BRASIL E MUNDO — Abertura
O Estado é uma máquina fascinante de criar milagres financeiros com o seu dinheiro, mas o parasitismo político adora se fingir de vítima para o rebanho de pagadores de impostos.
A narrativa da vez, soprada pelo alto escalão do Partido dos Trabalhadores, é que o filho do presidente da República está passando dificuldades na Europa, vivendo em supostas condições espartanas. A realidade do livre mercado imobiliário, no entanto, expõe exatamente o oposto.
Enquanto o brasileiro médio trabalha quase meio ano só para sustentar a burocracia estatal e a inflação corroendo seu salário, descobertas recentes mostram o herdeiro do poder instalado confortavelmente no metro quadrado mais caro de Madri.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Vamos aos fatos puramente econômicos e documentados. O vice-presidente do PT, Washington Quaquá, foi a público tentar colar a história de que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, mora na Espanha em condições precárias e que não se beneficia da posição do pai para enriquecer. É a típica romantização do sacrifício que os burocratas adoram pregar para os outros enquanto desfrutam do bom e do melhor.
Só que os registros societários do país ibérico contam uma piada bem diferente dessa historinha da militância. Em janeiro deste ano, Lulinha formalizou a sede da sua empresa de consultoria, a Sinapta SL, no Passeio de La Castelhana. Para quem não conhece a geografia do capital europeu, esse é simplesmente o coração financeiro de Madri, o endereço corporativo mais emblemático e caro de toda a Espanha.
Estamos falando de um valor médio de aluguel comercial na casa dos trinta euros por metro quadrado. Para colocar em perspectiva: é literalmente o dobro do preço cobrado nos edifícios mais luxuosos da Avenida Paulista, em São Paulo. Nada mal para quem o partido alega estar vivendo uma rotina espartana e modesta, não é mesmo?
E de onde vem o fluxo de caixa para bancar tamanha opulência no centro corporativo espanhol? Aí entra o clássico modus operandi que o pagador de impostos brasileiro já conhece de cor e salteado. O herdeiro responde a três investigações da Polícia Federal por tráfico de influência, além de ser suspeito de receber repasses mensais na ordem de 300 mil reais no escândalo do INSS.
Para completar o quadro, os investigadores da PF receberam um dossiê indicando que o alto padrão de vida de Lulinha no exterior é financiado diretamente por uma empreiteira que ostenta contratos bilionários com o governo federal. É o mesmíssimo figurino da antiga Lava-Jato: empresários amarrados ao leviatã estatal irrigando contas de familiares do poder executivo para garantir privilégios regulatórios e orçamentos garantidos.
Veja a perversidade dos incentivos estatais. No mercado livre e ético, para você manter um escritório no Passeio de La Castelhana, você precisa gerar valor real para os consumidores. Precisa voluntariamente satisfazer necessidades de clientes que pagam pelo seu serviço de forma espontânea. No ambiente do corporativismo estatal, basta ser parente de quem assina a canetada dos orçamentos públicos.
A empresa em Madri funciona exatamente como o mecanismo de fachada corporativa. Quando o dinheiro jorra de empreiteiras dependentes de verba pública, o agente precisa criar um teatro de alto padrão para fingir que aquele montante vem de uma brilhante consultoria internacional. O chamado Ronaldinho Gaúcho dos negócios ressurge na Europa, mas a fonte pagadora primária continua sendo a coerção sobre o bolso do cidadão comum.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
O leviatã extorque a sua renda sob a ameaça da força, envia bilhões para empreiteiras parceiras do regime e o resultado final aparece na forma de escritórios de alto luxo na Europa para a casta política. Nunca falha.
Enquanto você paga a conta do imposto sobre o consumo na prateleira do mercado, os parasitas do sistema desfrutam do endereço mais exclusivo da Espanha fingindo passar necessidade. Lembre-se disso da próxima vez que um burocrata disser que imposto existe para financiar a justiça social. Inscreva-se no canal, deixe o seu gostei e até a próxima.