BRASIL E MUNDO — Abertura

O Estado adora se fantasiar de grande benfeitor da humanidade, mas por trás da maquiagem de 'justiça social' e 'saúde pública', o que invariavelmente se esconde é a mais pura coerção e espoliação.

Sabe aquele discurso oficial de que o programa 'Mais Médicos' foi uma dádiva para o interior do país? Pois é. A verdade inconveniente explodiu nos tribunais americanos e desmascarou o que nós sempre avisamos por aqui: o uso de trabalho forçado financiado diretamente com o dinheiro espoliado do pagador de impostos brasileiro.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

A Justiça dos Estados Unidos acabou de acertar um golpe duro na burocracia globalista internacional. O Tribunal de Apelações do Distrito de Colúmbia rejeitou, por unanimidade, o recurso impetrado pela OPAS — a Organização Pan-Americana da Saúde, braço regional da OMS. Essa agência estatal tentava desesperadamente trancar a sete chaves os documentos secretos sobre o acordo do 'Mais Médicos' no Brasil. Não conseguiram. Agora, a decisão obriga a agência a liberar cada folha de papel na ação movida pela médica Ramona Matos Rodrigues e outros profissionais cubanos.

Para entender a podridão desse esquema, precisamos analisar a engenharia de coerção criada pelos burocratas de Brasília. Durante a gestão de Dilma Rousseff, tendo o ministro da Saúde Alexandre Padilha como arquiteto da medida, o governo brasileiro recusou a via do livre mercado. Em vez de permitir contratos diretos, voluntários e individuais entre as prefeituras e os médicos, o Estado brasileiro preferiu firmar um pacto direto com o regime ditatorial de Cuba.

E qual foi a mecânica perversa adotada? O governo brasileiro transferia os recursos estatais diretamente para o caixa da ditadura cubana. O regime de Havana, por sua vez, ficava com mais de oitenta por cento do valor e repassava uma verdadeira merreca para os médicos que trabalhavam aqui no Brasil. Se os médicos recebessem o valor integral e pagassem impostos para o seu país de origem, já seria um confisco bizarro. Mas o Estado fez pior: pagava a ditadura diretamente para garantir que os indivíduos ficassem reféns do sistema.

Não se iludam com eufemismos burocráticos. Isso não é 'condição análoga à escravidão'; é escravidão de fato, promovida, regulada e executada por governos. Esses médicos cubanos não tinham liberdade para pedir demissão, não podiam negociar seus termos de trabalho, não podiam se locomover livremente e viviam sob ameaça contínua. Caso ousassem quebrar o contrato ou tentar permanecer no Brasil de forma independente, eram tratados como fugitivos por ambos os governos.

O mais inacreditável é ver defensores do Estado, como o próprio Alexandre Padilha, alegando com a maior cara de pau que o programa 'foi um sucesso porque a população foi atendida'. Essa justificativa é idêntica à dos velhos latifundiários escravagistas do século dezoito: 'A escravidão é ótima, afinal a colheita foi realizada com sucesso!'. Tratar seres humanos como propriedade estatal para entregar um serviço estatal não é política pública, é atrocidade respaldada pelo monopólio da violência.

A gravidade da situação internacional é tamanha que os Estados Unidos aplicaram sanções severas, revogando vistos de autoridades brasileiras envolvidas nessa engenharia, incluindo secretários do Ministério da Saúde, assessores como Cleima e o próprio Alexandre Padilha. Essa manobra escancarou que a opressão estatal travada pelo programa também violava pactos contra o trabalho forçado, desmascarando a cumplicidade de burocratas locais com regimes autoritários.

O dinheiro extorquido do trabalhador brasileiro por meio dos impostos foi diretamente transferido para bancar uma ditadura comunista estrangeira, tudo com o carimbo oficial de órgãos internacionais como a OPAS e a OMS. Agências internacionais nada mais são do que gigantescas estruturas burocráticas que servem para dar uma aura de legitimidade moral a esquemas de exploração estatal que no livre mercado seriam considerados crimes gravíssimos.

A decisão que exige a abertura dos arquivos sigilosos da OPAS em Washington é a prova de que a propaganda do Estado não consegue sustentar suas mentiras para sempre. Quando os fatos são expostos sem o filtro dos marqueteiros de Brasília, o 'Mais Médicos' se revela pelo que sempre foi: uma máquina de arrecadação e controle onde o indivíduo é transformado em mero recurso descartável da burocracia governamental.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

Fique sempre atento: toda vez que um político vier lhe prometer serviços 'gratuitos' e 'humanitários', procure saber imediatamente quem está sendo coagido, roubado ou privado de sua liberdade individual para sustentar aquele teatro.

O Estado não cria valor, não produz riqueza e só entrega ilusões às custas do confisco e da força bruta. Rejeite o paternalismo estatal, defenda o livre mercado e nunca confie na virtude dos burocratas. Eu sou Peter Albuquerque para o Webjornal Vale da Liberdade.