BRASIL E MUNDO — Abertura

O Estado brasileiro atingiu um novo patamar de insanidade autoritária: mandar prender um homem não por um crime de sangue recente, mas pelo crime gravíssimo de tentar conceder uma entrevista a um veículo de comunicação.

Marco Heredia, o ex-marido de Maria da Penha, foi silenciado antes mesmo de conseguir abrir a boca. A burocracia estatal decidiu que a versão dele não pode sequer ser ouvida pelo público, instaurando uma censura prévia descarada.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

Para quem não conhece o caso ou não se lembra do histórico, Marco Heredia foi acusado e condenado na Justiça pelo tiro que deixou Maria da Penha paraplégica — um trágico evento que acabou dando origem à famosa lei contra a violência doméstica. Ninguém aqui está questionando a importância de proteger indivíduos contra agressões físicas ou a gravidade da violência. A questão central, escandalosa e profundamente preocupante é o uso da força do Estado para proibir um cidadão de dar a sua versão dos fatos.

Heredia defende uma história completamente diferente da narrativa oficial. Ele alega que, no dia do crime, a casa foi invadida por um assaltante que disparou contra ela e que a versão apontando-o como culpado só surgiu mais tarde, após desentendimentos pessoais. Se a versão dele é verdadeira ou se é uma mentira deslavada, o processo judicial já foi concluído e ele cumpriu a pena imposta pelo tribunal. O absurdo é o império da lei estatista conceder ao Judiciário o poder de impor a censura prévia, tratando a palavra de um homem como uma ameaça à ordem pública.

E essa sanha censora da máquina estatal não começou hoje. Lembrem-se de quando o grupo Brasil Paralelo fez um grande documentário e produziu reportagens investigativas sobre o caso. A Justiça foi lá, baixou a canetada coercitiva e proibiu a exibição, mandando retirar todo o conteúdo do ar. O Estado brasileiro construiu uma narrativa sagrada, e qualquer um que ouse apresentar contrapontos é sumariamente esmagado pela bota do sistema judiciário.

Pensem comigo sobre os incentivos perversos que operam nesse teatro. Se a verdade oficial do Estado é tão sólida, tão amplamente provada por investigações de polícias e decisões judiciais, por que diabos a burocracia do tribunal tem tanto pavor de uma simples entrevista? Ninguém mobiliza a polícia ou emite ordens de prisão para proibir um maluco de dar entrevista dizendo que a Terra é plana ou que os ETs construíram as pirâmides. E por que não proíbem? Porque teorias absurdas caem por si sós e não ameaçam a estrutura do poder.

Agora, quando o leviatã estatal usa a sua força policial e a ameaça de prisão para calar alguém antes mesmo da fala acontecer, o sinal emitido é cristalino: eles têm pavor do questionamento. A censura prévia gera uma repulsa imediata justamente porque revela o medo de que a versão oficial rua como um castelo de cartas. O indivíduo, sob a ótica dos burocratas do Judiciário, não tem sequer o direito de falar. O Estado arroga para si não apenas o monopólio da violência, mas também o monopólio absoluto da verdade histórica.

Essa atuação seletiva e aparelhada da Justiça estatal fica ainda mais evidente quando observamos outros episódios. Casos como o de Mariana Ferrer escancaram como certas engrenagens do Judiciário, inclusive nas mais altas instâncias como o STF, se movimentam com extrema agilidade para blindar narrativas políticas convenientes ao establishment. Mesmo diante da ausência total de provas, o aparato estatal atropela garantias básicas para proteger discursos alinhados à pauta ideológica dominada pela esquerda.

Numa sociedade pautada no livre mercado e na liberdade individual, a manifestação do pensamento é irrestrita. O público é formado por indivíduos adultos e conscientes, perfeitamente capazes de ouvir diferentes versões, julgar os fatos e tirar suas próprias conclusões. Mas o Estado paternalista trata cada cidadão como um incapaz, uma criança que precisa ter o ouvido tampado pelo papai-Estado para não ser contaminado por ideias não autorizadas pelos juízes de plantão.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

Quando o monopólio da violência precisa apelar para a prisão preventiva e para a censura prévia para impedir uma entrevista, ele não demonstra força — demonstra fraqueza, covardia e desespero de perder o controle sobre a narrativa.

Se o Estado decide quem pode falar e o que você pode ouvir, a sua liberdade já acabou. Pense nisso. Deixe o seu like, se inscreva no canal e continue questionando a tirania estatal. Até a próxima.