BRASIL E MUNDO — Abertura
O estado brasileiro nunca decepciona na sua capacidade infinita de operar como um colossal balcão de negócios escusos. Se você realmente acreditava que a farra com dinheiro de lobistas no Palácio do Planalto se limitava ao ex-assessor direto da presidência, pode preparar a pipoca porque o circo estatal é muito maior.
As investigações da Polícia Federal encontraram mais um burocrata do alto escalão pendurado nas benesses de uma lobista generosa. É o leviatã funcionando exatamente como foi desenhado para operar: extorquindo o pagador de impostos sob ameaça de coerção e distribuindo privilégios na sombra do poder.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Vamos aos fatos revelados pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. A Polícia Federal avançou no rastreamento das andanças da lobista Roberta Luxinger pelos corredores acarpetados do Palácio do Planalto. E o resultado é desastroso para a narrativa governamental. Descobriram que o ex-assessor do gabinete pessoal do presidente Lula, o conhecido Marcola, definitivamente não operava sozinho. Existe pelo menos mais um integrante da cúpula do Planalto que recebeu valores da mesma fonte.
Relembrem o caso: a tal lobista repassou cerca de duzentos e cinquenta mil reais para o tal Marcola. Uma quantia irrisória para a elite política, mas gigantesca para quem trabalha no mundo real. O sujeito ostentava um salário oficial de quarenta mil reais por mês no gabinete pessoal do presidente — dinheiro arrancado do seu bolso via imposto —, mas milagrosamente precisava de um quarto de milhão de reais para cobrir despesas pessoais. E qual foi a justificativa oficial do funcionalismo? A clássica historinha de que foi apenas um empréstimo.
Empréstimo? Pelo amor de Deus, sejamos adultos! No livre mercado, um empréstimo pressupõe contrato formal, análise criteriosa de risco, taxas de juros de mercado e prazos pactuados. Na selva burocrática de Brasília, a palavra empréstimo é apenas o eufemismo covarde que o estamento político inventa no exato momento em que a Polícia Federal bate à porta e os celulares são apreendidos. O sujeito só descobre que precisa pagar a dívida quando a operação policial vira manchete na imprensa.
E onde está a chamada imprensa tradicional diante disso tudo? Totalmente anestesiada. O consórcio de mídia alinhado ao poder simplesmente se recusa a fazer as perguntas mais elementares. Afinal, de quem eram as contas pagas por esse assessor? Será que duzentos e cinquenta mil reais serviram unicamente para quitar boletos pessoais de um burocrata de gabinete, ou a estrutura servia como ponte para pagar despesas do próprio presidente da República ou de sua esposa? Onde foi parar o jornalismo investigativo quando o alvo está no Palácio do Planalto?
Agora, o surgimento desse segundo nome no Palácio do Planalto escancara a profundidade do lamaçal. A lobista em questão não transitava pela Esplanada dos Ministérios por filantropia. Ela estava vendendo facilidades regulatórias e comprando acesso no aparelho estatal. O catálogo de negócios envolve desde testes de diagnóstico de zika vírus no Ministério da Saúde até liberações para o mercado de canabidiol. É a velha mecânica do Estado: a burocracia cria a dificuldade para vender a facilidade.
Quer seja na Casa Civil, quer seja nos gabinetes anexos, a máquina pública funciona sob o mesmo incentivo perverso. Quando você concede a um grupo de burocratas não eleitos o poder monopolista de carimbar autorizações, assinar decretos e direcionar orçamentos bilionários, a corrupção deixa de ser uma anomalia do sistema e se torna o próprio modelo de negócios do Estado.
A lógica do parasita é implacável: ele utiliza o monopólio da violência para extorquir o cidadão comum via impostos abusivos, alegando que o dinheiro vai para a saúde e para a educação, enquanto nos bastidores a alta burocracia se banha em repasses de lobistas para acelerar pautas de interesse privado. O indivíduo produtivo trabalha meses a fio apenas para sustentar essa casta inútil e corporativista.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
Este novo desdobramento da Polícia Federal no Palácio do Planalto providencia mais uma prova documental de que o Estado é intrinsecamente incorrigível. Não existe gestão pública eficiente ou honesta quando o poder de coerção está centralizado na mão de burocratas.
Enquanto houver um leviatã centralizando decisões e roubando o fruto do seu trabalho, haverá lobistas comprando favores na penumbra do Planalto. Se você cansou de ser espoliado para bancar esse teatro, inscreva-se no canal, deixe o seu like e compartilhe este vídeo. Até a próxima!