BRASIL E MUNDO — Abertura

A imprensa corporativa adora uma narrativa mastigada para inglês ver, não é mesmo? A manchete da vez diz que Lula afastou o marqueteiro Sidônio Palmeira do comando de sua campanha de reeleição por causa dos desgastes com os escândalos envolvendo o Marcola e o Lulinha. Parece bonito na teoria, uma reação rápida do governante contra a lama ao seu redor. Mas adivinha? É tudo teatro estatal de quinta categoria para enganar trouxa.

Se você acompanha o jogo do poder sem a ingenuidade de quem acredita na boa-fé do funcionalismo público, sabe que no Palácio do Planalto nada acontece por acaso. A suposta demissão de Sidônio não tem nada a ver com escrúpulos morais ou faxina ética. O que nós estamos vendo aqui é apenas o Leviatã reajustando as suas peças burocráticas para tentar burlar a própria legislação que ele mesmo criou.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

Vamos colocar a cabeça para funcionar e analisar os fatos que a grande mídia tenta esconder sob um tapete de fumaça. Se Sidônio Palmeira estivesse realmente manchado por esses esquemas de corrupção ou pelas andanças de lobistas no Planalto, qual seria a atitude lógica de um governo minimamente preocupado com a sua imagem? Exonerar o sujeito de vez do aparato estatal, correto? Mas não foi isso que aconteceu. Sidônio saiu da campanha eleitoral, mas continua firme e forte no comando da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, a famosa SECOM.

É isso mesmo que você ouviu. O sujeito deixa o braço partidário, mas permanece no controle da máquina estatal de propaganda, gerindo o orçamento milionário extorquido do seu bolso via impostos. Se houvesse qualquer problema real de contaminação por corrupção, o afastamento teria que ser total. Deixar o indivíduo comandando a SECOM enquanto finge tirá-lo da campanha é o equivalente a trocar seis por meia dúzia para fingir virtude.

E a piada fica ainda melhor quando você olha para quem assumiu o lugar de Sidônio no comando do marketing eleitoral. O novo chefe da campanha é Raul Rebelo. E quem é Raul Rebelo? Nada mais, nada menos do que sócio do próprio Sidônio Palmeira na agência Layout! Ou seja, o marqueteiro oficial do governo passa a caneta da campanha para o seu próprio sócio de negócios. É uma dança das cadeiras em que o controle continua na mesma mesa, dentro do mesmo escritório corporativo.

Essa jogada ensaiada não começou hoje. Matérias de bastidores já alertavam, desde janeiro, sobre esse plano. O governo queria Sidônio no comando direto da reeleição, mas esbarrou no óbvio: um conflito de interesses gigantesco que escancara o uso do aparelho estatal em benefício próprio. Ter o chefe da SECOM dirigindo formalmente uma campanha política é uma aberração que configura abuso de poder econômico e político escancarado.

E por que decidiram fazer essa manobra vergonhosa justamente agora? Medo. Simples assim. O ministro André Mendonça e os órgãos de fiscalização estão investigando os gastos publicitários e a farra das verbas de comunicação do governo. A cúpula governista percebeu que a batata estava assando e que o risco de tomar uma punição jurídica grave por misturar dinheiro público com interesses partidários era gigantesco. Tiraram Sidônio do papel da campanha não por virtude, mas por pavor de serem pegos no pulo.

Tudo isso expõe a visceral podridão do monopólio da violência e dos incentivos perversos do Estado. O governo extorque bilhões da população produtiva sob a ameaça de coerção — o que chamam eufemisticamente de imposto — e usa essa fortuna para irrigar agências de publicidade e marqueteiros parceiros. Depois, esses mesmos aparatos são mobilizados para perpetuar a mesma gangue no poder. O indivíduo trabalha metade do ano para sustentar o circo e ainda tem que assistir a esses parasitas brincando de esconde-esconde burocrático com o seu dinheiro roubado.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

No fim das contas, a suposta demissão de Sidônio Palmeira é só mais um capítulo da eterna farsa estatal. Não existe moralidade, não existe eficiência e não existe transparência quando o assunto é o Palácio do Planalto. Existe apenas a busca frenética pela manutenção do poder a qualquer custo, blindando os cupinchas enquanto espremem cada centavo do contribuinte.

Enquanto o cidadão comum é esmagado por taxas, inflação e burocracia, a elite política redistribui cargos e verbas entre os seus sócios sem o menor pudor. Questionem o sistema, exponham a roubalheira do imposto e nunca aceitem a narrativa oficial do Estado. Deixe seu comentário, se inscreva no canal e até a próxima!