BRASIL E MUNDO — Abertura

Fala aí, pessoal! O indivíduo é dono da própria vida e plenamente responsável por seus atos, certo? Em um mundo pautado pela lógica da liberdade e do direito de propriedade, a regra é clara: agrediu um inocente e violou o direito fundamental à vida, você responde categoricamente por isso. Mas o coletivismo moderno adora criar malabarismos sociais para arrancar a responsabilidade individual da equação.

O caso que choca o estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, expõe até onde a insanidade ideológica consegue chegar. Uma mulher chamada Lindsay Clancy confessou ter estrangulado até a morte os próprios três filhos — crianças indefesas de cinco anos, três anos e apenas oito meses. Uma atrocidade indiscutível. Mas adivinha o que a máquina narrativa da internet e de grupos coletivistas resolveu fazer? Exatamente: transformar a assassina em vítima e jogar a culpa no marido.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

Vamos aos fatos concretos da investigação policial, sem romantização e sem a fumaça burocrática dos engenheiros sociais. Em 28 de janeiro de 2023, na cidade de Duxbury, um subúrbio perto de Boston, o marido voltou para casa e encontrou o cenário de um pesadelo completo. A esposa havia executado os três filhos pequenos por estrangulamento. Ele ligou imediatamente para a polícia, que colheu as evidências e prendeu a mulher. Não existe qualquer dúvida material ou mistério sobre quem praticou o ato. A acusação aponta que o crime foi premeditado. O tribunal do júri popular está decidindo a sentença agora. O ex-marido figura como testemunha de acusação, afinal ele é a vítima direta dessa tragédia devastadora que destruiu a sua família.

Só que aí entra o tribunal paralelo da internet e das passeatas ideológicas. Na porta do tribunal, centenas de mulheres vestidas de rosa se aglomeram para exigir a libertação da ré. O argumento? Uma narrativa pronta de que ela teria sofrido um surto psicótico decorrente de depressão pós-parto e, portanto, não deveria ser responsabilizada moral nem penalmente pela barbárie. Pior ainda: redes sociais começaram a espalhar a tese sórdida de que a culpa seria do ex-marido por não ter notado os sinais ou garantido o suporte ideal. Note o nível da distorção: o homem perdeu os três filhos, teve a vida devastada e agora é transformado em vilão por uma patrulha moral que recusa encarar a responsabilidade individual da agressora.

Vamos colocar os pingos nos is. A depressão pós-parto é uma condição médica real e severa? Claro que sim. Milhares de mulheres passam por dificuldades psicológicas graves após o parto todos os anos. O Estado brasileiro, inclusive, cria aberrações burocráticas em seu Código Penal como a figura do infanticídio para amenizar penas sob a justificativa de estado puerperal. Mas a imensa maioria das mães que enfrentam essa condição jamais levanta um dedo contra os próprios filhos. Sofrer uma doença mental exige busca por ajuda e tratamento, mas nunca concede um passe livre para assassinar seres humanos indefesos. Ter dezenas de desculpas sociológicas não apaga o fato de que três vidas individuais foram extintas por uma ação voluntária e direta.

O que me assusta nessa história não é apenas a tragédia em si, mas essa sanha coletivista de destruir a noção de soberania individual. Para essa mentalidade construtivista, o indivíduo nunca é responsável por suas escolhas ou crimes. A culpa é sempre da sociedade, do patriarcado, do marido, do sistema ou da falta de tutela governamental. Quando você transfere a culpa da pessoa que cometeu a agressão física brutal para o ambiente ou para terceiros inocentes, você destrói a própria ideia de justiça. Se ninguém é responsável pelos próprios atos, então os direitos de propriedade e à integridade física deixam de existir, virando mero joguete de conveniência política.

Essa família não era miserável ou marginalizada pelo sistema; morava numa área nobre, com excelente infraestrutura e recursos disponíveis. Nem a própria defesa técnica de Lindsay Clancy ousou levantar a tese estapafúrdia de culpar o marido nos autos do processo. Essa bizarrice foi gestada puramente no esgoto das redes sociais e do ativismo que busca coletivizar a culpa para absolver o indivíduo. A vítima que sobrou — o pai que perdeu as três crianças — precisa assistir a manifestantes relativizarem a morte dos seus filhos e apontarem o dedo para ele. É a inversão total da moralidade, onde o agressor vira mártir e a vítima vira culpada.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

O tribunal do júri popular nos Estados Unidos vai emitir o veredito, mas o alarme já foi dado. Não podemos aceitar que a responsabilidade individual seja engolida pela retórica de grupos de pressão que relativizam homicídios de inocentes. Se uma sociedade abandona o princípio básico de que cada um responde por suas próprias ações, ela abre mão de qualquer defesa contra a barbárie. Acompanhe os desdobramentos desse julgamento e não deixe a sanidade ser sufocada pela lacração. Inscreva-se no canal, deixe o seu like e comente: até onde vai a irresponsabilidade da cultura da vitimização? Até a próxima!