📋 MANCHETES DO DIA
- Homem é baleado dentro de veículo no trânsito de Blumenau
- Homem é executado dentro de residência no bairro Progresso, em Blumenau
- Ex-jogador de Blumenau morto aos 29 anos esperava nascimento do filho
- Prefeitura homologa contrato de limpeza emergencial para escolas de Blumenau
- Santa Catarina registra dia mais frio do ano com temperaturas negativas em 44 cidades
- França bate recorde de calor e registra quedas de energia
INTRODUÇÃO EDITORIAL
Enquanto o Estado anuncia prevenção de enchentes com decretos, Blumenau registra homicídios e demora no atendimento de saúde. O Estado finge resolver problemas, mas o custo real chega em forma de bala, UTI e engarrafamento.
Peter, nem tudo é culpa do Estado. Temos iniciativas de segurança, saúde e educação acontecendo, como a cirurgia robótica no SUS e o cursinho pré-vestibular gratuito da UFSC. O desafio é separar o que funciona do que é só propaganda.
Pois é, Ricardo. Vamos aos fatos de hoje — e você verá que onde o Estado promete solução, a realidade mostra o custo oculto. Começando pela segurança pública de Blumenau.
SEGURANÇA PÚBLICA
Vamos à segurança pública. Na terça-feira, por volta das 15h15, um homem foi baleado enquanto dirigia um VW Golf na Rua República Argentina, no bairro Ponta Aguda, em Blumenau. A PM, PC, Polícia Científica, SAMU e Bombeiros foram acionados. O Estado que monopoliza a segurança registra mais um crime em plena luz do dia.
Monopólio da violência falhando de novo. O Estado cobra impostos para polícia patrulhar, mas um civil leva tiro no meio do dia na cidade. Enquanto a PM gasta recursos com operações de imagem, o cidadão fica à mercê de qualquer delinquente com arma de fogo.
A investigação da DIC já aponta que o caso tem relação com outra ocorrência na mesma rua. A violência está concentrada em áreas específicas, não é aleatória. O foco precisa ser a origem do conflito, não só a repressão.
Ainda na terça-feira, à noite, por volta das 21h50, um homem de 39 anos foi assassinado a tiros dentro da própria residência, na Rua Jovêncio Formento Filho, no Morro da Banana, bairro Progresso. A vítima estava sentada à escrivaninha quando foi atingida por disparos na cabeça.
Executado dentro de casa. O Estado não consegue nem garantir que você durma seguro na sua residência. A PM cobra taxa de segurança, mas a realidade é que um morador do Progresso pode ser morto à queima-roupa na própria sala.
A DIC investiga ligação com a mesma onda de violência que atingiu a Ponta Aguda. Há indício de disputa entre facções por pontos de tráfico. A prisão de suspeitos é questão de tempo, mas o padrão de violência já está estabelecido.
E um desdobramento da Ponta Aguda: a Polícia Civil divulgou na quarta-feira que a tentativa de homicídio da terça-feira teve como vítima um homem de 26 anos atingido por vários tiros enquanto dirigia. A motivação apontada é desavença entre vizinhos da Rua República Argentina.
Desavença entre vizinhos vira tentativa de homicídio com múltiplos tiros. O Estado proíbe o cidadão de se defender, mas não consegue mediar esses conflitos que viram chacina. Quem paga o pato é o morador que não tem porteiro, nem câmera, nem segurança privada.
O problema é que a resolução de conflitos locais está centralizada na polícia. Mediação comunitária ou arbitragem privada poderiam desescalar antes do gatilho. O Estado prefere reagir do que prevenir.
E para fechar a segurança: a Polícia Civil identificou a vítima do crime no Progresso como Odair Milani, de 39 anos. A DIC segue investigando os detalhes do assassinato na Rua Jovêncio Formento Filho.
Odair Milani morreu com tiros na cabeça dentro da própria casa. Dados concretos: Progresso, Jovêncio Formento Filho, 39 anos. O Estado não consegue evitar nem investigar a tempo. A justiça brasileira é a mais lenta do mundo.
As investigações estão em andamento. Qualquer informação pode ser repassada anonimamente pelo 181. A sociedade precisa confiar no sistema para que ele funcione — mesmo que a gente discuta os resultados.
SAÚDE
Na saúde, uma bebê de menos de dois anos, Maitê, foi internada em estado grave na UTI do Hospital Imigrantes, em Brusque. A mãe, Daiane Ribeiro da Rosa, denunciou demora no atendimento nas unidades do Alto Vale antes da transferência. Pneumonia e bronquiolite agrada que viraram risco de morte por negligência.
