão de socorro em Ibirama.
- Projeto de deputado de SC para apoio a esclerose múltipla avança na Câmara.
- Justiça de SC derruba condenação de Boulos em ação movida por Luciano Hang.
- Celesc detalha tarifa de energia e revela que apenas 17% ficam com a distribuidora.
- Justiça anula multa municipal contra idosa de 98 anos em Penha (SC).
INTRODUÇÃO EDITORIAL
Bem-vindos ao Webjornal Vale da Liberdade, o seu antídoto semanal contra a narrativa oficial. Hoje, vamos mergulhar nas profundezas da burocracia estatal e da 'justiça' administrada, ou melhor, desadministrada, pelo monopólio da violência. Preparem-se para a dose de realidade.
E eu, Ricardo, estarei aqui para trazer a perspectiva pragmática, baseada em dados e na complexidade das instituições. É fácil criticar, Peter, mas a realidade da governança e da segurança pública exige um olhar mais matizado, reconhecendo os desafios e os esforços para superá-los. Nem tudo é preto no branco.
Matizado, Ricardo? Ou em tons de cinza, como a eficiência estatal? Veremos. Acompanhem-nos para entender como o Leviatã se move, ou se arrasta, em Santa Catarina e no Brasil. Vamos para as manchetes.
QUADRO: SEGURANÇA PÚBLICA
Abrimos o quadro de Segurança Pública com algumas decisões importantes do judiciário. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina, o TJSC, confirmou a condenação de um motorista por omissão de socorro e fuga do local de um acidente em Ibirama, ocorrido em setembro de 2023. Essa decisão reforça a responsabilidade individual no trânsito. Em outra frente, a Polícia Civil de Indaial prendeu um homem de 28 anos, condenado por estupro, que foi encaminhado ao Presídio de Blumenau, demonstrando a atuação das forças de segurança no cumprimento da lei. E, em um evento de grande impacto social, Lili de Grammont, filha da vítima de feminicídio de Lindomar Castilho, emocionou a plateia no TJSC com sua palestra, transformando a dor em uma mensagem de coragem e esperança na luta contra a violência de gênero.
Ah, Ricardo, a 'responsabilidade individual no trânsito' é reforçada depois que o acidente *já aconteceu* e a omissão *já ocorreu*. Onde estava o Estado para *prevenir*? E a prisão do estuprador, claro, é o mínimo. Mas a questão é: por que o crime aconteceu? Onde falhou o monopólio da segurança? E a palestra emocionante, embora louvável, é um paliativo. O Estado não previne a violência de gênero; ele reage, e muitas vezes, tarde demais, com um sistema que custa fortunas e não garante a segurança de ninguém. Falando em farsas, em Blumenau, um homem inventou um assalto para esconder que foi esfaqueado pela esposa. A Polícia Militar desvendou a farsa. Mais um caso de 'segurança' que se resume a desvendar o que já deu errado.
Peter, a prevenção é um desafio complexo que envolve múltiplos fatores sociais e econômicos, não apenas a ação policial. O sistema de justiça criminal, com suas falhas, é a estrutura que temos para lidar com as consequências e buscar a responsabilização. A condenação por omissão de socorro, a prisão de um condenado por estupro e a elucidação de um caso de violência doméstica, mesmo que inicialmente mascarado, são exemplos de que o sistema, ainda que reativo, cumpre seu papel de aplicar a lei e buscar a verdade. A palestra de Lili de Grammont, por sua vez, é um esforço crucial de conscientização e apoio às vítimas, que complementa a ação legal.
QUADRO: SAÚDE
No campo da Saúde, temos duas notícias importantes. O Projeto de Lei 294/25, proposto pelo deputado catarinense Pezenti, que cria o Programa Nacional de Apoio às Pessoas com Esclerose Múltipla, o PNAPEM, foi aprovado na Câmara dos Deputados. O texto também define a esclerose múltipla como deficiência legal, garantindo mais direitos aos pacientes. Uma iniciativa que visa dar suporte e reconhecimento a uma parcela vulnerável da população. Além disso, uma servidora da comarca de Blumenau lançou um livro, 'Água com Qualidade: Um Panorama da Balneabilidade da Costa Catarinense', que discute os desafios da balneabilidade em Santa Catarina, relevante para a saúde pública e a preservação ambiental, especialmente neste Mês do Meio Ambiente.
Ah, sim, mais um 'Programa Nacional de Apoio', Ricardo. Quantos programas nacionais o Estado precisa criar para 'apoiar' as pessoas? E cada um deles vem com uma nova camada de burocracia, custos administrativos e, claro, impostos para financiar tudo isso. Definir esclerose múltipla como 'deficiência legal' é apenas uma forma de o Estado carimbar mais uma categoria para si, criando mais dependência e mais regulamentação. E o livro sobre balneabilidade? Excelente iniciativa individual, mas a ironia é que a qualidade da água muitas vezes é comprometida pela própria infraestrutura estatal deficiente ou pela falta de incentivos para a iniciativa privada resolver o problema de forma mais eficiente.
