BRASIL E MUNDO — Abertura

A imprensa tradicional adora passar pano para ditador sanguinário, não é mesmo? A Folha de São Paulo mandou repórter até Cuba para entrevistar o tirano Miguel Díaz-Canel e adivinhem só qual foi o grande destaque da matéria: a narrativa de que a culpa da absoluta miséria cubana é do tal bloqueio dos Estados Unidos.

É a velha ginástica mental coletivista de sempre. Se o modelo estatal falha miseravelmente e entrega miséria e fome para a população, a culpa nunca é do controle centralizado ou da tirania local, mas sim do capitalismo que recusa fazer trocas com eles.

Só que a matemática da realidade é implacável, meus amigos. E o caminho de romantizar tiranias falidas é exatamente o mesmo rumo que a burocracia brasileira adora flertar.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

Vamos analisar essa piada pronta com calma. Os defensores do regime passam a vida inteira esbravejando contra o livre mercado, contra o comércio e contra a propriedade privada. Mas no momento em que a economia do país colapsa totalmente, a primeira desculpa do ditador é chorar porque os americanos não querem comprar nem vender para eles. Ora, decidam-se! Ou vocês querem a utopia socialista sem mercado, ou vocês querem o comércio livre. Comércio nada mais é do que o capitalismo na sua forma mais pura entre indivíduos voluntários.

A verdade inconveniente que o jornalismo engajado finge não ver é que Cuba não está impedida de negociar com o resto do planeta. O regime pode fazer trocas com a França, com a Rússia, com a China ou com o próprio Brasil. Sabe por que não fazem comércio em larga escala com o mundo? Porque a ilha simplesmente não tem nada para vender! Quando o monopólio estatal destrói o sistema de preços e confisca a propriedade privada, a capacidade produtiva do indivíduo é completamente aniquilada.

Ainda em 1920, o economista Ludwig von Mises explicou no seu antológico artigo sobre o cálculo econômico no socialismo que o planejamento centralizado é teoricamente impossível. Sem propriedade privada e sem o livre mercado para determinar preços reais através da oferta e da demanda, a alocação de recursos vira um caos cego. O resultado inevitável de qualquer regime que destrói a liberdade econômica é a escassez generalizada, a penúria social e o colapso definitivo.

E como é que um Estado falido, que roubou e confiscou empresas americanas no passado sem pagar indenização alguma aos verdadeiros donos, consegue arrecadar alguma coisa hoje? Exportando mão de obra estatal sob condições análogas à escravidão! Foi exatamente isso o que presenciamos no Brasil com o esquema do programa Mais Médicos. Em vez de pagar o salário diretamente aos profissionais que trabalhavam, o dinheiro espoliado dos pagadores de impostos brasileiros ia direto para as contas da ditadura cubana, que repassava só uma migalha aos médicos.

Essa é a mesma lógica nefasta usada pela Coreia do Norte, que envia seus próprios soldados para lutar guerras alheias em troca de verba para o regime. Quando a tirania estatal liquida todo o mercado livre e o empreendedorismo, a única mercadoria que resta para a elite burocrática negociar é o próprio trabalho forçado de seus cidadãos escravizados. É a degradação total do indivíduo perante a coerção do leviatã.

E o alerta para o brasileiro é cristalino. Quando governantes locais sobem ao palanque para esbravejar contra a soberania de outros países, reclamar de tarifas externas e culpar o comércio internacional pelos reveses econômicos que eles mesmos criaram com impostos e burocracia, eles estão usando o mesmíssimo manual de desculpas de Havana. O destino de qualquer governo que ataca a liberdade econômica e tenta centralizar o poder é a penúria da sociedade.

Enquanto o povo cubano padece sem remédios, sem alimentos básicos e sem energia, a elite aristocrática e socialista do partido vive no luxo absoluto. O Estado jamais redistribui riqueza; ele apenas concentra o monopólio da violência para sustentar uma gangue de burocratas às custas da servidão da população.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

A história já provou incontáveis vezes que não existe socialismo sem coerção, assim como não existe prosperidade sem livre mercado e respeito ao indivíduo. Tirania não se combate com reportagem chapa-branca, mas sim expondo a farsa do controle estatal.

Se você defende a liberdade de fato e rejeita o parasitismo do Estado, deixe o seu like, se inscreva no canal e compartilhe este vídeo. Lembre-se: imposto é roubo e o Estado é uma gangue. Até a próxima!