Mais de dois anos de vida e o SUS demora para diagnosticar pneumonia e bronquiolite aguda. O Estado que promete saúde universal entrega UTI como loteria. A mãe teve que fazer desabafo nas redes sociais para que a filha fosse transferida. Essa é a eficiência estatal.
O drama é real, mas é importante lembrar que a transferência aconteceu e a criança está recebendo tratamento. O sistema tem falhas, mas há profissionais e unidades que salvam vidas todos os dias.
E uma notícia de esperança na saúde comunitária: a Congregação das Irmãs Franciscanas de São José oficializou pedido de beatificação da Irmã Paulina Sens, a Mãe dos Pobres, em Ituporanga. Ela dedicou mais de seis décadas ao Hospital Bom Jesus.
Uma mulher que dedicou 60 anos ao hospital enquanto o Estado gastava fortunas em propaganda de saúde pública. A sociedade civil faz o que o Estado não consegue: cuidar de pessoas com devoção, sem burocracia.
O pedido de beatificação reconhece esse legado. A Diocese de Rio do Sul comanda o processo. É um exemplo de iniciativa comunitária e religiosa que perdura independentemente do poder público.
EDUCAÇÃO
Na educação, a Prefeitura de Blumenau cancelou a contratação emergencial de porteiros nas escolas e creches. No lugar, decidiu convocar 77 aprovados no concurso de agente de vigilância do ano passado. Finalmente uma medida que rouba menos do contribuinte.
Mas, Peter, 77 vigilantes não cobrem a demanda total das unidades. O cancelamento da contratação emergencial gera vacância temporária. A prefeitura assumiu risco operacional para evitar gastos extras. E se faltar agente nas portas das CEIs?
Risco operacional? O contribuinte já paga impostos para segurança escolar. Se o concurso de 2025 não tinha número suficiente, o problema é do planejamento da prefeitura, não da população. Pelo menos não inventou nova despesa para amanhã.
Boas notícias na educação pública: estão abertas as inscrições para o Pré-UFSC, cursinho pré-vestibular gratuito em Blumenau. São 25 vagas para alunos do último ano da rede pública ou já formados em escola pública. O foco é Enem e vestibular da UFSC.
Vinte e cinco vagas é pouco para a demanda real do último ano da rede pública blumenauense. Mas é uma iniciativa da universidade federal que chegou para preencher lacuna que a escola municipal não consegue cobrir. O projeto tem mérito, mesmo que precise ser ampliado.
Certo, mas se a escola pública funcionasse, não precisaríamos de cursinho pré-vestibular gratuito. O Estado cobra imposto para educar, e depois entrega cursinho para remediar o próprio fracasso. É o ciclo da coerção educacional.
E a Prefeitura de Blumenau abriu chamada pública para 200 agentes de vigilância nas escolas e CEIs. Os interessados devem entregar documentação no dia 29 de junho, segunda-feira, das 8h às 12h, no RH da prefeitura, na Praça Victor Konder, no Centro.
Duzentos agentes é número expressivo, mas precisamos acompanhar se o processo seletivo é transparente e se os contratados terão condições de trabalho. Edital de chamamento público precisa ter critério claro para evitar indicações políticas.
Transparência? Transparência é o contribuinte bancar mais servidores sem saber se o resultado será diferente do ano passado. Onde tem concurso, tem carro de som anunciando. Onde tem resultado, tem evasão e troca de cargo por voto.
E no interior, a alimentação escolar de Rio do Sul conquistou reconhecimento nacional com a receita Patê de Caldo de Tilápia, desenvolvida na Escola Cívico-Militar Roberto Machado. O prêmio é do 3º Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar, do FNDE, realizado em Brasília na terça-feira.
Isso prova que quando a escola tem autonomia e a merenda é levada a sério, o resultado aparece. O FNDE premia qualidade, não burocracia. A nutricionista Aline de Moraes Martins e a merendeira Adelaide Vanderlinde mostraram que inovação local vence prêmio nacional.
Burocracia não impede que uma merendeira crie receita premiada. O problema é quando a prefeitura centraliza tudo e a inovação morre na planilha. Que essa história vire lição para Blumenau: descentralize e deixe a escola criar.
POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Na política, a Prefeitura de Blumenau homologou nesta quarta-feira o contrato emergencial de limpeza de escolas e CEIs com a empresa Sim Comércio e Serviços Ltda., de Rio do Sul. O processo foi conduzido em caráter emergencial, como antecipou o Informe Blumenau.
