BRASIL E MUNDO — Abertura
Não há nada mais poético do que assistir ao feitiço do leviatã virando contra o próprio feiticeiro. O deputado André Janones apareceu nas redes sociais literalmente chorando. E o motivo? Uma canetada autoritária vinda direto do Tribunal Superior Eleitoral. A resolução 2372 de fevereiro de 2024 simplesmente cortou as asas de quem vivia de alavancagem algorítmica para empurrar narrativa.
A burocracia estatal, em sua busca infinita por controle, proibiu a Meta — dona do Instagram e do Facebook — de recomendar perfis de candidatos para novos seguidores. O alcance despencou pela metade. E o militante que batia palma para a censura e para o controle das redes agora descobre uma verdade elementar: o Estado não é seu amigo e nunca será.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Essa turma da esquerda que atua na internet achou que o governo e a máquina judiciária iriam apenas esmagar a oposição de direita. Eles realmente acreditaram que o monopólio da violência e da caneta regulatória jogaria para sempre no time deles. Ledo engano. O burocrata no poder não tem lealdade a influenciador. O Estado só quer uma coisa: controle absoluto sobre o fluxo da informação e a preservação do status quo dos velhos parasitas da política.
O próprio Janones foi para a internet dizer que a campanha do Lula acabou por causa disso. Ele chora porque na eleição passada usava e abusava de jogadas apelativas para gerar engajamento fácil. Agora, sem o algoritmo das redes empurrando o conteúdo dele para quem não o segue, a torneira do alcance orgânico fechou. Esse é o custo oculto de pedir para o Estado intervir no mercado digital.
Mas vejam o incentivo perverso dessa regulação estatal. O TSE proibiu a recomendação orgânica via algoritmo, mas adivinhem o que continua totalmente liberado? O impulsionamento pago. Ou seja, você não pode crescer de forma orgânica, no interesse legítimo do público, mas pode se entupir de dinheiro para pagar a plataforma. E quem tem mais caixa para torrar com tráfego pago? O próprio governo e a máquina partidária alimentada com o seu dinheiro roubado via imposto, o famigerado fundão eleitoral.
O ex-deputado Deltan Dallagnol também ressaltou como essa medida atinge em cheio quem depende das redes para mobilizar pessoas sem usar a máquina pública. No final das contas, o sistema desenhou uma regra onde a concorrência livre e orgânica é punida, enquanto a estrutura pesada dos dinossauros da política tradicional, cheia de recursos tomados à força do contribuinte, leva uma enorme vantagem. Isso é a perfeita ilustração de como o estado regulador distorce o mercado para proteger quem já está no topo.
Toda vez que o Estado mete a mão grossa no mercado — e o ambiente digital é um mercado de trocas voluntárias de informação —, o resultado é ineficiência, privilégio para compadres e destruição da liberdade individual. Queriam regulação das redes? Parabéns, conseguiram. O detalhe é que a régua da burocracia nunca para onde o militante quer. Ela avança até sufocar todo mundo.
E o indivíduo que consome conteúdo? Ele é tratado por burocratas de toga como um incapaz, alguém que não pode ter o direito de descobrir novos perfis na plataforma privada que escolheu usar. A Meta é forçada a mutilar seus próprios algoritmos para obedecer ordens de burocratas que nunca produziram um único centavo de riqueza na vida.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
Se você ainda depende da autorização do Estado ou de decisões de tribunais para ter voz, você já perdeu sua liberdade. A única resposta contra o cerco da burocracia é o indivíduo agir de forma descentralizada. Quer apoiar uma ideia ou um candidato? Não espere o algoritmo estatal permitir. Compartilhe diretamente, reposte e fure a bolha por conta própria.
No fim do dia, as lágrimas do Janones são o sintoma de quem descobriu da pior forma que o leviatã devora até os seus adoradores. Imposto é roubo, regulação é censura velada, e só a descentralização liberta.