BRASIL E MUNDO — Abertura
Os números do IBGE continuam lindos, cheios de coraçõezinhos e desenhados com canetinha rosa pelo burocrata de plantão. Mas na vida real, a história é bem diferente. A economia brasileira está se deteriorando a passos largos, e o fantasma da hiperinflação voltou a assombrar o bolso de quem tenta sobreviver neste país.
Uma pesquisa recente revelou que o consumo das famílias de classe C e D simplesmente despenca 55% entre os dias 12 e 25 de cada mês. É o retorno daquele velho comportamento trágico dos anos 80: caiu o salário na conta? Corre para gastar tudo no mesmo dia, antes que o Estado destrua o valor do seu dinheiro.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Se você olha as estatísticas oficiais do governo, parece que estamos vivendo na Suíça. O aparato estatal adora divulgar dados maquiados para tentar convencer você de que a economia está voando. Mas experimenta ir ao supermercado. A inflação real, especialmente a dos alimentos, está massacrando a classe média e a população de baixa renda. E o povo, ao contrário do que os burocratas pensam, não é bobo. As pessoas perceberam a armadilha do imposto inflacionário.
O estudo feito pela fintech Jeitto, baseado no comportamento de 15 milhões de clientes cadastrados, escancara o que eles chamam de ponto cego da renda. Entre os dias 12 e 25 do mês, o consumo desaba mais pela metade. Por outro lado, nos últimos cinco dias que antecedem o pagamento, o gasto dispara 73%. A massa trabalhadora gasta tudo o que tem assim que recebe e já começa a empenhar o dinheiro antes mesmo de ele cair na conta.
As empresas costumam pagar seus funcionários em datas específicas, seja no dia 25, dia 28, dia primeiro, dia 5 ou dia 10. No intervalo entre o dia 12 e o dia 25, quase ninguém recebe novo pagamento. Em uma economia saudável, com moeda forte e sem a sanha gastadora do governo, as pessoas deixariam o dinheiro rendendo na conta para comprar produtos aos poucos, conforme a necessidade.
Quem viveu a época da hiperinflação no Brasil lembra muito bem desse filme. Você recebia o salário e corria desesperado para o supermercado para lotar o carrinho. Deixar dinheiro parado na conta corrente em um cenário de destruição cambial é assinar um atestado de prejuízo. Se você deixar para comprar o presunto ou o feijão na semana que vem, a etiqueta do preço já vai ter mudado para cima. O brasileiro voltou a se comportar assim porque sentiu na pele que o poder de compra está derretendo.
E de onde vem essa desvalorização desenfreada? Vem do gasto público estatal fora de controle. O governo Lula segue em uma trajetória irresponsável de gastança e endividamento, e não existe taxa de juros no mundo que consiga segurar esse desastre fiscal. A inflação nada mais é do que o roubo silencioso promovido pelo Estado quando ele imprime moeda e gasta mais do que arrecada. É a transferência de riqueza do seu bolso diretamente para os cofres de Brasília.
As famílias estão operando no limite absoluto. A piada trágica de que está sobrando mês no fim do dinheiro virou regra para a grande maioria das pessoas. Ninguém mais tem folga orçamentária, margem de segurança ou capacidade de poupança. A sociedade foi empurrada para uma rotina de sobrevivência diária, onde adiar uma compra básica significa pagar mais caro no dia seguinte.
Paralelamente a esse esfacelamento do consumo, a economia real está travada. Empresas e investidores estão paralisados esperando o resultado das próximas eleições, porque todo mundo sabe que o brinquedinho estatal vai quebrar. Dependendo de quem estiver no comando da máquina de coerção nos próximos anos, a bomba fiscal vai explodir de vez.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
O resultado desse intervencionismo estatal irresponsável é uma população refém, que precisa torrar cada centavo no dia do pagamento para não ver o próprio esforço evaporar. Não se engane com o discurso oficial de burocrata e os gráficos bonitos do IBGE.
Se você continuar confiando o seu futuro às promessas e às estatísticas de papel do governo, o seu poder de compra vai continuar sendo devorado dia após dia. Fique atento, proteja o seu patrimônio e lembre-se: quanto maior o Estado, menor é a sua liberdade e o seu poder de compra.