BRASIL E MUNDO — Abertura
Querem proibir o Discord no Brasil. É isso mesmo que você ouviu. A senhora Janja decidiu que, porque burocratas não entendem absolutamente nada de tecnologia, a solução estatal para qualquer problema é simplesmente desligar a tomada de milhões de brasileiros. Se você achava que o apetite do Leviatã por controle parava na sua carteira e nos seus impostos, acorda: os parasitas de Brasília querem controlar até onde você conversa e joga com seus amigos.
O pretexto da vez? Uma tragédia terrível que aconteceu no Mato Grosso do Sul. Mas em vez de focar no cumprimento da lei e na punição dos criminosos reais, o apetite autoritário do Estado prefere punir a ferramenta e destruir a liberdade individual. É o modus operandi clássico da burocracia estatal: usam a dor alheia como trampolim para empurrar mais coerção sobre a sociedade.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Vamos analisar os fatos da fonte, sem invenções. Em Naviraí, no Mato Grosso do Sul, no final de julho, uma adolescente de 13 anos foi tragicamente induzida ao suicídio durante uma transmissão no Discord. Uma tragédia enorme, algo abominável. E o que aconteceu em seguida? A Polícia Civil agiu. No dia quatro de agosto, apreenderam cinco adolescentes de 13 a 17 anos e prenderam um homem de 18 anos. Todos estão sendo investigados por homicídio qualificado e organização criminosa. Repare bem: a lei para punir isso já existe. O crime de indução ao suicídio já está no código. A polícia foi lá, identificou os suspeitos e efetuou as prisões.
A lei funcionou no caso concreto. Mas qual foi a reação imediata da Janja e do aparato governamental? Ela declarou abertamente que precisa retirar imediatamente o Discord do ar e bloquear a plataforma no Brasil de qualquer forma. A burocrata não sabe o que é o Discord, nunca usou o aplicativo, não entende nada do mundo digital, mas se sente no direito de decidir o que milhões de indivíduos podem ou não acessar. Para o Estado, o cidadão honesto e o criminoso são a mesma coisa: pretexto para mais regulamentação, controle e opressão.
Essa lógica torta de restringir a liberdade de todo mundo em nome de uma falsa segurança é a marca registrada do monopólio da violência. Querem um exemplo escancarado do dia a dia? Veja o que o Banco Central fez com o Pix. Você quer transferir o seu próprio dinheiro, fruto do seu trabalho, no período da noite? Não pode. O Estado impõe um limite ridículo de cem reais. E aí os burocratas dizem: 'Ah, estamos fazendo isso para a sua proteção!'. Mentira! Proteção de verdade seria prender os assaltantes e golpistas que atuam nas ruas. Em vez de combater o crime, o Estado prefere tirar a sua liberdade de movimentar o seu próprio patrimônio.
Com o Discord é exatamente a mesma história. Existem milhões de usuários no Brasil que utilizam a plataforma para trabalhar, estudar, conversar e jogar de forma totalmente honesta e voluntária. Mas porque uma fração minúscula de criminosos usou o aplicativo para cometer um ato atroz, a solução da patota estatal é proibir a rede inteira? Se um bandido usar um carro para fugir de um assalto, nós vamos proibir os automóveis e fechar as montadoras? Se usarem o telefone para dar golpes, vão cortar as linhas telefônicas do país inteiro?
Isso expõe os incentivos perversos de qualquer governo. Para a burocracia estatal, dá muito trabalho fazer investigações eficientes e focar nos verdadeiros bandidos. É infinitamente mais fácil assinar uma canetada autoritária, bloquear uma plataforma inteira e fingir que resolveram o problema enquanto destroem a sua liberdade. Aliás, quem ainda acredita na ilusão de que a polícia estatal existe para proteger o cidadão comum precisa cair na real. Tenta ir a uma delegacia registrar o roubo do seu celular para ver a 'eficiência'. Vão apenas preencher uma ficha burocrática para o seguro e mandar você embora. O aparato de segurança do Estado existe para proteger o próprio Estado, não você.
O verdadeiro motivo desse desespero é o pavor que os políticos têm da tecnologia e da comunicação descentralizada. A classe política odeia a internet porque não consegue controlar o fluxo de informação entre pessoas livres. Eles são avessos à inovação. Na cabeça tacanha de um burocrata de Brasília, tudo aquilo que ele não consegue vigiar, taxar ou regular deve ser sumariamente proibido. Essa tragédia no Mato Grosso do Sul é apenas a desculpa perfeita que eles precisavam para avançar com a pauta de censura e controle de danos.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
A responsabilidade é sempre individual. A punição deve cair com todo o peso sobre os indivíduos que cometeram o crime, e jamais sobre a tecnologia ou sobre a sociedade civil. Não caia no papo furado dos salvadores da pátria que vendem tirania em embalagem de proteção. Lembre-se: o imposto que roubam de você todos os dias financia a estrutura dos mesmos burocratas que trabalham sem parar para limitar a sua liberdade.
Defenda o mercado livre, defenda a sua autonomia e rejeite a tutela estatal. Questionem o monopólio e não aceitem que governantes usem tragédias para transformar o Brasil em uma grande prisão digital. Fui.