BRASIL E MUNDO — Abertura
O Estado adora fingir que suas regras valem para todos, mas a verdade escancarada é que a canetada burocrática só serve para proteger a casta de turno.
O sociopata da vez resolveu gravar uma entrevista recheada de absurdos diretamente do Palácio do Alvorada, usando a estrutura custeada a força pelo pagador de impostos em pleno período eleitoral.
Você se lembra de quando o aparato judiciário proibiu o governante anterior de fazer lives na própria residência oficial sob o pretexto de abuso de poder? Pois é, quando o ocupante do trono muda, a régua do monopólio da violência magicamente se altera.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Em 2022, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu com todas as letras que usar o Palácio do Alvorada para transmissões e promoção política violava o sistema. O ministro da época acatou pedido de partido político e mandou derrubar conteúdos do YouTube, alegando que nenhum candidato poderia usar símbolos públicos e palácios estatais para se favorecer.
Agora, Lula concede entrevista para a Record no mesmo Palácio do Alvorada, exibindo a estrutura do Estado e aparecendo em rede nacional exatamente no mesmo horário do debate eleitoral concorrente. O circo estatal opera sem qualquer constrangimento.
A grande pergunta é: onde estão os fiscais da virtude pública do TSE agora? Vão mandar tirar a entrevista do ar e declarar abuso de poder político como fizeram antes, ou a famigerada missão dada só se aplica contra alvos específicos da burocracia de toga?
E não para por aí. Durante a própria entrevista gravada no palácio pago com o seu dinheiro roubado, o chefe da quadrilha estatal resolveu debochar da inteligência do indivíduo que tenta sobreviver à destruição da moeda.
Lula encarnou a retórica mais arrogante possível para justificar a alta brutal de preços no mercado. Segundo a lógica perversa do burocrata, a sensação de que tudo está caro não decorre da gastança descontrolada do governo ou da expansão monetária, mas sim porque a população 'está comprando demais'. É o cúmulo do cinismo autoritário: o Estado destrói o seu poder de compra e depois culpa você por tentar se alimentar.
Para completar o espetáculo de desconexão com a realidade, o político ainda aproveitou a entrevista para criticar os candidatos que apostam na internet para se comunicar livremente com o eleitor. Ele declarou com todas as letras que bom mesmo era o tempo em que disputava eleições contra o PSDB de Fernando Henrique, José Serra e Geraldo Alckmin.
É claro que ele sente falta dessa época! No tempo do oligopólio das concessionárias de TV e do controle estrito da informação pelo aparato estatal, a elite política combinava o jogo e garantia a farsa da alternância de poder sem ser perturbada.
A descentralização promovida pela internet e pelas redes de comunicação direta apavora qualquer aspirante a ditador. Quando o indivíduo ignora o teatro engessado dos debates falidos de emissoras tradicionais e busca informação fora da tutela do governo, o monopólio da narrativa desmorona.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
O teatro eleitoral e suas instituições reguladoras nunca existiram para garantir justiça ou igualdade, mas sim para perpetuar a dominação da casta política sobre quem produz riqueza.
Enquanto você sustenta o luxo do Alvorada e paga a conta da inflação gerada em Brasília, os parasitas do sistema continuam jogando com dados viciados. Não espere coerência de quem vive do espolio da sua liberdade.