BRASIL E MUNDO — Abertura

O teatrinho estatal em Brasília não para de surpreender. Sabe aquela máxima de que o monopólio da violência e da suposta justiça existe para proteger o cidadão? Esquece. O Estado existe unicamente para proteger os seus próprios parasitas e a sua elite de burocratas. O ministro André Mendonça acabou de negar o pedido prestativo do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e decidiu manter os inquéritos que envolvem o Lulinha direto no Supremo Tribunal Federal.

É a burocracia estatal colidindo com a própria tirania que ela mesma ajudou a construir. O governo achou que podia acionar os seus contatos para mandar o caso para a primeira instância e abafar a lambança, mas o feitiço deu uma leve curvada contra o feiticeiro.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

Para quem não acompanhou os bastidores desse circo custeado com o nosso dinheiro suado: o caldo entornou totalmente na Polícia Federal. Vazaram conversas de Roberta Luchsinger com o Lulinha — o Fábio Luiz Lula da Silva —, envolvendo esquemas no INSS, repasses e até articulações de fuga para Madri. A mulher apagou as conversas no celular, o que em qualquer lugar sério é destruição explícita de provas e ensejaria prisão preventiva imediata. Mas no Leviatã brasileiro, o tratamento para os amigos do rei é bem diferente.

Sabendo que a matéria da revista Veja iria ao ar jogando essa sujeira no ventilador, o advogado do Lulinha correu à noite para se reunir com o papai presidente. O pânico nos corredores do poder foi tanto que a solução encontrada foi acionar o procurador amigo, Paulo Gonet, figura intimamente ligada ao Gilmar Mendes e ao próprio Lula. A missão do Gonet foi pedir ao STF que baixasse a investigação do Lulinha para a primeira instância, tentando sepultar o escândalo longe dos holofotes.

A imprensa militante correu para passar pano, alegando que tirar o caso do STF resolveria um suposto impasse entre a Polícia Federal e o ministro. Olhem a hipocrisia escancarada! Quando o STF e a PF atropelavam garantias individuais para perseguir opositores que nem tinham foro privilegiado, essa mesma militância aplaudia e pedia mais arbítrio. A regra que eles defendiam era clara: a PF obedece cegamente ao STF. Agora que a engrenagem coercitiva do Estado ameaça morder a prole do chefe do Executivo, eles inventam que existe um impasse e pedem socorro à primeira instância.

Só que o plano esbarrou na própria burocracia que eles alimentaram. O ministro André Mendonça manteve a apuração no STF porque há figuras com foro privilegiado citadas diretamente nas conversas, como o senador Éverton Rocha, do PDT do Maranhão, vice-líder do governo Lula no Senado e aliado de Flávio Dino. Como há parlamentar no meio da conversa, o inquérito não pode ser fatiado só para aliviar a barra do filho do presidente.

Essa é a perversão do sistema estatal. O tribunal que detém o monopólio das decisões vira um tabuleiro de xadrez onde burocratas negociam quem deve ser investigado ou blindado, conforme a conveniência política do momento. O STF usou o aparelho policial para esmagar adversários e inventar inquéritos sem fim. Só que o monstro burocrático cresceu tanto que agora nem os criadores conseguem controlar totalmente cada peça do sistema.

E fiquem certos de uma coisa: isso é apenas o começo. As histórias sobre as falcatruas no INSS e os intermediários de propina já circulavam em Brasília há tempos. Essas matérias são a ponta do iceberg de uma estrutura podre, sustentada por impostos escorchantes tomados à força do pagador para bancar privilégios, blindagens e tráfico de influência.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

Se você ainda acredita que o Estado, o foro privilegiado ou o STF existem para fazer justiça, acorda. Tudo não passa de uma briga de facções dentro do monopólio da coerção para decidir quem manda nos seus recursos e na sua vida. Eles criaram as regras desse jogo doentio e agora estão provando do próprio veneno.

A lição é cristalina: não existe solução via aparato estatal. O Leviatã sempre cobra o seu preço. Deixe seu like, se inscreva no canal e comente aqui embaixo: até quando você vai aceitar pagar imposto para sustentar esse teatro? Fui!