BRASIL E MUNDO — Abertura
Lula registrou oficialmente sua oitava candidatura à presidência no Tribunal Superior Eleitoral. Alguém ficou surpreso? Absolutamente ninguém. Aquele velho discurso de campanha de que 'não tentaria a reeleição' e de que governaria só por quatro anos para supostamente consertar o país virou poeira, como qualquer promessa feita por burocratas para alcançar o poder. O monopólio da esquerda brasileira continua rigorosamente preso às mãos da mesma figura de sempre.
O espetáculo eleitoral do nosso falido Estado ganha mais um capítulo previsível. A coligação 'Brasil Pronto para Mais' protocolou a chapa de Lula ao lado de Geraldo Alckmin na justiça eleitoral, mantendo a velha oligarquia política em busca do seu quarto mandato.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
A formalização do registro da chapa ocorreu às vinte e três horas e vinte minutos de uma sexta-feira. No sistema de divulgação de candidaturas do TSE, no primeiro momento, a lista só exibia nomes irrelevantes ou de partidos nanicos, como Hertas Dias do PSTU, Renan Santos do Missão, Samara da Unidade Popular e Romeu Zema do Novo. O banco de dados da burocracia estatal demora para rodar suas atualizações, mas a lerda infraestrutura do tribunal é o de menos. A questão central é a completa ausência de alternativas no horizonte da esquerda.
E por que o PT é obrigado a apostar todas as suas fichas num candidato idoso, de ideias mofadas e ultrapassadas? A resposta é simples: Lula salgou a terra ao seu redor. Para manter o seu controle absoluto sobre o aparato partidário e sobre os recursos do fundo eleitoral, ele destruiu qualquer liderança emergente que pudesse ameaçar sua hegemonia. Ele inviabilizou qualquer substituto viável na esquerda apenas para se manter em evidência. A consequência desse egoísmo político é um grupo inteiro refém de um único indivíduo.
No plano de governo de oitenta e quatro páginas apresentado ao tribunal, o termo de destaque é 'soberania'. O texto afirma rejeitar a submissão a interesses estrangeiros. Mas vamos traduzir o 'estatitês' para a realidade: o governo rejeita a integração com nações prósperas e com mercados livres, que são justamente os países que geram riqueza e tecnologia. Em contrapartida, demonstra um carinho especial por regimes autoritários, como a China e a Rússia. Para o planejador central, soberania significa isolar os indivíduos do comércio global enquanto o Estado se alinha a ditaduras.
É preciso relembrar: a narrativa vendida na última eleição era de que não haveria tentativa de reeleição. Bastou sentar na cadeira presidencial e controlar o orçamento federal para que o discurso mudasse radicalmente. Políticos dependem da máquina pública como parasitas dependem do hospedeiro; eles nunca largam o osso voluntariamente. O poder centralizado e coercitivo do Estado exerce uma atração irresistível sobre quem vive do dinheiro alheio.
Enquanto isso, a gastança e as velhas práticas de corrupção continuam comendo solto nos bastidores da capital. O cidadão comum trabalha mais de quatro meses no ano só para pagar imposto e sustentar privilégios da casta, enquanto o entorno do governo se atola em polêmicas. Um exemplo é a polêmica do assessor envolvido com esquemas no INSS e suspeitas sobre pagamento de contas pessoais. Onde quer que exista uma montanha de dinheiro extorquido da população sob a forma de impostos, a corrupção surge como consequência natural dos incentivos perversos do próprio Estado.
A esquerda tenta passar a imagem de que está muito tranquila e de que a vitória em mais uma eleição está garantida. Mas a verdade é que os bastidores políticos estão em pânico. Eles sabem perfeitamente que estão dependendo exclusivamente de um candidato velho, cercado de escândalos e com propostas econômicas do século passado. Se essa peça falhar, todo o castelo de cartas desmorona, pois não há alternativa construída.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
Esse circo eleitoral serve apenas para lembrar o indivíduo de uma verdade fundamental: o Estado jamais produzirá liberdade ou prosperidade. Independentemente do resultado no TSE, a máquina coercitiva continuará roubando seu dinheiro através de tributos e regulamentações sufocantes.
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