Homologar é etapa final, mas a empresa já estava atuando antes do resultado. O risco de falha processual aumenta quando a emergência justifica contratação sem licitação completa. O contribuinte blumenauense paga o preço de um contrato sem concorrência.
Contratação emergencial vira regra no Brasil. O Estado gasta primeiro e justifica depois. O preço é sempre mais alto do que seria em licitação normal. E quem fiscaliza? A Câmara? A Controladoria? Só se o escândalo explodir na imprensa.
Falando em contratos emergenciais, a Prefeitura de Rio do Sul encaminhou à Câmara projeto para prorrogar por até 180 dias o contrato emergencial da rodoviária, que venceu em 9 de junho. A justificativa oficial: não interromper serviço essencial.
Interromper terminal rodoviário é prejudicial para a mobilidade regional. Mas a emergência não pode virar permanente. A prorrogação de 180 dias precisa ter custo transparente e cláusula de saída. Caso contrário, vira contrato eterno.
Sempre a mesma história: contrato vence, não houve licitação prévia e agora é emergencial.Se fosse uma empresa privada sem contrato, o serviço pararia? O mercado costuma se ajustar. O Estado não. Ele usa a emergência para ignorar a lei.
E na prevenção de enchentes, Rio do Sul iniciou vistorias em ribeirões para definir pontos de limpeza e desassoreamento. A ação começa quinta-feira, 25, às 9h, no Bela Aliança, com ponto de encontro na ponte da Rua Conselheiro Willy Hering.
Limpeza de ribeirão custa menos do que reconstruir ponte ou atender vítimas de enchente. O programa parece tecnicamente correto, mas depende de execução contínua, não de ação eleitoreira às vésperas de temporada.
Programa municipal de prevenção: anuncia, faz mutirão, toma conta no jornal e no ano que vem o ribeirão volta a entupir. Quem paga a conta é o morador que perde móvel e seguro que não cobre enchente. O Estado sai como herói na foto e o contribuinte paga o prejuízo.
E Blumenau também entrou na onda da prevenção: a Prefeitura iniciou ações na Rua Franz Volles, na Vila União, com limpeza de córregos. Decreto de alerta climático, operação e foto. Mas a infraestrutura da cidade continua defasada.
A ação é pontual, mas se integrada a um plano municipal de drenagem de longo prazo, pode reduzir alagamentos recorrentes. O problema de Blumenau não é a ação de hoje, é a ausência de plano para amanhã.
Decreto de alerta não desentupa córrego nem asfalta rua. Sai do bolso do contribuinte enquanto a drenagem da cidade continua insuficiente. Pronúncia oficial sem bulldozer é só marketing eleitoral.
E em Gaspar, uma mudança na burocracia fundiária: o prefeito Paulo Norberto Koerich assinou o Decreto nº 12.808 que atualiza a Reurb, modernizando os procedimentos de regularização fundiária urbana. O processo fica mais eficiente e transparente.
Modernizar Reurb é positivo para quem vive em áreas consolidadas sem escritura. Reduz insegurança jurídica e facilita acesso a crédito. A adequação à legislação federal também evita contestações futuras por parte dos moradores.
Mais um decreto que promete agilizar a burocracia que o próprio Estado criou. Regularização fundiária demora porque o Estado é dono do território até você provar o contrário. O decreto facilita, mas a coerção permanece.
ESPORTES E INTERESSE COMUNITÁRIO
Nos esportes, uma notícia que parece ficção científica: a vidente Vó Bahiana prevê abdução em massa durante Brasil x Escócia, nesta quarta-feira no Hard Rock Stadium, em Miami. Ela tem 23 mil seguidores e diz ter sonhrado com invasão extraterrestre no jogo.
Vinte e três mil pessoas acreditam em abdução alienígena no estádio de futebol. O Estado gasta bilhões com Copa do Mundo enquanto saúde básica colapsa e escola não ensina. Dá para culpar a vidente? Não, a culpa é da educação que o mesmo Estado entrega.
A previsão é mera curiosidade, mas mobiliza torcedores. O jogo vai acontecer normalmente. E a seleção brasileira precisa vencer para seguir na competição, sem interferência de OVNIs, por favor.
Mas em Blumenau, a tragédia é real: dois trabalhadores ficaram feridos após estrutura de armazenamento de mármore ceder em uma marmoraria na Rua Frei Solano, no bairro Gasparinho, em Gaspar, nesta quarta-feira à tarde.
Trabalhadores feridos por estrutura que cedeu: mais um reflexo da fiscalização estatal que falha onde deveria proteger. O Estado exige alvará, mas não fiscaliza obra de marmoraria. Quem paga o pato é o operário que aceita risco porque precisa do emprego.