Peter, o PNAPEM busca padronizar e otimizar o suporte a pacientes com esclerose múltipla em nível nacional, algo que a iniciativa privada, por si só, teria dificuldade em coordenar e financiar em larga escala. A definição legal de deficiência é fundamental para garantir o acesso a direitos e políticas públicas já existentes, como cotas e acessibilidade, que de outra forma seriam negados. Quanto à balneabilidade, o livro de uma servidora pública demonstra o engajamento de indivíduos dentro do setor público em questões cruciais de saúde ambiental, que exigem monitoramento e regulamentação para proteger a coletividade, algo que o mercado, por si só, não prioriza sem um arcabouço regulatório.
QUADRO: EDUCAÇÃO
Curiosamente, não temos notícias específicas sobre educação hoje. Talvez seja um sinal de que, quando o estado não está ativamente 'gerenciando' algo, as coisas ficam mais quietas... ou simplesmente não são notícia porque a mediocridade virou o padrão e não choca mais ninguém.
Ou talvez, Peter, as notícias sobre educação não foram curadas para este episódio, o que não significa ausência de desafios ou avanços. A educação é uma área complexa, com muitos atores, e o papel do estado, embora debatido, é inegável na garantia de acesso e padrões mínimos, especialmente para as camadas mais vulneráveis da população que não teriam acesso sem a provisão pública.
Acesso e padrões mínimos, Ricardo, que muitas vezes se traduzem em monopólio e mediocridade, com resultados que deixam a desejar e custos exorbitantes. Mas sigamos, antes que a burocracia educacional nos alcance e nos imponha uma grade curricular inútil.
QUADRO: POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
No quadro de Política e Administração Pública, começamos com uma dose de 'justiça' que se desfaz. O TJSC reverteu a condenação do ministro Guilherme Boulos em um processo movido pelo empresário Luciano Hang, referente a publicações em redes sociais. Mais um exemplo de como o judiciário, pago com o seu dinheiro, gasta tempo e recursos para reverter suas próprias decisões. E falando em dinheiro, a Celesc explicou a composição da tarifa de energia elétrica em Santa Catarina, revelando que apenas 17% do valor da conta de luz ficam com a distribuidora. O resto? Impostos e encargos setoriais. Ou seja, você paga uma fortuna para o Estado e seus parasitas, e a empresa que realmente entrega o serviço fica com a migalha. Isso é um roubo legalizado! Enquanto isso, o Partido Novo de SC se distancia de Zema para manter aliança com o PL, e temos um desfile de pré-candidatos a deputado estadual, como Carlos Wagner, Chica do Eskudlark e Rodrigo Preis, todos prometendo 'soluções' que invariavelmente significam mais Estado e mais impostos. E em Joinville, a cassação do vereador Cleiton Profeta acirra a crise entre PL e Novo, mostrando que a política é um jogo de poder, não de princípios.
Peter, a reversão da condenação de Boulos pelo TJSC demonstra que o sistema judicial, embora lento, possui mecanismos de revisão e correção, garantindo o devido processo legal e a possibilidade de recurso. Não é ineficiência, é o funcionamento do sistema de garantias. Sobre a Celesc, é fundamental entender que a composição da tarifa de energia é complexa e reflete a estrutura regulatória do setor elétrico brasileiro, que inclui investimentos em infraestrutura, subsídios sociais e, sim, uma carga tributária significativa, mas que financia serviços públicos essenciais. Não é um 'roubo', mas a forma como a sociedade opta por financiar certas políticas. Quanto às movimentações políticas, elas são parte inerente do processo democrático. As pré-candidaturas e as articulações entre partidos, como o Novo e o PL, ou o quarteto político de SC buscando consolidação, são a dinâmica natural da busca por representatividade e governabilidade, visando as eleições de 2026. O deputado Jorge Goetten, por exemplo, propõe isenção de contribuição previdenciária para compensar empresas pelo fim da escala 6x1, uma tentativa de mitigar impactos econômicos de mudanças regulatórias.
