BRASIL E MUNDO — Abertura
Se até o Habib’s, que construiu um império vendendo esfirra barata e salvando a noitada do trabalhador brasileiro, está pedindo socorro na Justiça, pode ir preparando a mão para apagar a luz. A sensação que dá é exatamente essa: o último CNPJ do Brasil está prestes a fechar as portas.
O Grupo Gênios, que controla não só o Habib’s, mas também a rede Ragazzo de massas italianas, entrou com pedido oficial de recuperação judicial alegando uma dívida colossal de duzentos e sessenta e dois milhões de reais. Isso não é um acidente de percurso isolado. É o resultado perverso do moedor de carne estatal.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
A Folha de São Paulo divulgou os argumentos apresentados pelo conglomerado no processo judicial. Eles citam três grandes vilões para a crise: os impactos devastadores da pandemia de Covid-19, o crescimento acelerado das plataformas de delivery e a alta constante das taxas de juros nos últimos anos. Vamos dissecar cada uma dessas desculpas, porque por trás delas existe a mão pesada da intervenção governamental.
Comecemos pela pandemia. Ou melhor, pela tirania sanitária e pela famigerada tese de que 'a economia a gente vê depois'. Os burocratas do Estado canetaram o fechamento do comércio, trancaram todo mundo em casa e destruíram o fluxo de caixa do setor de serviços. Teve empreendedor que investiu tudo, reformou ponto comercial, abriu as portas e viu o prefeito fechar o negócio dois dias depois. Essa conta irresponsável não sumiu do mapa. Ela demorou seis anos para ser cobrada integralmente, mas a fatura do autoritarismo estatal chegou.
O segundo ponto levantado foi a mudança no perfil de consumo com o boom dos aplicativos de entrega, que esvaziou a presença física nas lojas. Só que o mercado livre é feito de adaptação. O Habib’s tem aplicativo próprio, tem estrutura e tem produto de apelo popular. O problema real não é a tecnologia ou a concorrência do delivery. O problema é tentar reestruturar um modelo de negócios enquanto o leviatã estatal carrega o empresário com montanhas de impostos, taxas regulatórias e obrigações trabalhistas sufocantes.
Mas o golpe de misericórdia é a taxa de juros elevada. E por que a taxa Selic precisa continuar nas alturas? Porque o governo não consegue parar de gastar dinheiro que não tem. É verba para empreiteira corrupta, canalização de recursos para apadrinhados políticos, programas populistas e um rombo fiscal sem fim. Como o Estado não produz um centavo de riqueza real, ele financia essa farra de três formas: cobrando mais imposto, gerando inflação ou aumentando os juros para conseguir rolar a sua própria dívida. O resultado é o crédito encarecido e as empresas sufocadas sem conseguir capital de giro.
A decisão judicial a favor do grupo suspendeu a execução de dívidas e proibiu credores de interromperem contratos essenciais. O juiz nomeou a consultoria KPMG como administradora judicial, e o conglomerado tem agora sessenta dias para apresentar um plano completo de reestruturação. São cento e setenta e oito CNPJs envolvidos no processo, abarcando holdings, franqueados e a própria matriz. Olha a loucura: cria-se uma parafernália burocrática e jurídica imensa para tentar ressuscitar uma empresa que foi envenenada pelas próprias políticas do Estado.
A recuperação judicial não é falência imediata. O objetivo teórico é dar um respiro para renegociar passivos, fechar lojas deficitárias e tentar salvar empregos e fornecedores de toda a cadeia econômica. Mas sejamos realistas: na prática, o rito estatal da recuperação judicial frequentemente funciona apenas como uma moratória prolongada antes do colapso final. Se uma marca gigante, popular, que vende comida barata para a massa não aguenta o ambiente de negócios brasileiro, o sinal de alerta já virou um incêndio descontrolado.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
Não adianta tentar dourar a pílula. Enquanto o Estado continuar tratando o empreendedor como um criminoso a ser taxado e regulado até a morte para sustentar a casta política e suas benesses, o resultado será a quebradeira geral de empresas e a destruição de postos de trabalho.
A matemática do mercado é implacável: imposto é roubo e a intervenção estatal destrói a economia. Se você quer entender a raiz desses problemas e defender a verdadeira liberdade, inscreva-se no canal, deixe o seu like e compartilhe este vídeo. Até a próxima.