BRASIL E MUNDO — Abertura
Querem falar de apoio político de verdade ou de encenação bancada com o dinheiro espoliado do contribuinte? O senador Flávio Bolsonaro lançou uma vaquinha virtual de financiamento coletivo para a sua pré-campanha presidencial e arrecadou vinte e quatro mil reais em poucas horas.
Enquanto a patota da esquerda e a patrulha dos 'isentões' surtam nas redes sociais, a diferença fundamental entre a ação voluntária de indivíduos livres e o parasitismo estatal fica escancarada na cara de todo mundo.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
A vaquinha começou durante uma transmissão ao vivo no YouTube que ultrapassou cento e oitenta mil visualizações. Em pouquíssimo tempo, seiscentos e quinze doadores individuais tiraram dinheiro do próprio bolso para registrar apoio explícito. A plataforma permite contribuições que variam de dez a mil e sessenta e quatro reais, mas aceita até doações simbólicas de dois reais. O ponto central não é a quantia total arrecadada, mas o ato estritamente voluntário. Ninguém usou a força do Estado para arrancar aquele dinheiro da carteira de ninguém.
Basta abrir as redes sociais para ver o choro contínuo dos burocratas de plantão. A reclamação da vez é que o Partido Liberal já terá direito à maior fatia do Fundão Eleitoral: oitocentos e oitenta e um milhões de reais tomados à força da população. Eu concordo plenamente que o fundão eleitoral é um absurdo grotesco. O fundão é uma aberração imoral pelo simples fato de não ser voluntário. Imposto é roubo, e financiar campanha política com dinheiro extorquido da população é um assalto institucionalizado.
A vaquinha privada, por outro lado, mostra a beleza da livre escolha. Eu fiz o meu teste e doei dois pontos vinte e dois reais voluntariamente. Se você quiser doar, você doa. Se não puder doar nada — até porque a economia brasileira continua uma tragédia completa provocada pela intervenção estatal —, você não doa e ponto final. Ninguém vai mandar um fiscal armado na sua casa se você decidir guardar o seu dinheiro.
A esquerda fica apavorada com essa mobilização por um motivo muito simples: eles não conseguem esse tipo de apoio amplo e espontâneo da população em geral. O modelo deles depende de meia dúzia de milionários corporativistas alinhados ao poder ou da distribuição forçada do orçamento público. Quando veem o cidadão comum transferindo valores voluntariamente por Pix para apoiar um pré-candidato, a narrativa de que o Estado é indispensável desmorona.
Mas é claro que o tentáculo da burocracia estatal precisa sufocar a liberdade individual até numa doação voluntária. Para fazer uma simples contribuição, o sistema exige cadastro completo: nome, CPF, data de nascimento, e-mail, telefone, CEP, endereço e estado. Uma fiscalização indevida sobre o uso do seu próprio patrimônio.
Além do cadastro inquisitorial, a legislação eleitoral impõe restrições arbitrárias: o doador precisa ter mais de dezoito anos, capacidade jurídica de celebrar contratos, teto diário de mil e sessenta e quatro reais e limite máximo de doação engessado em até dez por cento dos rendimentos brutos do ano anterior. O leviatã faz questão de lembrar que, sob o monopólio da violência estatal, você não tem nem mesmo o direito pleno de dispor do seu próprio dinheiro como bem entender.
O contraste do sistema político brasileiro fica cristalino. De um lado, a máquina estatal extorque bilhões da sociedade civil para irrigar oitocentos e oitenta e um milhões de reais aos caciques partidários. Do outro lado, o indivíduo que decide apoiar voluntariamente uma candidatura com dois ou dez reais precisa enfrentar um emaranhado de regras impostas pela burocracia central.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
No fim das contas, essa iniciativa serve como um excelente teste de coerência: escancara a divisão entre o apoio voluntário de indivíduos responsáveis e a esmola forçada arrancada do seu bolso pelo aparato de coerção estatal.
Se você compreende a diferença brutal entre a liberdade de escolha e o roubo institucionalizado, assuma a responsabilidade pelo seu futuro, inscreva-se no canal e pare de aceitar que burocratas decidam o destino do seu patrimônio.