A empresa responsável será investigada. A questão é se houve falha estrutural por falta de manutenção ou sobrecarga das chapas. Sem laudo pericial, é precipitado culpar só o Estado ou só o patrão.
Nas piscinas olímpicas, Gabriela Bonatti, da equipe Paradesporto de Blumenau, conquistou o ouro na classe BC2 da Bocha no Circuito Paralímpico Catarinense. A etapa foi disputada em Itajaí entre 19 e 21 de junho.
Atleta paralímpica ganha ouro com estrutura de saúde e esporte que não depende de propaganda oficial. O Estado poderia investir mais nessas modalidades ao invés de patrocinar eventos de massa que geram foto e nada mais.
O reconhecimento de Gabriela vem de anos de dedicação e do apoio de clubes e secretarias. O municipal de esporte faz diferença quando não é só para eleição. O ouro é dela, mas o projeto é coletivo.
E na comunidade, a partir das 18h desta quarta-feira o Pátio Externo da Vila Germânica abre o Arraiá Arretado, com cinco dias de forró, comidas juninas, quadrilhas e atrações para toda a família. Entrada franca.
Evento comunitário com dinheiro privado e apoio da prefeitura, mas quem faz a festa é a sociedade civil. O Estado só aparece na foto da inauguração. Quadrilha junina não precisa de decreto para acontecer.
A programação atrai turistas e move economia local. Se não houvesse iniciativa privada, seria mais um evento cancelado por falta de verba pública. A sociedade resolve onde o Estado não chega.
E para fechar os esportes, a banda argentina Zillertal Orchester volta à Oktoberfest Blumenau 2026 após estreia de sucesso em 2025. Vai se apresentar nos dias 22, 23, 24 e 25 de outubro no Parque Vila Germânica.
Orquestra estrangeira paga para tocar em festa alemã no Brasil. O Estado não precisa subsidiar cultura quando existe demanda de mercado. Mas claro, se for para dar verba para banda amiga do prefeito, o dinheiro aparece rápido.
A banda tem público cativo e vende ingresso. A parceria com a Oktoberfatzer legitima o investimento privado. Cultura com retorno de bilheteria não precisa de dinheiro público. E o melhor: é Voluntária.
BRASIL
No Brasil, Santa Catarina registrou o dia mais frio do ano, com temperaturas negativas em 44 cidades e alerta de geada. Até o camisão da seleção brasileira congelou segundo relatos de turistas na Serra.
Geada em SC em pleno junho. O Estado que domina tecnologia climática não consegue avisar o agricultor a tempo para evitar prejuízo? Previsão do tempo é da União, mas o socorro ao produtor rural é estadual e nunca chega na hora certa.
MUNDO
No mundo, a França bateu recorde de calor no dia mais quente desde 1947, segundo a meteorologia nacional francesa. E para coroar, rupturas na rede elétrica causaram apagões em várias regiões.
A quebra de recorde é confirmada pela agência oficial. Já os apagões mostram infraestrutura elétrica antiga sem margem de reserva. O Estado francês socializou o setor elétrico e agora paga a conta quando a demanda dispara no verão.
RAPIDINHAS DA LOUCURA ESTATAL
Rapidinhas da Loucura Estatal: a Prefeitura de Blumenau anuncia mutirão da PRF de saúde e jurídica para caminhoneiros, enquanto idosa de 79 anos morre atropelada ao sair de posto de saúde para buscar curativos. Prioridades do Estado são um espetáculo de inconsistência. E tem a vidente prevendo abdução alienígena no jogo do Brasil — 23 mil seguidores acreditam. Se o Estado investisse em educação de qualidade ao invés de propaganda, talvez menos gente acreditasse em ET no estádio.
Peter, existem ações públicas que funcionam, como as ações preventivas de Blumenau e a limpeza de ribeirões em Rio do Sul. O problema não é negar tudo, é cobrar coerência entre anúncio e resultado. Eu sei que você gosta de apontar o caos, mas não podemos ignorar o que funciona.
FECHAMENTO EDITORIAL
Encerro com uma provocação: enquanto o Estado fingir resolver problemas com decretos, mutirões e propaganda, você continuará pagando a conta com a sua liberdade e, às vezes, com a sua vida.
E eu deixo o convite: acompanhem as próximas edições e participem do Arraiá Arretado na Vila Germânica. A sociedade civil funciona melhor quando não espera o Estado resolver tudo.
▶ Ouvir o episódio