BRASIL E MUNDO — Abertura

O leviatã estatal ataca novamente, meus amigos, e adivinhem quem está surfando nas estruturas do aparelho governamental? Ele mesmo: o filho do presidente. O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a pedido da Polícia Federal mais um inquérito contra o Lulinha. Agora o rapaz já acumula quatro inquéritos nas costas. E a bola da vez envolve a Dataprev, o braço de tecnologia do INSS.

Para quem achava que a atuação da família se limitava a intermediar canabidiol no Ministério da Saúde, a realidade do parasitismo é muito mais ampla. Onde quer que exista burocracia estatal, orçamento público e monopólio coercitivo, lá está o filho do rei tentando cavar uma facilidade. É a rotina do livre mercado da pilantragem estatal.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

A Polícia Federal suspeita que um empresário do setor de tecnologia bancou viagens ao exterior para o Lulinha. Em troca de passagens e hospedagens grátis, o filho do chefe do executivo usava seu livre acesso ao poder central para abrir portas na Dataprev. A empresa envolvida dessa vez é a Tray Structory, especializada em proteção e segurança de dados. O empresário bancava o luxo, e o Lulinha tentava cavar contratos milionários dentro da estatal.

Esse modus operandi não é novo. No primeiro inquérito, o Lulinha já era investigado por atuar com o tal lobista 'careca do INSS' e com a empresária Roberta Luxinger. Eles tentavam vender cannabis medicinal da empresa World Cannabis para o Ministério da Saúde. O sujeito viajou para Portugal e Espanha na faixa, tudo bancado por interessados em abocanhar uma fatia do orçamento federal. O negócio dele nunca foi tecnologia ou saúde; o negócio dele é negociar o acesso ao Estado.

E como funcionava a engenharia desse acesso privilegiado? O Lulinha simplesmente ligava para o gabinete do pai. Como o presidente da República não tem celular pessoal, o caminho era ligar diretamente para a estrutura do gabinete executivo. Era só discar para o palácio para articular a venda de soluções corporativas dentro de ministérios e estatais. O gabinete presidencial virou um balcão de atendimento para lobistas do circulo íntimo do poder.

A Dataprev nada mais é do que o antigo departamento de informática do INSS que virou uma estatal autônoma. O Estado confisca a renda do trabalhador sob a justificativa de gerir a previdência, constrói uma gigante burocrática de tecnologia para gerenciar essa montanha de dados e, no fim, cria o ambiente perfeito para que parentes de governantes vendam influência. É o ciclo perfeito do parasitismo público mantido a força.

O caso é tão escabroso que gerou atrito entre as próprias corporações estatais. A Polícia Federal acionou a Advocacia-Geral da União contra determinações de André Mendonça, e o próprio governo apelou a remédios judiciais para conter o ministro. Que ironia fantástica. O establishment deu poder ilimitado ao judiciário para perseguir a oposição. Agora que o ministro André Mendonça usa esse mesmo poder para cercar a família presidencial, o governo chora e tenta se defender do monstro hipertrofiado que ajudou a criar.

A defesa do Lulinha agora avalia pedir que o processo seja enviado para a primeira instância. Bem-vindos à fila comum da burocracia judicial. A verdade é que o que o Lulinha fez não tem absolutamente nada de extraordinário nos bastidores de Brasília. A venda de facilidades, o tráfico de influência e as viagens pagas por empresários em busca de contratos públicos são a regra do jogo, a rotina diária no monopólio da violência.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

O Estado não produz um centavo de riqueza real. Cada viagem de luxo, cada contrato negociado na Dataprev e cada facilidade vendida em Brasília são custeados pelo pagador de impostos. Imposto é roubo. Enquanto o trabalhador é esfolado para pagar a conta do INSS, os herdeiros do poder viajam pelo mundo negociando o dinheiro alheio.

Não existe tráfico de influência sem uma estrutura estatal cheia de privilégios para ser vendida. Se a Dataprev não fosse um monopólio burocrático, o filho do presidente não teria o que negociar. Quer acabar com a corrupção? Desmonte o balcão. Descentralize, reduza o Estado a zero e acabe com o confisco tributário. Sou Peter Albuquerque para o Webjornal Vale da Liberdade. Pensem nisso.