BRASIL E MUNDO — Abertura
Mais uma semana, mais um capítulo do espetáculo eleitoral do Estado brasileiro. A nova pesquisa BTG Nexus acabou de sair e confirma o que todo mundo já desconfiava: a população continua dividida sobre qual grupo vai gerir a máquina de coerção estatal. No segundo turno, Lula aparece com 47% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 44%.
Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, temos um empate técnico cravado na disputa pelo Palácio do Planalto. A mídia tradicional trata isso como uma grande batalha do destino, mas para quem entende a natureza do monopólio da violência, trata-se apenas do rebanho escolhendo quem vai assinar os decretos de extorsão tributária nos próximos quatro anos.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Vamos olhar os números diretos da fonte sem o filtro da imprensa chapa-branca. Esse levantamento do BTG Nexus entrevistou duas mil pessoas entre os dias 7 e 9 de agosto. Outra pesquisa, da Paulver, também mostrou esse mesmo cenário de empate técnico dentro da margem. A trajetória das amostragens indica um afunilamento claro entre os dois lados, com a diferença encolhendo a cada semana.
No cenário de primeiro turno, Lula lidera com 40% contra 35% de Flávio Bolsonaro. O dado matemático que a burocracia governamental odeia ver é que a soma de todos os candidatos de oposição supera numericamente o percentual do atual mandatário. Isso inviabiliza completamente qualquer chance de liquidação da fatura na primeira rodada e empurra a decisão para o confronto direto.
E é claro que as campanhas já definiram os slogans para enganar o pagador de impostos. O lema escolhido pela equipe do Lula foi 'O Brasil pronto para mais'. Uma pérola de honestidade involuntária. Pronto para mais o quê? Mais espoliação via impostos? Mais interferência estatal na economia? Mais burocracia sufocando quem tenta trabalhar? É o próprio leviatã avisando que a pirocracia regulatória vai aumentar.
Do outro lado, o filho do ex-presidente escolheu a frase 'O Brasil vai vencer', usando apenas o nome 'Flávio' no material publicitário. A estratégia de marketing busca descolar a imagem do candidato da rejeição pessoal do seu pai para tentar atrair o eleitor de centro. Afinal, o eleitorado bolsonarista raiz já vai votar nele de qualquer jeito por falta de opção libertária. A ideia deles é vender a ilusão de uma 'novidade' para gerir exatamente o mesmo aparato estatal de sempre.
Só que o fator determinante nessa eleição não é a propaganda, é o engajamento e a abstenção. A pesquisa revela que 83% dos eleitores de Flávio garantem que não vão mudar de voto de jeito nenhum. Já entre os eleitores de Lula, essa certeza cai para 80%. Pode parecer uma margem pequena, mas no dia da votação isso se converte em presença física na urna. O eleitor de direita está motivado para tirar o governo atual, enquanto a base governista demonstra um desânimo visível com a crise e a alta de custos.
Outro dado revelador da pesquisa: cerca de 25% dos brasileiros simplesmente não têm nenhum interesse por política. E quer saber? Esses são os únicos com sanidade mental preservada nesse país. Eles perceberam intuitivamente que não importa qual burocrata sente na cadeira presencial, o boleto do imposto chega do mesmo jeito. A pesquisa confirma ainda que o sentimento de antilulismo na sociedade continua consideravelmente maior do que o antibolsonarismo.
A grande armadilha da democracia representativa é fazer o indivíduo acreditar que trocar o carrasco no comando do Estado vai trazer algum tipo de liberdade. Não vai. Quem quer que ganhe continuará mantendo o monopólio da moeda, o monopólio da justiça e a gastança descontrolada bancada com o fruto do seu trabalho. A burocracia de Brasília não encolhe com voto.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
Não se deixe enganar por slogans bonitinhos ou gráficos de pesquisas eleitorais. Imposto continua sendo roubo e o Estado continua sendo uma corporação coercitiva, não importa se o gestor da vez usa terno da esquerda ou da direita.
A única vitória real que você pode ter é buscar sua independência individual longe das garras do governo. Deixe seu like, se inscreva no canal e comente aqui embaixo: você ainda acredita que algum político vai salvar o Brasil?