BRASIL E MUNDO — Abertura

Cientistas da Universidade de Stanford e do Arc Institute usaram inteligência artificial para criar vírus totalmente novos, do zero, capazes de infectar bactérias e se replicar com sucesso absoluto. E, como era de se esperar, a primeira reação da imprensa e dos burocratas de plantão foi o pânico histérico e a velha pergunta tacanha: como o Estado vai proibir isso?

A resposta curta e direta é: não vai. O Estado não consegue nem tapar o buraco da sua rua com o imposto roubado do seu bolso, quanto mais parar o avanço descentralizado da ciência, do código aberto e da tecnologia.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

Vamos aos fatos concretos trazidos no estudo publicado na revista Science. Os pesquisadores não pegaram um vírus existente para fazer uma pequena modificação genética. Eles usaram modelos de linguagem avançados — os mesmos conceitos por trás das IAs que preveem palavras em textos — mas aplicados às sequências de bases nitrogenadas do DNA. A IA aprendeu os padrões genéticos e gerou receitas para vírus bacteriófagos totalmente inéditos na natureza. Dos vários testados, dezesseis funcionaram perfeitamente, infectando bactérias e completando todo o ciclo de replicação.

Diante de uma descoberta monumental como essa, a mentalidade estatista só enxerga catástrofe e motivo para criar mais agências reguladoras, burocracia e impostos. Mas veja o potencial absurdo que o mercado livre e a iniciativa individual têm nas mãos. Estamos falando de usar esses microorganismos artificiais para resolver problemas industriais complexos, como a extração e separação de terras raras. Esse processo hoje é extremamente custoso e gera montanhas de rejeitos. Um vírus ou bactéria projetado para consumir e isolar um minério específico simplesmente elimina toneladas de resíduos tóxicos de forma barata e eficiente, sem precisar de um único centavo de subsídio estatal.

Mais do que isso: essa tecnologia pode ser o segredo definitivo para a conquista espacial e a expansão da humanidade. Quer tornar a Lua ou Marte habitáveis? Fabricar organismos sintéticos capazes de processar o solo ou a atmosfera de outros corpos celestes é o caminho mais viável. Isso é a inteligência humana expandindo as fronteiras da liberdade e do indivíduo além do próprio planeta Terra.

Mas o que os parasitas estatais e a grande mídia dizem? 'Ah, mas é arriscado demais! Pode ser usado para criar patógenos perigosos e armas biológicas!' Ora, sejamos honestos. Para criar uma arma biológica, é muito mais fácil pegar um vírus que já existe na natureza — como a própria Covid — e fazer um ganho de função no laboratório. E adivinhe quem é o maior financiador e operador desse tipo de pesquisa ao longo da história humana? O próprio Estado! O monopólio da violência e seus laboratórios governamentais sempre foram o maior vetor de risco biológico e destruição, não os cientistas privados ou a tecnologia descentralizada.

A ideia ilusória de que o governo pode controlar ou proibir a biologia sintética gerada por IA é um delírio autoritário. Como você proíbe um algoritmo de rodar em um computador? Como você proíbe a matemática e o processamento de dados? O Estado é um dinossauro burocrático e ineficiente. Tentar proibir o avanço desse tipo de inteligência artificial é tão inútil quanto foi tentar proibir a troca de arquivos via torrent ou o surgimento do Bitcoin.

Quando o governo tenta proibir uma tecnologia inovadora sob o pretexto de segurança, ele não impede que a tecnologia exista. Ele apenas impede que os cidadãos cumpridores de leis tenham acesso aos benefícios dela, enquanto transfere o uso exclusivo dessa mesma tecnologia para o mercado informal ou para regimes ditatoriais que ignoram qualquer canetada internacional. O custo oculto da regulamentação estatal é atrasar a cura de doenças, travar o progresso industrial e deixar a população refém do atraso.

No mercado livre, o risco é gerido por incentivos reais de responsabilidade civil, contratos, seguros privados, reputação e a busca contínua por defesas e soluções biológicas mais avançadas. Na mão do governo, o risco vira mero pretexto para controle social, censura e extorsão tributária. O risco real não é a inteligência artificial criar um vírus; o risco real é o Estado usar a desculpa do vírus para roubar mais a sua liberdade.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

Portanto, quando você vir algum político na televisão afirmando que precisa de mais orçamento, mais impostos ou novos poderes regulatórios para 'proteger a sociedade' contra os vírus da inteligência artificial, saiba que ele está mentindo. O objetivo nunca é a sua proteção, é sempre o controle sobre a sua vida e sobre o seu patrimônio.

A tecnologia vai continuar avançando a passos largos, a descentralização vai atropelar a burocracia estatal e não há nada que os parasitas consigam fazer para conter a inovação e o livre mercado. Imposto é roubo, o Estado é um gangue e a liberdade é o único caminho.