BRASIL E MUNDO — Abertura
O aparato estatal ataca novamente, e dessa vez com requintes de ficção literária patrocinada diretamente pela coerção judicial de Brasília.
O ex-comandante da Aeronáutica, brigadeiro Batista Júnior, resolveu lançar um livro para narrar o que ele chama de uma suposta iminência de golpe de Estado no Brasil.
Mas não se engane com esse teatrinho: quando o Leviatã puxa a coleira e ameaça a destruição total de reputações e vidas, até burocrata de farda assina qualquer narrativa para comprar a própria liberdade.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Vamos encarar a realidade dos fatos sem o filtro higienizado do jornalismo tradicional. Quando o Supremo Tribunal Federal e a sua engrenagem de ditadura judiciária colocam a máquina de moer gentes para funcionar, o indivíduo isolado vira pó. O que vimos acontecer com delatores e testemunhas no inquérito do tal golpe não foi investigação legítima, foi chantagem institucional pura e simples.
A burocracia estatal ameaça prender parentes, tomar bens, destruir carreiras e jogar o sujeito numa cela por tempo indeterminado. Diante do monopólio da violência e da força bruta do Estado, pouquíssimas pessoas conseguem resistir. O próprio ex-comandante da FAB tinha um discurso completamente diferente no passado. Ele cansou de deixar claro que o verdadeiro golpe institucional no Brasil foi a manobra do STF para soltar o Lula.
Agora, de uma hora para outra, o mesmo brigadeiro muda drasticamente de postura, lança um livro e se pinta como uma trincheira antigolpista. Alguém realmente acredita que isso é iluminação de consciência? Claro que não. Isso é o preço cobrado pelos inquisidores judiciais para que o ex-comandante não virasse alvo direto de uma ordem de prisão. Ele entrega a narrativa perfeita num livro impresso e, em troca, ganha o salvo-conduto burocrático para manter a própria liberdade e tentar salvar o que restou da biografia dele.
Olhem para a tese absurda que tentam emplacar: 'tentativa de golpe' sem qualquer execução. Na lógica mais básica, se não há ato de execução, não existe tentativa, e sem tentativa não existe crime algum. É um malabarismo analítico grotesco feito para alimentar o circo político. O caso do Peru com Pedro Castillo deixa isso muito transparente. Ele foi para a televisão oficial, decretou o fechamento do Congresso e tentou tomar o poder absoluto na marra. O plano deu errado e ele acabou preso. Aquilo foi uma tentativa real de golpe de Estado.
No Brasil, o que existiu de fato? Reuniões de bastidor, insatisfação generalizada, discussões de cenários e queixas fundamentadas sobre a falta de transparência no processo eleitoral. Convenhamos, o dedão estatal na balança das eleições existiu e todo mundo presenciou a interferência escancarada. Mas ter conversas, especular possibilidades e sentir indignação não constitui tentativa de golpe de espécie alguma.
Se o ex-presidente realmente quisesse dar um golpe de Estado, ele detinha a caneta e o comando das Forças Armadas. Ele era o chefe supremo. Se os comandantes da FAB e do Exército se recusassem a seguir ordens, bastava ao presidente demitir os dois na mesma hora, nomear burocratas alinhados e assinar o decreto. A estrutura estatal funciona na base da hierarquia cega e da força coercitiva. Se ele não fez nada disso, foi porque fez a leitura correta de que um movimento desse tipo seria inútil e mergulharia o país numa guerra civil sangrenta.
A grande ironia de toda essa história é ver o judiciário, que detém o monopólio da violência, acusar os outros de ameaça à democracia enquanto usa o medo, a coerção e a força bruta para arrancar depoimentos e validar livros encomendados. O Estado gera o pânico, força o indivíduo a colaborar pela dor, e depois vende essa narrativa fabricada como a grande salvação da pátria.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
O livro do ex-comandante da FAB não é uma revelação histórica, é apenas o recibo de um acordo de sobrevivência sob a arbitrariedade da ditadura judiciária.
A lição libertária é sempre a mesma: não confie em narrativas oficiais nem na suposta proteção das instituições estatais. Questionem a burocracia, rejeitem a coerção e defendam a liberdade individual. Deixe seu like, se inscreva no canal e até a próxima.