BRASIL E MUNDO — Abertura

Olha o nível da podridão no esgoto de Brasília. A política estatal não se alimenta apenas dos seus impostos surrupiados todos os dias; ela se alimenta do assassinato de reputações e de armações rasteiras.

Uma denúncia gravíssima revela uma suposta trama sórdida envolvendo figurões do congresso: o pagamento de 16 mil reais para fabricar uma acusação falsa de crime sexual.

O alvo da armação? O deputado Alfredo Gaspar. Os supostos mandantes? O deputado petista Lindbergh Farias e a senadora Soraya Thronicke.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

Para entender a baixaria, precisamos voltar ao final da CPMI do INSS. Naquele circo mambembe que os burocratas chamam de comissão parlamentar, Lindbergh Farias e Soraya Thronicke acusaram Alfredo Gaspar de estupro de vulnerável. Só que a história era requentada e totalmente falsa. Em 2014, houve sim uma investigação, mas que envolvia o primo de Gaspar. O próprio teste de DNA comprovou a inocência do deputado, encerrando o assunto na Justiça. Caso resolvido? Não para quem vive de manipular a opinião pública.

Como a narrativa antiga não parava em pé, a tropa de choque do governo resolveu, supostamente, inovar na canalhice. Segundo apuração revelada pelo portal Metrópoles e aprofundada pelo Antagonista, a dupla tentou fabricar uma nova vítima. Um depoimento prestado à Polícia Legislativa da Câmara expôs que uma jovem chamada Marcela teria sido orientada a assumir uma identidade falsa — usando o nome de Jailma — e a receber 16 mil reais para sustentar um depoimento forjado de agressão sexual contra Gaspar.

A armação começou a ruir quando um homem chamado Luís Antônio Lopes procurou a assessoria de Alfredo Gaspar e denunciou o plano. O caso foi registrado formalmente em abril e adivinhem onde ele foi parar? No Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes. Sim, a mesma corte que decide quem é culpado ou inocente a depender das conveniências do momento no teatro político da capital.

Observem os incentivos perversos desse sistema monopolista. No livre mercado, se uma empresa inventa uma mentira criminosa sobre a concorrente para destruí-la, ela responde civil e criminalmente, perde clientes e vai à falência. Na política estatal, fabricar dossiês falsos e banalizar crimes gravíssimos é apenas mais uma terça-feira de trabalho bancada com dinheiro extorquido do contribuinte.

O objetivo dessa manobra era cristalino: inviabilizar a indicação de Alfredo Gaspar para a vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro. Para garantir a manutenção do poder e o controle do orçamento estatal, essa gente não hesita em utilizar métodos que envergonhariam qualquer organização criminosa.

Se as acusações forem comprovadas, a consequência óbvia deveria ser a cassação sumária do mandato e a cadeia para os envolvidos. Afinal, corrupção de testemunhas e denunciação caluniosa são crimes gravíssimos. Mas nós conhecemos as engrenagens do Estado. Quando a acusação atinge os protegidos do establishment, o processo caminha a passos de tartaruga nas gavetas de Brasília.

O monopólio da justiça estatal garante que a casta política jogue com regras próprias. Eles têm imunidades, foro privilegiado, assessores pagos por você e o controle das narrativas. Enquanto a população trabalha para sustentar essa burocracia sufocante, os parasitas gastam o seu dinheiro negociando falsas acusações nos bastidores.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

O escândalo envolvendo Lindbergh e Soraya é a prova cabal de que o Estado não possui qualquer autoridade moral. Quando o poder centralizado se torna o prêmio máximo, a ética é varrida para debaixo do tapete sem o menor pudor.

Não confie em políticos, não valide a coerção estatal e entenda de uma vez por todas: a única saída contra a tirania dos burocratas é a liberdade individual. Pense nisso.