BRASIL E MUNDO — Abertura

A política estatal é uma cena mambembe de quinta categoria, custeada obrigatoriamente com o dinheiro que o governo extorque de você todo mês em forma de imposto.

Se você ainda acredita que políticos brigam ou fazem pazes por princípios ou caridade, acorde. Tudo nesse teatro é friamente calculado para capturar a sua atenção, manipular a sua emoção e manter o funcionamento da máquina coercitiva do Estado.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

Dá só uma olhada no melodrama recente envolvendo a tal reconciliação entre Michelle e Flávio Bolsonaro. Eles encenaram um desentendimento público, geraram debate na internet, lavaram roupa suja à vista de todos e, de repente, surgem gravando vídeo juntos, com direito a oração e material de campanha. É a clássica estratégia do marketing de narrativa: cria-se o conflito emocional para atrair a audiência e, no momento certo, entrega-se o desfecho feliz para engajar o eleitorado, em especial o público feminino.

No livre mercado, se uma empresa oferece um produto ruim ou apela para historinhas baratas, o consumidor simplesmente ignora e escolhe outra opção. Mas na política, esses caras usam a estrutura de folhetim justamente para angariar apoio e garantir a fatia deles no controle do aparato estatal. Quando questionada sobre a briga, a Michelle manda um 'levanta a mão quem não tem problemas na família'. É bonitinho, é emotivo, mas no fundo é só mais um enredo desenhado por assessores para manipular o público.

E enquanto a massa se distrai com essa novela familiar, a burocracia estatal trabalha a todo vapor para expandir seu poder de controle. Veja o caso da inteligência artificial. O Flávio Bolsonaro usou um recurso de IA durante uma convenção interna do PL. Não era nem propaganda eleitoral pública, era um evento fechado do próprio partido. Mesmo assim, o TSE, sob o comando do ministro Cássio Nunes e outros togados, marca reunião para decidir como o Estado vai 'abordar' e regular a inteligência artificial.

O Estado não tolera ver nenhuma tecnologia emergente ou ferramenta descentralizada funcionar sem que ele coloque as garras por cima. Os burocratas não criam nada, não produzem valor algum, mas exigem o monopólio da regra. Qualquer brecha serve de desculpa para criarem resoluções, restrições e punições, sempre sob o falso pretexto de proteger a democracia, quando na verdade estão apenas garantindo o controle da informação.

E por falar no Judiciário, a atuação do ministro Alexandre de Moraes escancara como o tal monopólio da justiça é uma ilusão. O Flávio Bolsonaro apontou hoje que Moraes virou um verdadeiro articulador político do Lula, chegando ao ponto de chamar o senador Davi Alcolumbre para conversas e articulações de governo. Onde está a tal separação de poderes que os defensores do Estado tanto exaltam nos livros? Não existe. O aparato judicial opera sem pudor como braço político do regime, agindo por puro desespero de preservação do próprio sistema.

E o absurdo não para por aí. Moraes mandou executar busca e apreensão contra a fonte de um repórter. Isso destrói diretamente o sigilo de fonte e inviabiliza o próprio jornalismo de investigação. Afinal, quem vai aceitar denunciar algo sabendo que o Estado pode simplesmente invadir sua casa e tomar seus bens? Já vimos isso no caso do Eduardo Tagliaferro, que era a fonte da Folha de S.Paulo e do Glenn Greenwald na Vaza Toga e acabou processado e perseguido.

O detalhe mais irônico é ver a imprensa tradicional surpresa. Quando a coerção estatal e as canetadas arbitrárias miravam apenas os adversários políticos do momento, a militância jornalística aplaudia o arbítrio. Agora que o leviatã estatista resolveu estraçalhar as garantias da própria imprensa, eles percebem o tamanho do problema. O Estado é um monstro insaciável: se você permite que ele viole as liberdades do seu inimigo hoje, amanhã ele usará a mesma força contra você.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

A lição é cristalina: não existe regulação estatal do bem, não existe 'xandão garantidor' e nem político salvador da pátria. Toda intervenção do Estado resulta em perda de liberdade, aumento da coerção e destruição de direitos individuais.

Pare de cair em historinhas emotivas de campanha e entenda de uma vez por todas: imposto é roubo e o Estado é uma gangue. Se inscreva no canal, deixe seu like e compartilhe esse comentário.