BRASIL E MUNDO — Abertura
Sabe qual é a diferença entre a iniciativa privada e o circo mambembe da política estatal? No mercado livre, as pessoas pagam voluntariamente para entrar em um evento. Na política coercitiva, o gado precisa ser transportado de ônibus fretado, pago indiretamente com o seu dinheiro escorchado em impostos.
O exemplo perfeito disso veio diretamente do Rio de Janeiro neste dia 22 de agosto de 2026. O início oficial da propaganda eleitoral escancarou o contraste ridículo entre quem arrasta público de forma espontânea e quem precisa recorrer ao velho curral eleitoral para tentar disfarçar o fracasso de público.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
De um lado da cidade, Flávio Bolsonaro lotou o Maracanãzinho para dar o pontapé inicial na sua campanha ao lado da esposa e de seus aliados de chapa. Do outro lado, lá em Moça Bonita, o evento do Lula foi um fiasco retumbante. As imagens do local mostraram um espaço visivelmente esvaziado, sustentado basicamente por fileiras e mais fileiras de ônibus que desembarcaram militantes organizados.
Essa é a manha clássica da casta política: usar o aparato e os recursos que foram retirados à força do cidadão para fingir apelo popular. Só que nem enchendo o pátio de transporte coletivo a esquerda conseguiu esconder o desinteresse do cidadão comum por essa oligarquia que domina Brasília.
E por que esses burocratas dão tanto valor ao Rio de Janeiro? Porque trata-se do segundo ou terceiro maior colégio eleitoral do país. Para o Estado, o Rio é uma mina de ouro de arrecadação compulsória. Quem controla o Palácio Guanabara domina um orçamento bilionário, extraído do suor de milhões de indivíduos que recebem em troca apenas insegurança, burocracia sufocante e serviços estatais caindo aos pedaços.
Na corrida pelo governo fluminense, os dados mais recentes do Datafolha deixam bem claro o tamanho da movimentação. Eduardo Paes, que precisou renunciar ao cargo de prefeito da capital para tentar abocanhar o governo do estado, lidera a pesquisa com 41% das intenções de voto, subindo em relação aos 34% do levantamento anterior.
Mas o dado que realmente deixa o establishment de cabelo em pé é o salto de Douglas Ruas, o candidato apoiado por Flávio Bolsonaro. Ruas, que é deputado estadual e ex-policial de São Gonçalo, simplesmente disparou de 9% para 19% na pesquisa mais recente. Ele mais do que dobrou a intenção de voto no exato momento em que seu nome começou a se tornar conhecido fora de sua base eleitoral.
Enquanto o Paes cresce em ritmo lento na capital, Ruas ganha tração acelerada no interior e na Baixada Fluminense. E ainda temos figuras arcaicas do sistema, como Anthony Garotinho, estagnado ali nos seus 9%. O eleitorado claramente demonstra cansaço das velhas oligarquias que vêm se revezando no poder executivo há décadas sem entregar absolutamente nada.
É irônico notar que a principal demanda da população continue sendo a segurança pública, justamente a área onde o Estado detém o monopólio absoluto da violência e falha miseravelmente. A população busca em candidatos com perfil policial, como o próprio Douglas Ruas em São Gonçalo, uma resposta para a criminalidade que o próprio aparato estatal deixou prosperar ao desarmar o indivíduo de bem e burocratizar a legítima defesa.
A verdade indigesta é que a máquina estatista no Rio de Janeiro criou um ecossistema de dependência. Seja através de promessas de gestão de nomes tradicionais, seja através de caravanas de ônibus de partidos de esquerda, o objetivo da classe política é sempre o mesmo: perpetuar o controle sobre a riqueza gerada pela iniciativa privada.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
No final do dia, a disputa entre Paes, Ruas ou a patota do Lula é apenas mais um capítulo da briga de gangues pelo direito de gerir a sua servidão e decidir qual alíquota de imposto vai roubar o seu sustento no próximo mandato. A imagem dos ônibus vazios em Moça Bonita é o retrato perfeito de um modelo falido que só sobrevive porque é sustentado pelo seu bolso.
Até quando você vai continuar financiando esse teatro político e esperando que os mesmos burocratas resolvam os problemas que eles próprios criaram? Pense nisso, deixe seu comentário e defenda a sua liberdade.