Mecanismos de revisão que gastam anos e milhões do contribuinte para corrigir o que nunca deveria ter sido errado, Ricardo? E a 'estrutura regulatória' da Celesc é uma máquina de extração. Chame de 'financiamento de políticas', eu chamo de confisco. O Estado decide o que é 'essencial' e te obriga a pagar por isso, não importa se você concorda ou não. E o processo democrático? É uma ilusão onde 'representantes' prometem mundos e fundos para gerenciar a vida alheia, enquanto a conta fica para o pagador de impostos. O deputado Goetten, com sua isenção, está apenas remendando o estrago causado por outra intervenção estatal, a mudança na escala 6x1. É o Estado criando o problema e depois 'resolvendo' com mais intervenção. A pesquisa Mapa indicando triplo empate para o Senado em SC só mostra que teremos mais do mesmo, com diferentes rostos, mas a mesma sede por poder e recursos alheios.
QUADRO: ESPORTES E INTERESSE COMUNITÁRIO
No quadro de Esportes e Interesse Comunitário, temos uma notícia que enche de orgulho Santa Catarina. Nove atletas da Associação Blumenau de Karatê, a ABK/SME Blumenau, foram convocados para defender o Brasil no Campeonato Sul-Americano de Karatê, que acontece em Cartagena, Colômbia. A equipe de Blumenau é a que mais contribui com integrantes para a Seleção Brasileira na modalidade Kumitê. Isso demonstra o talento, a dedicação e o trabalho sério desenvolvido por esses atletas e suas equipes, representando o país e o estado em nível internacional.
Excelente conquista para os atletas, Ricardo. É a prova de que o talento e a dedicação individual, aliados ao esforço de uma *associação* privada como a ABK, são o que realmente impulsiona a excelência. A 'SME Blumenau' pode até estar no nome, mas a glória é dos indivíduos e da organização que os treina, não do carimbo estatal. O Estado, no máximo, oferece uma estrutura que, se não atrapalha, já é um ganho. A verdadeira força está na iniciativa de base, na paixão e no compromisso pessoal, não na burocracia esportiva.
Peter, a parceria com a Secretaria Municipal de Esportes, a SME Blumenau, é crucial para a sustentabilidade de projetos como o da ABK. Ela oferece suporte logístico, infraestrutura e, muitas vezes, recursos que permitem que esses atletas de alto nível continuem treinando e competindo. O reconhecimento público e o apoio institucional são importantes para fomentar o esporte na comunidade, permitindo que mais jovens tenham acesso a essas oportunidades e desenvolvam seu potencial, algo que transcende o mérito individual e se torna um benefício coletivo.
QUADRO: RAPIDINHAS DA LOUCURA ESTATAL
E para fechar, nas Rapidinha da Loucura Estatal, temos um clássico: a Justiça de Santa Catarina anulou uma multa aplicada pelo município de Penha contra uma senhora de 98 anos. A decisão da 2ª Vara da comarca reconheceu uma falha grave na comunicação do processo administrativo sancionatório. Uma senhora de 98 anos, Ricardo! O Estado não consegue nem multar alguém sem cometer uma falha 'grave'. Isso mostra a arbitrariedade, a incompetência e a falta de respeito com o cidadão. Quantas multas injustas são mantidas porque as pessoas não têm a energia ou os recursos para lutar contra a máquina burocrática?
Peter, é lamentável que a senhora de 98 anos tenha passado por isso, e a falha na comunicação é inaceitável. No entanto, o ponto crucial aqui é que a *Justiça* agiu e corrigiu o erro da administração municipal. Isso demonstra que há mecanismos de controle e que o devido processo legal, quando acionado, funciona para proteger o cidadão contra abusos ou falhas do poder público. Não é a regra que o erro persista, mas sim que ele seja corrigido, e este caso é um exemplo disso.
Corrigido, Ricardo, mas só depois de um processo, de gasto de tempo e recursos, e de uma senhora de 98 anos ter que se preocupar com uma multa absurda. Quantos não têm a sorte de ter um processo anulado? A regra é o Estado errar e o cidadão pagar a conta, seja em dinheiro ou em estresse. A correção é a exceção, e só acontece porque alguém teve que lutar contra a burocracia parasitária. É a prova de que o Estado é um elefante em uma loja de cristais, e nós somos os cristais.
FECHAMENTO EDITORIAL
E assim encerramos mais um Webjornal Vale da Liberdade. Vimos hoje que, seja na segurança, na saúde ou na administração, o Estado continua sendo uma máquina ineficiente e cara, que se intromete em tudo e resolve pouco, enquanto o indivíduo é quem realmente faz a diferença. Pensem nisso: quem realmente te protege, te cura e te educa? O Estado, ou você e suas escolhas?
Peter, a realidade é que vivemos em uma sociedade complexa, onde a colaboração entre indivíduos, iniciativa privada e instituições públicas é fundamental. O Estado, com suas imperfeições, ainda é o arcabouço que permite a coexistência e a busca por soluções em larga escala. A discussão sobre seu papel é contínua e necessária, mas a busca por um equilíbrio é o caminho. Agradecemos a sua audiência e convidamos a todos para continuarem acompanhando nossas análises.
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