BRASIL E MUNDO — Abertura
A máfia de toga está entrando em combustão nos bastidores de Brasília. O tal estado democrático de direito — que nada mais é do que o monopólio da coerção e da burocracia estatal — revelou mais uma das suas podridões internas. O ministro André Mendonça teria recebido um relatório devastador da Polícia Federal que atinge em cheio o intocável Alexandre de Moraes no rumoroso Caso Master.
A informação vem de uma coluna do jornalista William Waack no Estadão. E o que está em jogo aqui não é a busca sincera pela justiça, mas a sobrevivência das gangues burocráticas que aparelham e controlam este país.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Vamos entender o enredo desse circo estatal. A Polícia Federal periciou o celular do empresário Daniel Vorcaro. O material extraído desse aparelho não é uma conversinha qualquer. Segundo o que circula nos corredores do poder, trata-se de um conjunto de informações cabeludíssimas que implicam diretamente Alexandre de Moraes, em um nível muito mais grave do que as conexões reveladas anteriormente com o ministro Dias Toffoli.
Para quem não lembra, o Caso Master começou sob o comando de Toffoli. Mas depois que surgiram ligações esquisitas e reuniões secretas foram convocadas, tiraram o processo das mãos dele e entregaram a relatoria para André Mendonça. Só que agora, a Polícia Federal produziu um dossiê ainda mais pesado. E a bomba é essa: Mendonça planeja levar esse relatório diretamente ao plenário do STF para pedir a abertura de um inquérito contra o próprio Alexandre de Moraes.
Imaginem a cena: o tribunal supremo sendo forçado a julgar um dos seus próprios ilusionistas. A reação do estamento foi imediata. Integrantes da corte já começaram a disparar críticas veladas contra Mendonça, acusando o ministro de usar métodos 'lavajatistas'. Reparem na inversão de valores dessa gente: para a casta que se julga acima da lei, investigar privilégios e suspeitas de corrupção em gabinetes oficiais é visto como uma heresia.
A narrativa inicial tentava vender a ideia de que o atrito entre o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro Mendonça era apenas por causa de desdobramentos envolvendo o Lulinha ou o deputado Alfredo Gaspar. Mentira. O pânico real no Olimpo brasiliense atende pelo nome de Alexandre de Moraes. Eles sabem que se o relatório extraído do celular de Vorcaro for apresentado ao plenário, o castelo de cartas desmorona.
E por que o desespero atingiu esse nível agora? Porque o parasitismo estatal depende do controle político para continuar impune. Os encrencados nos escândalos do INSS e do Caso Master sabem que a permanência do atual governo é a melhor chance de sobrevivência que eles possuem. As próximas eleições e a disputa pela presidência do Senado provocam angústia profunda nessa gente. Eles precisam garantir que nomes alinhados, como Davi Alcolumbre, assumam a liderança do Senado para blindar o STF contra qualquer tentativa de responsabilização.
Além disso, a própria Polícia Federal não é esse bloco monolítico e imaculado que a imprensa vende. É uma corporação fragmentada, dividida por lealdades políticas diversas e envolta em suspeitas. Existe a ala do diretor-geral, o grupo que cumpre ordens de Moraes sem questionar e agentes que realizam o trabalho técnico. Ninguém controla totalmente o leviatã policial, e é exatamente por isso que relatórios vazam e chegam às mãos dos relatores.
O que estamos testemunhando não é o funcionamento das instituições, mas a prova de que a justiça estatal é uma ilusão custosa. O Estado é um monopólio da violência onde grupos rivais brigam pelo controle do aparelho coercitivo. Quando a blindagem mútua falha, os burocratas começam a puxar o tapete uns dos outros para evitar a própria queda.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
Se esse relatório for de fato levado ao plenário do STF, veremos um espetáculo sem precedentes de canibalismo burocrático. André Mendonça que se cuide e reforce sua segurança, porque desafiar os intocáveis do sistema costuma ter um preço alto. Enquanto os parasitas brigam pelo poder, você segue pagando a conta dessa estrutura falida.
Sou Peter Albuquerque para o Webjornal Vale da Liberdade. Inscreva-se no canal, deixe o seu like e compartilhe este vídeo. Lembre-se sempre: o imposto é roubo, o Estado é uma gangue e a liberdade é individual. Até a próxima.